Os que conhecem nosso trabalho desde 2009 sabem que sempre lutamos contra o comércio ilegal de filhotes na cidade de SP.
Temos várias postagens aqui no blog sobre essa luta por vezes inglória, já que embora tenhamos uma ótima lei existem dois pontos de venda ilegal na nossa cidade que as autoridades responsáveis pelo cumprimento da fiscalização e punição de quem infringe a legislação fingem ignorar.
Apesar de toda insistência dos defensores dos animais e até mesmo de populares que não aceitam aquele tipo de comércio cruel e insistem em denunciar, passados tantos anos o comércio ilegal ainda continua tanto na Lapa, Praça Agostinho Betarello, como em Itaquera na famigerada Jacu Pêssego.
A criação de fundo de quintal é extremamente cruel, criminosa e indecente, e quem alimenta este comércio ilegal são pessoas que por ignorância ou mesmo para economizar, querem adquirir por um valor abaixo do mercado filhotes que nem sempre são da raça que desejam, apenas lembram as características da própria ou são virinhas mesmo.
Aqui no nosso blog em uma postagem sobre uma provável fiscalização na terrível feira da avenida Jacu Pêssego temos dezenas de denúncias comprovando isso que estamos falando. Nos comentários relatos de muitos filhotes que vem a óbito e outros que sobrevivem devido ao empenho de quem comprou.
Nesta semana a Ong PEA - Projeto Esperança Animal lançou um vídeo chamada Nada Fofo onde mostra de forma lúdica a realidade nua e crua da criação de fundo de quintal.
Tanto os filhotes como os animais usados para gerá-los são vitimados por essa indústria antiética e imoral.
Abaixo o vídeo Nada Fofo.
Parabéns a Ong Pea pela realização.
Para saber mais sobre o projeto Nada Fofo basta acessar o link http://nadafofo.com/
MINISTÉRIO PUBLICO ACOLHE REPRESENTAÇÃO DA UIPA/SP CONTRA COMÉRCIO ILEGAL DE ANIMAIS.
A Uipa ofereceu representação à Promotoria do Meio Ambiente, para
que fosse apurada a omissão das Subprefeituras em fiscalizar o comércio
de animais em praças, parques e em outras áreas públicas. Inicialmente,
a representação foi indeferida. Inconformada, a Uipa recorreu ao
Conselho Superior do Ministério Público, que acolheu o recurso,
determinando instauração de inquérito civil pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital.
A despeito da edição da Lei Municipal nº 14.483/2007, de autoria do
então Vereador Roberto Tripoli, que em seu artigo 3º proíbe a venda de
cães e gatos em praças, ruas, parques e em outras áreas públicas do
Município de São Paulo, ainda persiste o comércio desses animais,
sobretudo na Avenida Jacu Pêssego, na altura do Aquário de Itaquera e
na Praça Doutor Agostinho Bettarello, em frente à Cobasi Jaguaré.
Conforme o Decreto nº 49.393/2008, que regulamentou a citada lei
municipal, compete às Subprefeituras, no âmbito de seus territórios,
proceder à fiscalização e à aplicação de eventuais penalidades,
acionando a Gerência do Centro de Controle de Zoonoses da Coordenação
de Vigilância em Saúde, no caso de apreensão de animais.
Desde o
advento da Lei Municipal nº 14.483/2007, em virtude do empenho de seu
autor Roberto Tripoli, várias operações fiscalizatórias foram efetuadas,
com a participação de agentes do Centro de Controle de Zoonoses e
algumas até contaram com o apoio da Polícia Militar e da Guarda
Municipal Metropolitana, culminando na apreensão de filhotes expostos à
venda.
Tais operações, entretanto, não se deram com a frequência
necessária, o que permitiu que comerciantes ilegais continuassem a agir,
livremente, apesar da reiteração de ofícios encaminhados às autoridades
competentes.
E a questão não se restringe ao comércio ilegal, pois a
prática incide na norma punitiva do artigo 32 da Lei Federal nº
9.605/98, ao impor sofrimento aos animais, que permanecem amontoados,
alojados, em gaiolas, barracas e até em porta-malas de veículos, sob
forte calor, sem água e alimento à disposição.
Registre-se que, em
2012, houve a apreensão de quase uma centena de filhotes, cuja maioria
encontrava-se debilitada, com o óbito de muitos deles.
Grande
parte dos animais não são vacinados, nem esterilizados, o que também
gera um descontrole na população animal, fator desencadeador de
agravantes para a saúde pública.
Parados diante de um cortiço em Diadema, na região do ABC paulista,
policiais e agentes da prefeitura tiveram de esperar vários minutos
antes que um casal finalmente atendesse à porta. Informados de que se
tratava de uma fiscalização provocada por denúncia de maus-tratos em
animais, o homem e a mulher conduziram o grupo a um cômodo de menos de
10 metros quadrados, fétido e sem janelas, onde estavam presos quatro
cães, incluindo um casal de chow-chows. Disseram que era tudo que havia
ali. Pouco depois, no entanto, os fiscais ouviram um ganido. Guiados
pelo som, subiram uma escada e depararam com mais de vinte cachorros
amontoados em um quartinho. Filhotes de shih tzu e chow-chow
encontravam-se confinados em gaiolas sem água e cobertos de ração
misturada a fezes. Os animais adultos, soltos pelo cômodo, estavam com
aspecto ainda pior - muitos apresentavam dermatite, inflamação da pele
provocada pela falta de higiene. Uma cadela da raça chow-chow tinha a
epiderme repleta de fungos.
A batida só aconteceu por causa de uma denúncia feita semanas antes.
Em 28 de abril, a designer gráfica Andrea Pignatari comprou pela
internet um filhote de shih tzu, pelo qual pagou 750 reais. Um dia após a
chegada de Pepito, ela percebeu que ele estava infestado de carrapatos e
pulgas. Fraco, o filhote mal comia. De seus olhos escorria uma
secreção. O veterinário receitou alguns remédios, mas o cachorro não
melhorava. Duas semanas depois, Pepito começou a tossir e vomitar.
Durante cinco dias ininterruptos, Andrea levou-o ao veterinário. No
quinto dia, esperava a ligação do médico para saber o resultado de uma
bateria de exames quando recebeu a notícia de que Pepito tinha morrido -
de cinomose, uma doença contagiosa evitável com vacina. "Já me havia
apegado a ele", diz Andrea. Ela contraiu dívidas para pagar os mais de 3
000 reais de despesas com remédios e veterinário.
Não se trata de um caso isolado. Neste ano, agentes de fiscalização
resgataram animais em condições semelhantes em ao menos cinco estados -
Bahia, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Na região
metropolitana de Curitiba, onde a fiscalização de criadouros é mais
frequente, quatro das últimas cinco inspeções detectaram problemas
graves. Na mais recente (assim como na de Diadema, acompanhada por
VEJA), mais da metade dos 146 cães de raças diversas criados no local
apresentava doenças de pele. Dois em cada dez estavam subnutridos e em
dezesseis das 22 baias avaliadas pela fiscalização foi constatada a
ocorrência de maus-tratos. Eram cães de raças como pug, spitz-alemão,
poodle, yorkshire, beagle, maltês e pinscher.
Os flagrantes realizados até agora mostram que se dissemina no Brasil
uma versão local de um mal que vem sendo combatido há alguns anos nos
Estados Unidos e na Europa - as chamadas puppy mills, ou, numa tradução
livre, fábricas de filhotes. São criadouros clandestinos ou não
fiscalizados em que os cachorros - sobretudo os adultos, criados não
para ser vendidos, mas para reproduzir-se e dar lucro - vivem em
condições insalubres e são forçados a procriar no limite de suas forças.
Entidades dos Estados Unidos estimam em mais de 10 000 o número de puppy mills
existentes naquele país. Desde 2008, ao menos catorze estados aprovaram
leis que exigem licenças especiais e fiscalização periódica para coibir
os maus-tratos em criadouros voltados para a venda de filhotes. Algumas
cidades tomaram medidas mais radicais. Em Phoenix, no Arizona, por
exemplo, a corrente de protetores de animais que defendem a proibição da
comercialização de animais de estimação conseguiu uma vitória: proibir
que pet shops vendam animais vindos de criadouros. As lojas só podem
oferecer filhotes originários de abrigos - ou seja, que foram recolhidos
nas ruas ou abandonados por seus donos.
Publicidade
</div>
<div id='passback-wb5466ed9f5'></div>
Na Europa, é em países do leste, como Polônia, Romênia, Hungria e
Lituânia, que se localiza a maioria dos criadouros clandestinos. Um
filhote que custa 100 euros nesses lugares, onde a fiscalização
praticamente inexiste, pode ser revendido por um preço até dez vezes
maior em países mais ricos, como Alemanha e França. No Reino Unido, o
número de animais contrabandeados do Leste Europeu subiu de 2 000 para
12 000 entre 2011 e 2013.
No Brasil, a lei exige que todo criadouro comercial tenha uma licença
e um veterinário responsável. Na prática, porém, a maioria trabalha sem
uma coisa nem outra. Órgãos oficiais especializados no combate aos
maus-tratos em animais costumam lidar com casos isolados - como o do
vizinho que denuncia o outro por tratar seu animal com crueldade, por
exemplo. Em São Paulo, a Divisão de Investigação sobre Infrações de
Maus-Tratos a Animais e Demais Crimes contra o Meio Ambiente, da Polícia
Civil, não tem nenhuma investigação em andamento sobre problemas em
criadouros.
O fenômeno das puppy mills chegou ao Brasil no rastro da expansão do
mercado pet, que cresceu três vezes mais que a economia na última
década. Mesmo neste ano, com o esperado recuo de mais de 3% no PIB, o
segmento deve expandir-se até 7%. Se a previsão da Associação Brasileira
da Indústria de Produtos para Animais de Estimação se confirmar, a
proporção de cães de estimação por habitante no país, hoje de um para
quatro, será de um para três em cinco anos - superior à dos Estados
Unidos (um para quatro habitantes), à do México (um para cinco) e à do
Japão (um para doze).
O aumento do mercado pet na última década também provocou um
crescimento no número de raças no país - 33 delas surgiram nos últimos
dez anos - para um total de 177. Houve ainda uma mudança significativa
na predileção dos compradores. O pequinês e o dálmata, as raças
favoritas de anos atrás, foram ultrapassados pelo buldogue-francês e
pelo spitz-alemão-anão, os xodós do momento.
A hoje cambaleante classe C foi fundamental para alavancar esse
mercado. Muitos dos brasileiros que ascenderam à classe média, e que até
a chegada da crise econômica tinham adquirido um plano de saúde e
colocado o filho na escola particular, passaram a querer também um
cachorrinho de raça. Isso levou a um aumento da demanda, mas os altos
preços das pet shops mais sofisticadas - onde um filhote pode custar
mais de 10 000 reais - empurraram parte da clientela para a internet, em
busca de barganhas.
Num único site de classificados é possível achar milhares de ofertas
de pets. O problema é que, quando a compra é feita dessa maneira,
torna-se mais difícil saber a procedência do animal e a qualidade do
criadouro de origem. Uma pesquisa realizada por um clube de criadores
britânicos mostrou que um em cada cinco filhotes comprados pela internet
morre antes de atingir os 6 meses e outros 12% desenvolvem doenças
graves. Já entre os que são comprados diretamente de um criador, 94% são
saudáveis.
Os bons e os maus criadores de cães podem ser identificados antes
mesmo do nascimento de um filhote. Os melhores profissionais gastam
pesado na compra de matrizes e padreadores - os casais que darão origem à
linhagem. Investem ainda na aplicação de testes genéticos destinados a
manter a pureza da linhagem e em alimentação e medicamentos de
qualidade. Já os aventureiros estão mais preocupados com o tamanho da
ninhada e a quantidade de reproduções que podem obter de uma matriz.
Especialistas em procriação animal consideram que uma cadela deve cruzar
no máximo a cada dois cios. Trata-se de uma regra comumente
desrespeitada por criadores não profissionais. O cruzamento de uma
cadela a cada cio debilita o animal e reduz a sua resistência
imunológica - daí a frequência de inflamações e infecções,
principalmente de mama e útero, que afetam também a saúde dos filhotes.
Afirma o presidente da Associação Brasileira de Medicina Veterinária
Legal, Sérvio Túlio Reis: "Esse tipo irresponsável de produtor está
interessado apenas em produzir filhotes de raças que estejam em alta e
ganhar o máximo de dinheiro com isso. O comprador não faz ideia do que
acontece nos bastidores".
A diferença de cuidados reflete-se no preço. Enquanto um
buldogue-francês de um canil que obedece aos procedimentos obrigatórios
pode custar 8 000 reais, um filhote da mesma raça e idade é anunciado em
média por 2 800 reais na internet. Da mesma forma, o
spitz-alemão-anão, que chega a 15 000 reais num canil especializado,
nos classificados on-line é oferecido por 3 000 reais. A venda por sites
não é sinônimo de problemas, mas diferenças brutais de preço podem ser
um indicativo da falta de qualidade dos criadouros. E maus produtores
também abastecem pet shops, afirmam especialistas. O canil fechado no
Paraná, que aparece no começo desta reportagem, vendia filhotes pela
internet a todo o país e os fornecia a uma pet shop local - o que
significa que aquele cãozinho encantador visto nas lojas, penteadinho e
com laço de fita no pescoço, pode ter passado por maus bocados antes de
chegar à vitrine. Texto publicado na Revista Veja
Foto original anúncio OLX/ Filhotes presos em gaiolas de criador ilegal em Diadema
Nota: Excelente material. Apenas desconhecemos a lei nacional citada pela revista que afirma a exigência de que criadores tenham licença e veterinário responsável. Talvez exista alguma resolução do CFMV. Como a lei não foi citada fica a dúvida. Na cidade de SP temos a lei 14483/09 que há anos recebe nosso apoio e que com nossas cobranças e de outros protetores e ativistas vinha sendo cumprida, porém na gestão do Haddad não se conseguiu avançar mais e o que havíamos conquistado se perdeu porque nem as denúncias não são nem respondidas pelas subprefeituras e pelo CCZ/SP. É como se não tivessem obrigação de fazer aquilo para o que são pagos. Em nosso blog pode se encontrar um longo histórico de luta para que a lei 14483/09 seja cumprida.
Já há anos a feira ilegal da Jacú Pessego é denunciada e infelizmente as autoridades da cidade de São Paulo ignoram a lei que proíbe o comércio de animais em locais públicos, ignoram as denúncias feitas até por emissoras de TV, ignoram ofícios do ex vereador Roberto Tripoli, autor da lei 14483/07 que regulamenta este comércio de filhotes, ignoram até mesmo os crimes contra os animais expostos naquele inferno, sejam eles animais domésticos como cães e gatos ou silvestres.
Nosso blog tem muitas postagens denunciando o comércio ilegal neste local e também na Lapa e para nosso espanto é como se os responsáveis pelo cumprimento de nossas leis não se importassem com a exposição do descaso mesmo quando é feito por grandes mídias.
E infelizmente nessa semana a Ong Cão sem Fome que faz um trabalho incrível de apoio a protetores independentes e que precisam de ajuda para controlar o número de animais que abrigam em suas residências nos procurou para avisar sobre essa postagem feita recentemente em seu site e que nos deixou muito revoltados porque é mais uma consequência do descaso das autoridades. Obs: a maioria dos animais vendidos nessa feira são apenas parecidos com cães de determinadas raças. Na verdade são SRDs os famosos viralatas. Quem compra além de levar animais contaminados e que vem a óbito na maioria das vezes em poucos dias ainda é enganado e acaba levando "gato" por "lebre".
EsquadrãoPet
Quintal da D. Silvia está virando local de desova de animais.
Voluntária da Ong com um dos resgatados recentes
Quintal da D. Silvia está virando local de desova de animais.Imagine você abrir a porta de manhã e se deparar com uma caixa cheia de cães dentro?
É isso que vem acontecendo no Quintal da D Silvia… Infelizmente ela está localizada em uma área de muito abandono e perto de uma Feira ilegal que promove venda de animais na região. Os animais que sobram desta feira, são desovados na porta da D Silvia. Ás vezes eles chegam dentro de caixotes de madeira ou gaiolas. São filhotes, adultos, animais doentes e até mortos e pisoteados. Os cães são deixados à noite na porta da Protetora e, mesmo com testemunhas e as denúncias realizadas, não conseguimos coibir a prática desse crime.
Apesar de nossos esforços (e de outras ONGS e grupos de proteção animal) a Feira que é ilegal continua acontecendo.
Veja matéria neste Blog: Esquadrão PET
Os animais são vendidos sem vacina, sem castração, doentes, e muitos são frutos de roubo ou de criadores de fundo de Quintal, que usam fêmeas de cães de raça, ou apenas cães “bonitinhos” para vender as ninhadas, para pessoas desinformadas.
E o pior… animais que sobram desta Feira são covardemente descartados na porta de Protetores conhecidos da região como a D Silvia. Muitos são abandonados porque cresceram e perderam a “cara de bebê”, por isso são mais difíceis de serem vendidos. Outros, são abandonados porque estão doentes, ou simplesmente porque não foram vendidos em 2 ou 3 feiras consecutivas e as pessoas não querem ter o trabalho de leva-los de volta e cuidarem deles até a próxima feira.
A vida nestes lugares vale tão pouco que esses pobres animais são explorados como mercadoria e descartados como lixo, se não oferecerem mais possibilidade de lucro.
Ao chegarem, os animais geralmente estão extremamente subnutridos e ás vezes doentes. Eles são colocados em quarentena, vermifugados e alimentados com ração de boa qualidade. Depois de algumas semanas, quando já estão mais fortes, são vacinados com V8 e contra raiva e só depois de mais alguns dias, são castrados e colocados para adoção.
Cada cão acolhido destas Feiras ilegais custa muito caro ao Projeto Cão sem Fome, pois nenhum é doado enquanto não estiver com boas condições de saúde, com castração e vacinação em dia. Todos passam por exames clínicos e acompanhamento até depois da adoção para termos a certeza que os animais estão sendo bem amparados.
Filhote recém descartado na casa da protetora
No dia 07 de setembro realizamos mais uma ação de saúde para atender alguns cães que chegaram na D. Silvia desta forma. São vários filhotes e uma cachorra mestiça com labrador descartados na sua porta.
Nossa equipe levou ração, vacinas, medicamentos e muito amor para esses cães tão sofridos. Em breve todos estarão para adoção responsável.
Para ajudar esses animais precisamos de ajuda. Você pode doar ração e medicamentos nos nossos postos de coleta (cuja lista você encontra no nosso site) ou pode fazer sua doação em dinheiro, patrocinando vacinação e castração.
Filhote descartado provavelmente por não ter sido vendido
E lembre-se: Nunca compre animais, não financie esse tipo de comércio desumano que custa a vida de centenas de cães indefesos. Adote de ONGS e Projetos sérios e você estará ajudando a inibir o comércio ilegal de animais, o abandono e a crueldade.
Declarações de vendedores ilegais na feira da Jacú Pessego
Todos que acompanham nosso trabalho sabem de nossa luta desde a aprovação da lei 14483/07 http://goo.gl/YBQKdB para acabar com o comércio ilegal de filhotes na cidade de São Paulo.
Este comércio ilegal e cruel jamais deixou de existir totalmente na nossa cidade, porém na gestão Kassab conseguimos ótimos resultados e pudemos comemorar a desativação de pontos tradicionais na cidade, pois com a atuação conjunta dos órgãos responsáveis pela fiscalização, (subprefeituras e centro de controle de zoonoses) aconteceram inclusive apreensões de filhotes. Essa ação é prevista na lei e fez com que os criadores de fundo de quintal dessem uma trégua e parassem com a venda ilegal.
Na atual gestão do prefeito Fernando Haddad as dificuldades para que este comércio seja combatido tem sido imensas, e mesmo com as denúncias que são encaminhadas pelos protetores, ativistas e cidadãos nenhuma providencia tem sido tomada, e fim de semana após fim de semana, vemos filhotes sendo expostos ao sol, a chuva, ao frio, a sujeira das calçadas e gramados, sendo manuseados e o que é mais grave vendidos ao ar livre contra a lei e sem o menor cuidado que os proteja das doenças oportunistas.
Embora a subprefeitura de Itaquera, que é responsável pela região onde ocorre a feira da Jacú Pessego tenha chegado a impedir seu funcionamento durante algumas semanas, os comerciantes ilegais voltaram com tudo e se instalaram novamente sem medo de ser feliz!!!
Não deixem de assistir aos vídeos e vejam as declarações dos veterinários sobre os riscos de se adquirir animais nestes locais contaminados.
Aqui mesmo no blog temos outra postagem sobre a Jacú Pessego e algumas pessoas que compraram filhotes neste local dão depoimentos sobre animais que foram adquiridos neste local e que vieram a óbito após muito sofrimento. Acessem o link para ler os comentários enviados para nosso blog: http://goo.gl/jpqdeC
Vejam abaixo o vídeo do R7 sobre a feira da Jacú Pessego e as denúncias gravíssimas que ele contém.
Um outro ponto viciado também que há anos se tenta acabar é o da Praça Agostinho Betarello, localizada na Vila Leopoldina e cujo subprefeito apesar de ter se reunido conosco em 2013 http://goo.gl/T61Ixa e prometido dar combate a essa feira ilegal não cumpriu a promessa, e ultimamente nem responde mais as denúncias encaminhadas. Outro local sobre o qual já fizemos inúmeras matérias aqui no blog.
Uma reportagem do R7 também mostra a crueldade que envolve a venda de filhotes neste local que fica em frente a um grande pet shop da nossa capital.
Como denunciar o comércio ilegal de filhotes na cidade de São Paulo: http://goo.gl/6JQQV4
VAMOS DEMONSTRAR QUE QUEREMOS O FIM DO COMÉRCIO ILEGAL NA JACÚ PESSEGO? ESCREVEM PARA AS AUTORIDADES ABAIXO: JOSÉ CARLOS MEDEIROS DA SILVA
É O SUBPREFEITO EM EXERCÍCIO DE ITAQUERA. COMPETE A ELE DETERMINAR AS AÇÕES PARA REPRIMIR O COMÉRCIO ILEGAL DE FILHOTES EM SUA REGIÃO. jcarlosmedeiros@prefeitura.sp.gov.br
DRA
ROSANE CORREA DE OLIVEIRA É A GERENTE DO CCZ/SP O ÓRGÃO QUE É RESPONSÁVEL PELA
OPERAÇÃO DE APREENSÃO DE FILHOTES, NO CASO DE LOCAL PÚBLICO ONDE A LEI
ESTEJA SENDO DESRESPEITADA. rosanecoliveira@prefeitura.sp.gov.br
O AUTOR DA LEI 14483/07 É O VEREADOR ROBERTO TRIPOLI. PEÇAM A ELE QUE NOS AJUDE PARA E PRESSIONE AS AUTORIDADES RESPONSÁVEIS PELO CUMPRIMENTO DA LEI 14483/07 contato@robertotripoli.com.br
Nota: Agradecimentos a Roberta Palmari por nos ajudar com os vídeos.
Publicado em 13/06/2014 Barra Mansa/RJ
Fonte:
Diário do Vale
Quatro
filhotes de cães foram abandonados e jogados dentro de um bueiro na Rua
Joaquim Maria da Silva, no bairro Jardim América. Os animais foram
resgatados pelo Corpo de Bombeiros, na manhã de ontem, após denúncia de
moradores. Eles estavam amarrados em um saco plástico e envolvidos em
jornal.
Assessores do presidente da Câmara Municipal, o vereador Marcelo
Borges (PT), que visitavam o bairro no momento também acionaram o
resgate e registraram a ação do Corpo de Bombeiros. Alguns moradores
chegaram a tentar salvar os cães, mas sem sucesso.
- Não acredito que ainda existam pessoas que façam esse tipo de
maldade. Recentemente foi sancionada lei de minha autoria que cria o
Disk Proteção de Animais, onde as pessoas devem denunciar e não deixar
que crueldades assim continuem acontecendo - disse Marcelo Borges.
O parlamentar ainda elogiou a ação dos bombeiros que segundo ele, agiram com muita eficiência no salvamento.
Segundo a veterinária Desirée Machado, moradora da rua onde os cães
foram resgatados e que os atendeu, eles têm aproximadamente 5 dias de
vida e necessitam de cuidados especiais. Por isso, ficaram sob a
responsabilidade dela por cerca de 45 dias, quando assim, poderão ser
adotados.
Assistam ao vídeo do resgate e vejam a que ponto chega a covardia do ser humano. É por essas e outras que temos que lutar muito e sempre pelo controle populacional de cães e gatos. Imaginem quantos filhotes não tem a mesma sorte desses aí e morrem das formas mais cruéis por este nosso país.
Protetores e ativista.......#castraçãosempre.
EsquadrãoPet
Nota:
Outro dia uma figura pública conhecida por fazer críticas infundadas e por vezes até mesmo caluniosas contra autoridades e profissionais, criticou em sua página que tem milhares de seguidores, os bombeiros, por se recusarem a fazerem um resgate.
É importante que todos saibam que quando os bombeiros são chamados os animais precisam ter alguém que se responsabilize por assumir o animal.
O que vem ocorrendo há um bom tempo é que os CCZs nem sempre aceitam assumir o bicho resgatado como seria o correto, e aí os bombeiros não tem para onde levar.
Existem quartéis que tem servido de Lar Temporário para animais simplesmente porque eles acabam ficando penalizados com a situação após os resgates, mas evidente que essa solução não é a correta nem a mais indicada.
O site Buzzfeed resolveu fazer uma brincadeira e colocou 5 machões assumidos em contato com filhotes de gatinhos. As reações são bem engraçadas e a descoberta de quanto são maravilhosos estes bigodinhos é bem interessante. Notem como reage quem dizia que tinha certeza que era até alérgico.
Vejam só:
Praça Agostinho Betarello tomada por comerciantes ilegais em 08/06/214
Há anos todos sabem da luta da nossa luta e do autor da lei 14483/07, o vereador Roberto Trípoli, para acabar com o comércio ilegal de filhotes na Praça Agostinho Betarello/Lapa em frente a Cobasi Jaguaré, e também na região da Jacú Pessego/Itaquera. Essa praça já esteve práticamente livre deste comércio cruel durante um bom tempo, vejam uma postagem aqui mesmo no blog http://goo.gl/M9aqal Temos um longo histórico nesta luta na cidade de SP, e sabemos bem que estes criadores que insistem em se apoderar de espaço público para comercializarem animais que nem sempre sobrevivem a primeira semana de vida após serem vendidos, não desistirão facilmente se não houver ação que os impeça de prosseguir. A grande maioria destes filhotes, está doente ou virá a óbito, pois é fruto da criação de fundo de quintal, onde não há a menor preocupação com a saúde das matrizes que vivem em estado de maus tratos e muitas vezes doentes e subnutridos, mas são usadas para procriar e gerar renda apesar de tudo.
Basta dar uma olhada nas fotos da colagem para que todos percebam que estes animais já se contaminaram por doenças oportunistas, já que muitos nem vacinados ainda foram. Ao terem contato uns com os outros, ao serem colocados no chão de terra da praça e estarem sendo manuseados por todos que tem acesso a eles já estão doentinhos e quem os compra com certeza poderá vir a ter sérias surpresas.
Isso está acontecendo em um bairro de classe alta, em plena cidade de SP devido a falta de atitude das autoridade responsáveis pelo cumprimento da lei.
Muito já se evolui no sentido de proibir o comércio ilegal de filhotes nesta praça especificamente, porém sabemos que a única forma de se fazer com que os comerciantes ilegais deixem de ir contra a lei 14483/07 é apreendendo os filhotes para que tenham prejuízos. Vejam no material abaixo como agir para denunciar o comércio ilegal de filhotes na cidade de SP. http://goo.gl/OO0kj6
Sala de quarentena (isolamento) CCZ/SP
É urgente que se organize uma força tarefa dos órgãos responsáveis pelo cumprimento da lei, subprefeitura da Lapa/Centro de Zoonoses-SP para execução de uma mega operação de apreensão de filhotes, como já foi feito anteriormente, nestes pontos de venda ilegal de filhotes. O CCZ/SP possui estrutura para que estes animais fiquem colocados em quarentena (sala de isolamento) vejam foto e a alegação de que não há espaço físico para isso não confere. O que está faltando é vontade de agir isso sim!!! A atual gestaõ do CCZ/SP está fazendo com que avanços importantes que havíamos conquistado a duras penas simplesmente desapareçam sem a menor preocupação com nossa luta e com os animais. Embora caiba as subprefeituras fiscalizar e impedir que os comerciantes ilegais se estabeleçam em locais públicos, a apreensão de filhotes compete ao CCZ/SP e tem que acontecer quando se esgotam as possibilidades de impedir que prossigam com o descumprimento da lei 14483/07.
Nota:As fotos da colagem foram printadas do vídeo publicado pela protetora Camila Barreto, cujo amigo após ter feito a filmagem foi perseguido pelos comerciantes ilegais até dentro da loja Cobasi-Jaguaré e teve que reagir com violencia, porque senão teria sido agredido. Isso acontece porque as autoridades estão sendo omissas e não querem cumprir seu dever.
Basta a policia se retirar e os vendedores ilegais retomam as calçadas da Jacú Pessego
No dia 18 de março/2014 pela primeira vez pudemos anunciar aqui no blog que finalmente o comércio ilegal de filhotes na Av. Jacú Pessego estava sendo reprimido pra valer http://goo.gl/ol4QVI
Após uma matéria da Record http://goo.gl/Rdmutu comprovando o esquema escandaloso, que logicamente todos já sabiam que acontecia há muitos anos, para que os criadores ilegais continuassem a atuar impunemente na região de Itaquera, começava se a ver a luz no fim do túnel.
Com as ações que as autoridades da Subprefeitura de Itaquera finalmente acenavam, talvez pudéssemos ver o fim do comércio ilegal que vive as custas dos inocentes e indefesos filhotes na região, e que na maioria das vezes são vendidos para morrer após alguns dias de alguma doença, pois são fruto de criadores de fundo de quintal onde não existe o menor critério para procriação. Porém o que temos visto por lá não está sendo suficiente para acabar de vez com este comércio cruel e que há anos já devia ter sido eliminado da cidade de SP.
Embora esteja havendo repressão nos fins de semana, basta que a policia vire as costas para que os vendedores ilegais se posicionem nas calçadas ou mesmo fiquem com filhotes dentro de bolsas, sacolas, ou escondidos dentro das roupas oferecendo para quem se interessar.
Até mesmo dentro do estacionamento do Aquário de Itaquera, que é uma área particular são vistos atuando impunemente, com os filhotes em evidente situação de maus tratos, sem que nenhuma autoridade tome providencias para impedir que atuem ou aplique multas no proprietário do local.
E o mais grave de tudo: funcionários da subprefeitura de Itaquera tem sido vistos no local, mas por algum motivo nada fazem contra os comerciantes ilegais.
Comerciantes ilegais de filhotes atuando em área particular sem nenhuma repressão
VAMOS DEMONSTRAR QUE QUEREMOS O FIM DO COMÉRCIO ILEGAL NA JACÚ PESSEGO? VEJAM COMO NOS AJUDAR JOSÉ CARLOS MEDEIROS DA SILVA
É O SUBPREFEITO EM EXERCÍCIO DE ITAQUERA. COMPETE A ELE DETERMINAR AS AÇÕES PARA REPRIMIR O COMÉRCIO ILEGAL DE FILHOTES EM SUA REGIÃO. jcarlosmedeiros@prefeitura.sp.gov.br
DRA
ROSANE CORREA DE OLIVEIRA É A GERENTE DO CCZ/SP O ÓRGÃO QUE É RESPONSÁVEL PELA
OPERAÇÃO DE APREENSÃO DE FILHOTES, NO CASO DE LOCAL PÚBLICO ONDE A LEI
ESTEJA SENDO DESRESPEITADA. rosanecoliveira@prefeitura.sp.gov.br
O AUTOR DA LEI 14483/07 É O VEREADOR ROBERTO TRIPOLI. PEÇAM A ELE QUE NOS AJUDE PARA QUE PRESSIONE AS AUTORIDADES RESPONSÁVEIS PELO CUMPRIMENTO DA LEI 14483/07 contato@robertotripoli.com.br
Para quem precisa denunciar o comércio de filhotes em locais públicos ou pet shops, da cidade de SP, que estejam vendendo em descumprimento com a lei 14483/07 segue o link: http://goo.gl/pd5NU2
Passados alguns dias desde que a ex apresentadora de TV Luisa Mell fez declarações que convulsionaram a causa animal, uma protetora resumiu em um texto direcionado a ela, tudo o que se tem dito sobre a irresponsabilidade de seus posicionamentos principalmente por se tratar de uma figura pública. Para os leigos e seguidores da moça talvez pareça que tudo não passa de picuinha, inveja ou perseguição, para os que acham o trabalho dela maravilhoso, trata se de perseguição política, porém para os que lutam há anos por políticas públicas voltadas para os animais, legislações mais rigorosas, e principalmente por maior comprometimento por parte do poder público em relação ao controle populacional voltado para cães e gatos, tudo que foi dito representa um retrocesso de décadas. Todos nós sabemos que culturalmente existe uma imensa dificuldade por parte da sociedade leiga em aceitar a castração ou esterilização, como preferem alguns, principalmente quando se trata de filhotes, e animais cujos proprietários são homens, e a declaração de uma pessoa considerada pelos seus seguidores como o supra sumo da proteção animal, imagem reforçada dia a dia em sua página do facebook, só poderia causar um enorme estrago. Para os que não acompanharam ou não tiveram a oportunidade de ver nossa postagem anterior, segue o link http://goo.gl/qsX8xR
De: maria fernanda leme [piva feleme_piva@yahoo.com.br]
Prezada Luisa Mell,
Tenho plena convicção de que a causa animal deve a você boa parte da
visibilidade que temos hoje. Embora eu, ao lado de muitos outros
protetores, abominávamos o sensacionalismo que sempre abordou na causa.
Incluam-se aí choros e descabelamentos que ocorriam apenas na frente das
câmeras. Embora grande parte da população brasileira só teve o
conhecimento das mazelas sofridas pelos animais pelo seu programa. Porém, venho por meio desta carta aberta demonstrar a minha indignação
com a forma fútil e irresponsável que vem tratado a causa animal, para
ter maior repercussão de seu nome e conseguir mais e mais seguidores por
conta de sua campanha política. Essa é uma luta de décadas
para conscientizar a população dos benefícios da castração. Aqui em São
Paulo temos este serviço gratuito no CCZ, mande sua equipe se cadastrar
lá, basta abrir as portas do local onde vocês abrigam os animais para
provar que a condições são dignas e salubres, que terão a castração
gratuita, realizadas por médicos competentes e técnica cirúrgica
minimamente invasiva... Sem índice de mortalidade. Os
protetores independentes realizam um trabalho de formiguinha muito digno
e eficaz. Doam milhares de animais por ano, CASTRADOS, não porque são
obrigados por lei (já fazíamos isso antes dela), mas por princípios
éticos. Não são pessoas desocupadas, ou frustradas, como foram chamados
por alguém que fala em seu nome na sua página, ou por você mesma. Esse assunto jamais deveria ser polêmica entre os protetores, e sim, a
revolta dos criadores de fundo de quintal, fábricas de filhotes doentes.
Como pode você que se diz protetora sair com essa? No meu
caso, não tenho qualquer ligação com políticos, como quem contesta nas
suas colocações irresponsáveis sempre é acusado por sua mãe. Mas estou
profundamente indignada com o desserviço que você está prestando à
causa. Sou parte de um grupo que coloca a mão na massa, de fato. Não
como você que é protetora na frente das câmeras deixando todo o trabalho
com sua equipe... equipe esta que perdeu a Feira do Pet Center Marginal
por não cumprir a lei vigente, exatamente por doarem animais sem
castrar (já em 2012), conforme email do Centro de Controle de Zoonoses
divulgado na lista [libertaçãoanimal] em 21/09/12. Que faça o
seu “trabalho”Luisa Mellatrás e na frente das câmeras, use os animais
para se promover e se eleger, mas respeite os princípios de nossa causa.
Para nós não há espaço para luz, nem câmeras, aqui é só ação. Você é
apenas mais uma e pode escolher entre ser respeitada ou rechaçada, a
escolha será sua. Mas, não nos queira como inimigos, você mais do que
ninguém sabe da nossa força, tanto que a usa para se promover. E não
venha colocar foto chorando nem se fazer de vítima. Decida-se, se dentro
ou fora. Se for dentro "siga a reza" e lute pelo que é certo. Basta de crendice, macumba, mandinga, pajelança, ziqui-zira, reza-braba
e curas mirabolantes para tratar doenças.
Responsabilidade é a palavra
de ordem. Quanto à sua afirmação de ter visto centenas de
filhotes morrerem na castração, só posso acreditar que os mesmos eram
mantidos em local insalubre, ou o seu veterinário é um profissional
totalmente incapacitado para tanto. Por favor, divulgue imediatamente o
nome dele para que nunca leve nenhum de meus resgatados. Reveja seus
conceitos, porque aqui entre nós, protetores de verdade, só morrem
animais debilitados e doentes, não porque foram castrados.
A
lei que você ataca é consideradas pelos protetores sérios uma das
grandes conquistas da causa. Ninguém discute essa lei, quanto mais
animais castrados melhor. Somente protetor picareta doa animal sem
castrar, gente irresponsável, “protetor” que quer aparecer na foto com
vários animais doados para apresentar altos números de adoção, e que
pouco se preocupam com o pós adoção... Já ouviu falar? Adoção
não é marketing, é um trabalho sério de encaminhar animais para novos
lares depois de reabilitados, vacinados e CASTRADOS. Lembrando que
animais debilitados não podem passar por cirurgia, menos ainda serem
doados. A doação de animais é um processo criterioso, que
cumpre toda a legislação vigente e os preceitos da proteção animal,
qualquer coisa fora disso chama-se desova. Hoje você conta com 900 mil seguidores que receberam seus “dados estatísticos”. Vamos lá. . Castração: Você é contra a castração precoce de animais e divulgou isso em sua
página e no texto incentivou pessoas a doarem sem castrar, ou não
castrarem seus animais. Afirmou que já viu centenas, CENTENAS, de
animais morrerem pela castração (embora tenha apagado isso depois) o que
me deixa profundamente preocupada com a vida dos animais que "você"
resgata. Perceba, se centenas já morreram e é porque foram castrados
sabe-se lá por quem, com o pós cirúrgico sabe-se lá onde. Aconselho a
ter cuidado com suas palavras, ou com o que é postado por seus
assessores.
Lar temporário? A lei não proíbe lar temporário (de
onde tirou essa). Ela proíbe doar sem castrar. Mas, sua equipe doa com
termo de lar temporário e cobra taxa de adoção. Vamos fazer alguns cálculos agora: Digamos que com toda sua irresponsabilidade você tenha influenciado
apenas 1% dos seus seguidores (número muito aquém do provável), cerca de
9.000 pessoas. Vamos dizer que dessas pessoas apenas 10% não castram
seus animais e doam com "termo de lar temporário" (burladinha na lei,
né?) esse número cai para 900 pessoas. Vamos dizer que dessas 900
pessoas, estimuladas a agir como você e sua equipe, apenas 10% não
encontrem o adotante para castrar o animal na idade por você considerada
correta, por motivo de mudança, endereço errado, ou qualquer outro que
não venha ao caso, cerca de apenas 90 pessoas. Veja Luisa Mell, estamos
falando de apenas 0,01% de seus seguidores.
De acordo com a
Organização Mundial de Saúde (salvo se sua equipe tiver estudos mais
eficazes, completos e corretos), uma cadela em 7 anos de vida, gera até
64 mil descendentes. Digamos que a metade das pessoas por você
influenciadas, ao ponto de colocar em prática o mesmo que você faz,
tenham doado cadelas sem castrar (sabemos que o número chega em 60% das
adoções), cerca de 45 pessoas, apenas. Veja bem Luisa Mell, estamos
falando de 0,005% dos seus seguidores.
Se a OMS estiver certa,
Luisa Mell você poderá ser a responsável pelo nascimento de cerca de
280 mil animais, quantos destes conseguirão ter um lar, quantos serão
abandonados e quantos serão mortos? Agora vamos falar de Bicarbonato de Sódio* : Você publicou uma matéria intitulada "A CURA DO CÂNCER COM BICARBONATO
DE SÓDIO", onde narra a experiência de ter curado sua cadela em fase
terminal da doença com tal substância. À parte o fato de você violar a
Lei Federal que dispõe sobre o exercício da profissão de médico
veterinário, ao prescrever tal substância para o tratamento da doença,
não há qualquer prova científica dos benefícios do Bicarbonato de Sódio
para o tratamento do câncer. Seu uso é, inclusive, amplamente refutado
pela comunidade médica. O médico italiano Tuliio Simoncini,
descobridor do tratamento revolucionário, teve sua licença para exercer a
medicina cassada, e foi também condenado por morte criminosa http://www.cancertreatmentwatch.org/reports/simoncini.shtml Quantas pessoas deixaram de tratar seus animais pelo método tradicional
para usar o Bicarbonato de Sódio prescrito por você, Luisa Mell? Você é responsável pela morte de quantos animais com câncer? Perceba uma coisa, você é uma formadora de opinião e milhares de pessoas confiam em você, e seguem o que você diz.
Seja responsável. Estamos falando de vidas. Estamos falando de uma causa que está sendo
construída há décadas com poucas, mas importantes conquistas neste
período.
Você será candidata? Então entre para a política de
cabeça erguida, não precisa apagar a luz do Trípoli, ou se apresentar
como super protetora iluminada ao descobrir a cura do câncer, nem mesmo
fazer sensacionalismo mandando operar uma cadela com um tumor de 5 kg, o
que qualquer veterinário prudente não faria. Acenda sua própria luz,
mostre seu trabalho, não bata na cara de milhares de protetores de
animais que fazem seu trabalho direitinho, lute ao nosso lado pelo que é
certo para os animais.
Por favor, peça para a sua mãe parar de
ofender as protetoras com palavras que variam de mal amadas a
invejosas, passando por recalcadas. Essa é a causa a que dedicamos nossa
vida. Alguns de nós abrimos mão de familiares e até maridos para nos
dedicar aos animais, portanto não é inveja. É indignação, é revolta. Use sua beleza, e sua influência para ajudar os animais e a causa, e
verá que irá conquistar mais fãs. Procure se cercar de pessoas sérias,
equilibradas e comprometidas verdadeiramente com os animais.
Nós
precisamos sim de muitos parlamentares para defender os animais, mas de
parlamentares sérios, éticos e comprometidos com o que defendemos:
castração, identificação e conscientização.
Maria Fernanda Leme Piva Protetora indignada.
Nota: Não conhecemos a protetora Maria Fernanda Leme Piva, também não sabemos se o nome é fictício, ou não, mas nessa carta está resumido o sentimento de muitos protetores sérios que nestes dias após a desastrosa postagem da ex apresentadora Luisa Mell se indignaram com suas declarações. Não há nada ofensivo ou que não tenha sido dito por muitos de nós, e resume muitas das manifestações destes últimos dias por quem há anos atua na causa de proteção animal pelas redes socias e por este motivo decidimos publicar.
*Pronunciamento do CRMV/SP sobre a indicação do bicarbonato de sódio para cura do cancer para cães e gatos, se encontra no site da instituição para não deixar dúvidas sobre o que foi dito na carta da protetora. http://goo.gl/bdwQsR
No dia 21/07/2013 fomos dar uma olhada como estava a praça Agostinho Betarello/Lapa, que fica em frente à Cobasi e que há anos vem sendo denunciada como ponto de comércio ilegal de filhotes de cães e gatos. Ao chegarmos por lá por volta de 13hs, para nossa alegria não havia um vendedor ilegal sequer, fomos fazer nossas compras e após uma hora ao resolvermos ir lá fora fotografar eis que nos deparamos com um carro vendendo filhotes na calçada ao lado da loja e na praça. Eram apenas dois e estavam juntos e ao nos ver fotografando ficaram muito irritados e até tentaram nos impedir dizendo que não tinhamos autorização para fotografá-los. Já que estavam em local público e cometendo um ilicíto nada pode nos impedir de fotografar como fazemos há anos.
Para quem não sabe recentemente tivemos outra mega operação neste local http://esquadraopet.blogspot.com.br/2013/05/megaoperacao-contra-o-comercio-ilegal.html (uma outra operação já havia ocorrido também em 2010) já que é proibido pela lei 14483/07 comércio de filhotes de cães e gatos em locais públicos na cidade de SP.
Apesar de serem apenas dois vendedores a denúncia será encaminhada para a subprefeitura da Lapa, responsável pela fiscalização na região.
FEIRAS ILEGAIS
Para os que não sabem, ou chegaram agora há pouco tempo na proteção animal , já conseguimos fazer com que inúmeras feiras de venda de filhotes fossem desativadas na cidade de SP. Algumas delas tradicionais (Av.
Bandeirantes, cerca de 5 pontos) e que aconteciam há muitos anos, outras
que estavam apenas no inicio (Cobasi Aeroporto/
Chacára Flora).