Brian Moore e a namorada Whitney Smither - Foto Daily Mail
O casal que está sendo denunciado por maus tratos, desaparecimento e mortes de animais retirados de um abrigo do Texas/EUA usava a desculpa de dar Lar Temporário a animais que estavam enquadrados no código vermelho, ou seja em vias de serem eutanasiados (a maioria dos abrigos no país ainda é eutanasico e não pode ultrapassar o número estabelecido de animais sob sua tutela) até que os mesmos conseguissem ser adotados.
A falsa protetora Whitney Smither, uma estudante recém formada no ensino médio chegou a retirar mais de 100 animais do abrigo da cidade de Fort Whort.
Após a investigação e repercussão do caso seu namorado Brian Moore confessou que atirou em cerca de 8 animais causando suas mortes, porque segundo ele, estavam infectados com o verme do coração e outras doenças que poderiam afetar outros animais ou mesmo humanos!!!
Muitos animais estão sendo encontrados pela região em estado de abandono segundo o xerife da área.
Os veterinários que estão atendendo os, atestam muitas doenças e evidências de maus tratos.
No total o casal retirou do abrigo cerca de 80% de animais resgatados por um grupo em 2016, conclusão a que chegou um investigador da própria equipe do abrigo.
Segundo ele essa falsa protetora enganou muito gente com suas postagens nas redes sociais.
O grupo de resgate Ark-La-Tex Animal Rescue responsável por tirar das ruas os animais e que atua junto ao abrigo de onde foram retirados todos os animais pelo casal criminoso, postou em sua página um post agradecendo a outro grupo de resgate chamado Dallas Dogrrr que atua na região, por ajudá-los com os animais que estão sendo encontrados e mesmo com os que ainda estavam vivos na casa do terror.
Foto jornal Daily News
Junto aos animais abatidos a tiros foram encontrados muitos doentes,
com bicheiras, em péssimas condições de saúde e de maus tratos.
Várias partes de corpos também estavam espalhados pelo local.
Um pitbull paraplégico de apenas um ano chamado Charlie foi um dos que foram encontrados mortos na residência do casal.
Alguns animais que foram mortos estavam micro chipados o que facilitou a investigação da polícia.
O namorado cúmplice Brian Moore cometeu pelo menos 8 delitos ligados a maus tratos e responderá por eles.
Já Whitney não foi mais encontrada na cidade onde cometeu os crimes e está sendo procurada em Indiana.
Que isso sirva de alerta aos que acham que todos os que afirmam proteger animais são de fato honestos e éticos.
Nota:
Aqui mesmo no blog já fizemos uma postagem sobre o perigo dos hotéis e LTs. Todo cuidado é pouco quando se trata de colocar vidas nas mãos de estranhos.
Jamais mandem os animais para estes locais sem fazer uma visita. Temos aqui também uma outra postagem com um contrato contendo os direitos e as obrigações de quem utilizar os serviços deste estabelecimentos.
Todos devem ser visitados constantemente porque quem vê cara não vê coração nem instalações ou as condições em que ficam alojados os animais indefesos.
Parados diante de um cortiço em Diadema, na região do ABC paulista,
policiais e agentes da prefeitura tiveram de esperar vários minutos
antes que um casal finalmente atendesse à porta. Informados de que se
tratava de uma fiscalização provocada por denúncia de maus-tratos em
animais, o homem e a mulher conduziram o grupo a um cômodo de menos de
10 metros quadrados, fétido e sem janelas, onde estavam presos quatro
cães, incluindo um casal de chow-chows. Disseram que era tudo que havia
ali. Pouco depois, no entanto, os fiscais ouviram um ganido. Guiados
pelo som, subiram uma escada e depararam com mais de vinte cachorros
amontoados em um quartinho. Filhotes de shih tzu e chow-chow
encontravam-se confinados em gaiolas sem água e cobertos de ração
misturada a fezes. Os animais adultos, soltos pelo cômodo, estavam com
aspecto ainda pior - muitos apresentavam dermatite, inflamação da pele
provocada pela falta de higiene. Uma cadela da raça chow-chow tinha a
epiderme repleta de fungos.
A batida só aconteceu por causa de uma denúncia feita semanas antes.
Em 28 de abril, a designer gráfica Andrea Pignatari comprou pela
internet um filhote de shih tzu, pelo qual pagou 750 reais. Um dia após a
chegada de Pepito, ela percebeu que ele estava infestado de carrapatos e
pulgas. Fraco, o filhote mal comia. De seus olhos escorria uma
secreção. O veterinário receitou alguns remédios, mas o cachorro não
melhorava. Duas semanas depois, Pepito começou a tossir e vomitar.
Durante cinco dias ininterruptos, Andrea levou-o ao veterinário. No
quinto dia, esperava a ligação do médico para saber o resultado de uma
bateria de exames quando recebeu a notícia de que Pepito tinha morrido -
de cinomose, uma doença contagiosa evitável com vacina. "Já me havia
apegado a ele", diz Andrea. Ela contraiu dívidas para pagar os mais de 3
000 reais de despesas com remédios e veterinário.
Não se trata de um caso isolado. Neste ano, agentes de fiscalização
resgataram animais em condições semelhantes em ao menos cinco estados -
Bahia, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Na região
metropolitana de Curitiba, onde a fiscalização de criadouros é mais
frequente, quatro das últimas cinco inspeções detectaram problemas
graves. Na mais recente (assim como na de Diadema, acompanhada por
VEJA), mais da metade dos 146 cães de raças diversas criados no local
apresentava doenças de pele. Dois em cada dez estavam subnutridos e em
dezesseis das 22 baias avaliadas pela fiscalização foi constatada a
ocorrência de maus-tratos. Eram cães de raças como pug, spitz-alemão,
poodle, yorkshire, beagle, maltês e pinscher.
Os flagrantes realizados até agora mostram que se dissemina no Brasil
uma versão local de um mal que vem sendo combatido há alguns anos nos
Estados Unidos e na Europa - as chamadas puppy mills, ou, numa tradução
livre, fábricas de filhotes. São criadouros clandestinos ou não
fiscalizados em que os cachorros - sobretudo os adultos, criados não
para ser vendidos, mas para reproduzir-se e dar lucro - vivem em
condições insalubres e são forçados a procriar no limite de suas forças.
Entidades dos Estados Unidos estimam em mais de 10 000 o número de puppy mills
existentes naquele país. Desde 2008, ao menos catorze estados aprovaram
leis que exigem licenças especiais e fiscalização periódica para coibir
os maus-tratos em criadouros voltados para a venda de filhotes. Algumas
cidades tomaram medidas mais radicais. Em Phoenix, no Arizona, por
exemplo, a corrente de protetores de animais que defendem a proibição da
comercialização de animais de estimação conseguiu uma vitória: proibir
que pet shops vendam animais vindos de criadouros. As lojas só podem
oferecer filhotes originários de abrigos - ou seja, que foram recolhidos
nas ruas ou abandonados por seus donos.
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Na Europa, é em países do leste, como Polônia, Romênia, Hungria e
Lituânia, que se localiza a maioria dos criadouros clandestinos. Um
filhote que custa 100 euros nesses lugares, onde a fiscalização
praticamente inexiste, pode ser revendido por um preço até dez vezes
maior em países mais ricos, como Alemanha e França. No Reino Unido, o
número de animais contrabandeados do Leste Europeu subiu de 2 000 para
12 000 entre 2011 e 2013.
No Brasil, a lei exige que todo criadouro comercial tenha uma licença
e um veterinário responsável. Na prática, porém, a maioria trabalha sem
uma coisa nem outra. Órgãos oficiais especializados no combate aos
maus-tratos em animais costumam lidar com casos isolados - como o do
vizinho que denuncia o outro por tratar seu animal com crueldade, por
exemplo. Em São Paulo, a Divisão de Investigação sobre Infrações de
Maus-Tratos a Animais e Demais Crimes contra o Meio Ambiente, da Polícia
Civil, não tem nenhuma investigação em andamento sobre problemas em
criadouros.
O fenômeno das puppy mills chegou ao Brasil no rastro da expansão do
mercado pet, que cresceu três vezes mais que a economia na última
década. Mesmo neste ano, com o esperado recuo de mais de 3% no PIB, o
segmento deve expandir-se até 7%. Se a previsão da Associação Brasileira
da Indústria de Produtos para Animais de Estimação se confirmar, a
proporção de cães de estimação por habitante no país, hoje de um para
quatro, será de um para três em cinco anos - superior à dos Estados
Unidos (um para quatro habitantes), à do México (um para cinco) e à do
Japão (um para doze).
O aumento do mercado pet na última década também provocou um
crescimento no número de raças no país - 33 delas surgiram nos últimos
dez anos - para um total de 177. Houve ainda uma mudança significativa
na predileção dos compradores. O pequinês e o dálmata, as raças
favoritas de anos atrás, foram ultrapassados pelo buldogue-francês e
pelo spitz-alemão-anão, os xodós do momento.
A hoje cambaleante classe C foi fundamental para alavancar esse
mercado. Muitos dos brasileiros que ascenderam à classe média, e que até
a chegada da crise econômica tinham adquirido um plano de saúde e
colocado o filho na escola particular, passaram a querer também um
cachorrinho de raça. Isso levou a um aumento da demanda, mas os altos
preços das pet shops mais sofisticadas - onde um filhote pode custar
mais de 10 000 reais - empurraram parte da clientela para a internet, em
busca de barganhas.
Num único site de classificados é possível achar milhares de ofertas
de pets. O problema é que, quando a compra é feita dessa maneira,
torna-se mais difícil saber a procedência do animal e a qualidade do
criadouro de origem. Uma pesquisa realizada por um clube de criadores
britânicos mostrou que um em cada cinco filhotes comprados pela internet
morre antes de atingir os 6 meses e outros 12% desenvolvem doenças
graves. Já entre os que são comprados diretamente de um criador, 94% são
saudáveis.
Os bons e os maus criadores de cães podem ser identificados antes
mesmo do nascimento de um filhote. Os melhores profissionais gastam
pesado na compra de matrizes e padreadores - os casais que darão origem à
linhagem. Investem ainda na aplicação de testes genéticos destinados a
manter a pureza da linhagem e em alimentação e medicamentos de
qualidade. Já os aventureiros estão mais preocupados com o tamanho da
ninhada e a quantidade de reproduções que podem obter de uma matriz.
Especialistas em procriação animal consideram que uma cadela deve cruzar
no máximo a cada dois cios. Trata-se de uma regra comumente
desrespeitada por criadores não profissionais. O cruzamento de uma
cadela a cada cio debilita o animal e reduz a sua resistência
imunológica - daí a frequência de inflamações e infecções,
principalmente de mama e útero, que afetam também a saúde dos filhotes.
Afirma o presidente da Associação Brasileira de Medicina Veterinária
Legal, Sérvio Túlio Reis: "Esse tipo irresponsável de produtor está
interessado apenas em produzir filhotes de raças que estejam em alta e
ganhar o máximo de dinheiro com isso. O comprador não faz ideia do que
acontece nos bastidores".
A diferença de cuidados reflete-se no preço. Enquanto um
buldogue-francês de um canil que obedece aos procedimentos obrigatórios
pode custar 8 000 reais, um filhote da mesma raça e idade é anunciado em
média por 2 800 reais na internet. Da mesma forma, o
spitz-alemão-anão, que chega a 15 000 reais num canil especializado,
nos classificados on-line é oferecido por 3 000 reais. A venda por sites
não é sinônimo de problemas, mas diferenças brutais de preço podem ser
um indicativo da falta de qualidade dos criadouros. E maus produtores
também abastecem pet shops, afirmam especialistas. O canil fechado no
Paraná, que aparece no começo desta reportagem, vendia filhotes pela
internet a todo o país e os fornecia a uma pet shop local - o que
significa que aquele cãozinho encantador visto nas lojas, penteadinho e
com laço de fita no pescoço, pode ter passado por maus bocados antes de
chegar à vitrine. Texto publicado na Revista Veja
Foto original anúncio OLX/ Filhotes presos em gaiolas de criador ilegal em Diadema
Nota: Excelente material. Apenas desconhecemos a lei nacional citada pela revista que afirma a exigência de que criadores tenham licença e veterinário responsável. Talvez exista alguma resolução do CFMV. Como a lei não foi citada fica a dúvida. Na cidade de SP temos a lei 14483/09 que há anos recebe nosso apoio e que com nossas cobranças e de outros protetores e ativistas vinha sendo cumprida, porém na gestão do Haddad não se conseguiu avançar mais e o que havíamos conquistado se perdeu porque nem as denúncias não são nem respondidas pelas subprefeituras e pelo CCZ/SP. É como se não tivessem obrigação de fazer aquilo para o que são pagos. Em nosso blog pode se encontrar um longo histórico de luta para que a lei 14483/09 seja cumprida.