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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CRMV-SP regulamenta mutirões de castração no Estado de São Paulo - Resolução 2579




CRMV-SP regulamenta mutirões de castração no Estado de São Paulo




Nova resolução do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) detalha os procedimentos para os mutirões de castração de cães e gatos. A norma pretende orientar os médicos-veterinários e promover mais saúde e bem-estar aos animais. O texto será publicado na próxima semana.

A principal mudança em relação às regras anteriores é a determinação de uma estrutura física adequada mínima para a realização dos procedimentos. Agora, além das salas de pré-cirurgia, cirurgia e pós-operatório, são exigidos espaços específicos para: paramentação da equipe e esterilização dos materiais.

O espaço da recuperação dos animais precisa ser fechado, até para evitar que cães e gatos fujam que fujam assim que se recuperarem da anestesia. Além das salas independentes para cada etapa do processo de castração, o espaço físico escolhido pelos organizadores precisa ter estrutura física sólida e proteger os animais de mudanças climáticas.
“Já tomamos conhecimento de mutirões realizados em tendas improvisadas em praças, por exemplo. Este não é o ambiente adequado para operar um animal. A resolução foi reformulada para garantir mais segurança e conforto aos nossos pacientes”, afirma Mário Eduardo Pulga, presidente do CRMV-SP.

Mais segurança

Outro avanço da resolução é a necessidade dos organizadores do mutirão indicarem uma clínica ou hospital veterinário para atendimento de emergência. “Caso haja alguma complicação durante o procedimento, o animal precisa ser transferido imediatamente para um ambiente com mais recursos”, disse Pulga.

O texto também determina que cães e gatos não sejam misturados no mesmo ambiente para evitar acidentes. Para isto, bastaria dedicar cada parte do dia a uma espécie, por exemplo. A equipe mínima exigida para atendimento será de três médicos-veterinários e seis auxiliares veterinários.

Na lista de equipamentos e materiais dos mutirões serão acrescentadas macas ou similares para fazer o transporte dos animais depois que forem anestesiados, respiradores mecânicos e medicamentos para serem utilizados em casos de emergência. “Substâncias para conter paradas cardíacas e hemorragias, e analgésicos também são obrigatórios”, exemplificou o presidente do Conselho.

Obrigações do médico-veterinário

Com a resolução, os médicos-veterinários seguem no comando dos mutirões. Além de responder pelas cirurgias, o responsável-técnico pelo mutirão deverá garantir que seja feita a triagem clínica antes da cirurgia. Nesta fase do processo, um profissional deve examinar o animal para identificar o histórico de vacinas e de vermifugação. Assim como a presença de infestações, como carrapatos, que fazem com que a intervenção cirúrgica não seja recomendada. 

Deveres dos responsáveis pelos animais

A partir de agora, será exigido que os responsáveis pelos animais preencham os termos de autorização de cirurgia e declarem que entendem os riscos do procedimento. Isto, associado às informações obrigatórias que serão transmitidas pelos médicos-veterinários, deve aumentar a responsabilidade dos tutores com seus pets. “O sucesso do procedimento também depende dos cuidados que o animal recebe em casa. Os responsáveis precisam fazer a sua parte”, acredita o presidente do CRMV-SP.

Documentação 

No papel, o que muda é a necessidade de vínculo obrigatório entre os organizadores dos mutirões e o governo. “Agora é possível aprovar os mutirões vinculados a instituições públicas, faculdades de Medicina Veterinária e entidades de reconhecida utilidade pública. Com isso, pretendemos facilitar a realização dos eventos, sem a dependência de parceria com um órgão governamental”, destacou o presidente do CRMV-SP.

Os projetos de mutirão de castração precisam ser enviados para aprovação do Conselho com pelo menos 60 dias antes do evento. Depois do mutirão, os organizadores terão 60 dias para enviar um relatório detalhando suas atividades e as intercorrências. Caso o relatório não seja enviado, os organizadores não terão novos projetos aprovados.

A documentação técnica necessária para a aprovação do projeto está descrita na resolução. O registro no Conselho, data e local do evento são alguns dos itens obrigatórios. “Já recebemos mais de um projeto de mutirão que sequer indicavam quem seria o médico-veterinário responsável pelas cirurgias. Entendo que as pessoas se comovem com a questão dos animais abandonados e queiram agir para ajudar. Entretanto, a Medicina Veterinária é uma ciência e precisa ser respeitada para que a saúde pública seja preservada”, finaliza Pulga.

Acesse o link abaixo para ler a Resolução 2579 na íntegra:
https://goo.gl/DwH0iw

Fonte: CRMV-SP


terça-feira, 26 de maio de 2015

Veterinárias de Santa Catarina garantem na justiça o direito de continuar a fazer mutirões de castração.


Fotos Facebook Dra Katia Chubaci

Por mais incrível que possa parecer volta e meia veterinários se manifestam contra os mutirões de castração que devagar vão se espalhado pelas cidades do Brasil.
Desta vez foi o  Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina que resolveu tentar impedir que estas ações maravilhosas organizadas por Ongs e protetores independentes e que são realizadas com os devidos cuidados por profissionais competentes deixassem de acontecer por lá.
Sem ter nenhuma sensibilidade por aqueles que se esforçam e se doam para poder conseguir fundos para realização destes eventos de esterilização em suas pequenas cidades, muitas vezes desprovidas de total interesse por parte dos prefeitos e veterinários locais, resolveram tentar através de um processo na justiça impedir que animais sejam castrados para diminuir a super população, as crueldades e as doenças que podem até mesmo atingir humanos através das zoonoses.

Pode parecer algo que nenhum de nós sequer imaginaria  já que o objetivo de um órgão que representa a classe dos profissionais ligados a área de saúde animal,  deveria ser sempre a de divulgar e incentivar cada vez mais a esterilização em massa dos animais deste país gigantesco, onde as ruas se encontram infestadas de cães e gatos sem domicílio. Porém essa não foi a primeira nem será a última vez que tentarão impedir a realização dos mutirões de castração.
Para quem não sabe muitos veterinários se sentem ameaçados quando algum profissional de outra cidade é contratado para realizar um mutirão de castração, já que nem sempre existe interesse deles em realizar alguma ação solidária.
E mesmo quando existe veterinário que domine a técnica da castração, os valores cobrados são tão exorbitantes que chegam próximo ao de uma cirurgia plástica (sic) e obviamente a população não tem condições de pagar!!!
Ao invés de se voluntariarem para aprender a castrar mais e melhor e poderem desta forma colaborar com sua comunidade, eles denunciam o colega. Pasmem amigos do blog!!!

Mas a notícia boa é que o CRMV/SC foi derrotado na justiça em todas as instâncias  e agora os veterinários solidários poderão continuar a realizar os mutirões de castração sem precisar se preocupar com denúncias já que o Supremo Tribunal de Justiça julgou improcedente a ação movida por este órgão. Ou seja, perderam em todas as estâncias e nada mais pode ser feito para impedir que mais e mais animais sejam esterilizados pelas queridas veterinárias Kátia Chubaci e Marina Moneta Dante.
Duas lindas e dedicadas profissionais que vem mudando a realidade de milhares de animais já que "castrando se um salvam se milhares".
Parabéns as duas excelentes veterinárias e que Deus as abençoe sempre para que possam prosseguir em sua missão, e que sirvam de exemplo para outros colegas que antes de mais nada amam sua profissão e os animais.

Abaixo a sentença do Ministro do Supremo Og Fernandes:

Nº de Processo  1468677
Orgão   STJ - Superior Tribunal de Justiça
Cidade  Brasília
 
(3138)
RECURSO ESPECIAL Nº 1.468.677/SC
(2014/0173212-2)
RELATOR : MINISTRO OG FERNANDES
RECORRENTE : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO
ESTADO DE SANTA CATARINA CRMV/SC
PROCURADOR : EMILIO LOHMANN E OUTRO(S)
RECORRIDO : KÁTIA CHUBACI
RECORRIDO : MARINA MONETA DANTE
ADVOGADOS : EDUARDO GOELDNER CAPELLA
THIAGO DIPPE ELIAS E OUTRO(S)
DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de recurso especial interposto pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do
Estado de Santa Catarina - CRMV/SC, com amparo no art. 105, III, a, da CF/88, contra acórdão
proferido pelo TRF da 4ª Região, assim ementado:
ADMINISTRATIVO. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA
VETERINÁRIA. ESTERILIZAÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS.
MÉDICAS VETERINÁRIAS RESPONSÁVEIS TÉCNICAS. REGISTRO
NO CONSELHO.

I. A discussão travada no caso sub judice, se relaciona diretamente à saúde
pública e à promoção do bem-estar dos animais e das pessoas.

 
II. Nessa senda, a resolução do CRMV é ilegal, desbordando dos estritos
contornos do exercício da sua competência administrativa, além de o Conselho
ter desconsiderado a relevância social do desenvolvimento de programas de
controle populacional de cães e gatos.


III. Ressalte-se que a castração de cães e gatos, tanto de machos, quanto de
fêmeas, traz diversos benefícios para a saúde do animal, evitando doenças
comuns na idade avançada (como o tumor de mama em fêmeas; prostatite e
hérnias perianais, em machos), além de modular o comportamento agressivo do
macho, bem como tem o condão de impedir a reprodução indesejada.


IV. Outrossim, o procedimento é realizado com bastante segurança, uma vez
que é feito por profissionais devidamente habilitados (médicos veterinários) e
regularmente inscritos no CRMV.


V. Assim, devem ser afastados os óbices colocados pelo CRMV/SC, ao se
exigir das impetrantes o cumprimento de requisitos desarrazoados e sem base
legal para a execução de campanhas de controle populacional de animais
domésticos.


VI. Sentença que se mantém.

Alega o recorrente a existência de violação dos arts. 1º da Lei n. 12.016/09; 7º e 8º da Lei n.
5.514/68, bem como da Resolução CFMV n. 962/10, que regulamenta a profissão de médico
veterinário.
Aduz, no aspecto, que a Corte de origem autorizou a realização de procedimentos de
contracepção de cães e gatos, com a finalidade de controle populacional desses animais, sem impor a
necessidade de observância dos regramentos profissionais tutelados pelo respectivo Conselho de
Medicina Veterinária.
As contrarrazões foram apresentadas às e-STJ, fls. 400/409.
Parecer do Ministério Público Federal (e-STJ, fls. 431/435) pela negativa de seguimento da
iniciativa.
É o relatório.
O aresto regional (e-STJ, fls. 342/343) contém fundamentos de índole constitucional e
infraconstitucional, qualquer deles suficiente para manter o julgado, conforme se observa nos trechos
abaixo transcritos:
A Constituição Federal de 1988 - CF/88 estabelece que todos têm direito ao
meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações (art. 225).
Para assegurar a efetividade desse direito, a CF/88 incumbiu ao Poder Público
obrigações específicas, dentre as quais se encontra a de proteger a fauna e flora,
sendo vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função
ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a
crueldade (art. 225, § 1º, VII).
[85] A CF/88 em seu art. 5º, XIII, dispõe: é livre o exercício de qualquer
trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer.
A Lei n. 5.517/68 dispõe sobre o exercício da profissão de médico-veterinário e
cria os Conselhos de Medicina Veterinária. Em seu Capítulo I, constam as
exigências para o exercício profissional, as quais presumo são atendidas pelo
simples fato de as impetrantes estarem, há longa data, inscritas no CRMV/SC.
No entanto, o Conselho profissional não interpôs recurso extraordinário, aplicando-se, nesse
particular, o veto constante da Súmula 126/STJ.
Ante o exposto, com fulcro no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento
ao recurso especial.
Publique-se. Intimem-se.
Brasília, 13 de maio de 2015.
Ministro Og Fernandes
Relator


Nota:
Srs veterinários que tanto se incomodam com os mutirões de castração que  trazem em sua esteira  benefícios para os animais e para as comunidades onde são praticados: coloquem a mão na consciência e tentem ser solidários ao menos uma vez por semana ou mesmo no mês. 
Ou se não tem este perfil não atrapalhem aqueles que estão a frente destas ações tão necessárias e que na verdade são obrigação do estado incompetente, manco, capenga e totalmente cego aos animais. Não se esqueçam que vocês antes de mais nada são habitantes nestas cidades onde tenta se a todo custo diminuir a quantidade de animais errantes pelas ruas.

Homenagem feita a dra Katia Chubaci em 2014 no Dia Mundial da Esterilização.












terça-feira, 17 de março de 2015

O perigo dos anticoncepcionais injetáveis no controle populacional de cães e gatos.


Imagens ilustrativas de alterações mamárias provocadas por hormônios.
Todos que lutamos pelos animais temos sempre como foco divulgar matérias onde o controle populacional de cães e gatos sirva de referência e exemplo para outras cidades e ganhe cada vez espaço. Porém na semana passada uma matéria chamou a atenção para algo que há anos nós temos combatido e na medida do possível publicado material para poder alertar a sociedade.
O uso do anticoncepcional ou contraceptivo injetável, ou injeções anticio  para cadelas e gatas servindo inclusive de comemoração para o sucesso de uma campanha na cidade de Rio Brilhante/MS.

Será que apesar de tantos casos que provam que esse método causa inúmeros problemas ainda continuará sendo usado por  profissionais da medicina veterinária?
E quando os tumores de mama e as piometras surgirem como consequência do uso do anticoncepcional injetável, a população irá tratar dos animais?


Mesmo a cirurgia de castração sendo feita há pelo menos 30 anos no Brasil ainda assim a grande maioria dos veterinários saem das faculdades sem saber castrar. Até quando isso vai ser assim?
Onde está o CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) que não proíbe de uma vez por todas o uso destes produtos para evitar o cio?
O que acontece com essa instituição que se cala frente a tantas evidências de que essa prática tem que ser proibida?

Todos nós sabemos a grande dificuldade em se encontrar veterinários que castrem nas cidades mais afastadas porque isso ocorre até mesmo em algumas próximas a grandes metrópoles.
Mas por que os conselhos de medicina veterinária não organizam campanhas de capacitação neste país gigantesco?
Por que  não existe maior interesse dos próprios veterinários na busca pela especialização nas cirurgias de castração?
Pelo que vemos clientes não faltam e jamais faltarão, bastando para isso observarmos alguns profissionais que fizeram das cirurgias de esterilização o foco de sua carreira.

Para os que nunca leram sobre o perigo dos anticoncepcionais injetáveis uma matéria que dá para se ter ideia do que ocorre, muitas vezes após o uso de apenas uma ou duas doses http://goo.gl/zj5B1r

Sobre a colagem das gatas saibam mais sobre a hiperplasia mamária que pode ser resultado dos anticoncepcionais injetáveis também  http://goo.gl/NyGQKI. Excelente material do blog Dicas Peludas.

O banner abaixo é do Felinos Urbanos. Um projeto de São Luiz do Maranhão que merece todo nosso apoio e respeito.


Nota:
Quando estávamos encerrando essa postagem encontramos uma divulgação da Vigilância Sanitária de Rio Brilhante chamando a população para buscar o anticoncepcional na sua sede não se responsabilizando pela forma como serão aplicados. 
Comentários de veterinários e especialistas são bem vindos!!!






quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O desabafo de quem acredita que proteção animal vai muito além dos resgates!!!


Estamos acompanhando o trabalho desta e de outras Ongs que tentam atuar no controle populacional de cães e gatos já há algum tempo, e infelizmente este desabafo não é novidade, já que para a grande maioria dos que tem condições de apoiar financeiramente ações voltadas para os animais, acabam se emocionando apenas com resgates, que hoje viraram em sua maioria um grande golpe de marketing. 
Para se diminuir de fato o sofrimento dos animais carentes é necessário agir na raiz do problema que é a superpopulação de cães e gatos, e a castração é a única saída. 
Infelizmente a visão dos que poderiam ajudar as Ongs que tem foco na esterilização de cães e gatos ainda é muito limitada, e aqueles que tentam atuar suprindo a demanda por cirurgias de castração acabam por vezes desistindo de sua linda missão. 
EsquadrãoPet


Adriana Duarte - Coodenadora/Idealizadora do Projeto Castração Solidária
 
O que fazer quando você sabe que hoje tem centenas de animais que precisam ser castrados, para que amanhã não sofram mais animais nas ruas, mas você não tem o que é mais importante para realizar essas castrações, “dinheiro” (doações),"apoio", "colaboração"?! ‪#‎Cansaço‬ ‪#‎desanimo‬ ‪#‎vontadedesistir‬!
Não é do meu agrado escrever dessa forma, mas hoje posso dizer que tive vontade de desistir!
De jogar a tolha, de levantar a bandeira da desistência, enfim, de gritar aos setes ventos que eu cansei!
E como todos que estão do outro lado, não tem ideia de como é a vida “real” por aqui, resolvi fazer esse relato.
O texto ficou gigante, mas não é maior do que a angústia que eu sinto hoje, de saber como ajudar e não ter como!

Todos os dias, penso e repenso como farei para conseguir doações para o Projeto Castração Solidária, que é coordenado por mim. Como vocês sabem, tentamos castrar uma média de 200 cães/gatos mensalmente, são animais de famílias carentes e abandonados de Osasco e Carapicuíba, infelizmente não conseguimos arrecadar com os donos dos animais (muitos não possuem donos), a verba necessária para custear cada campanha, já que não “cobramos” pelas cirurgias, estipulamos uma taxa de acordo com a renda familiar de cada um, mas mesmo assim, a maioria dos casos são complicados, algumas famílias possuem de 10 a 20 ou mais animais na mesma casa, onde castramos todos por um valor simbólico ou não castramos, e claro que a primeira opção para nós é sempre a mais correta e importante!
Então só nos resta arrecadar doações de outras formas, e justamente nessa parte em que a nossa dificuldade surge.
Esse número de castrações que realizamos é ridículo, se compararmos a imensa quantidade de animais que nascem diariamente, mas esse número ridículo evita que milhares de animais nasçam para serem sentenciados à morte nas ruas!
Não é tão difícil de se imaginar, que muitos animais que nascem, param nas ruas, e logo morrem, das formas mais variadas possíveis ou param em abrigos e muitos passam os seus dias trancados em canis e hoje a morte não está só nas ruas, infelizmente dentro do próprios lares, onde muitos animais são maltratados e negligenciados.
Porquê é tão difícil conseguir doações para castrar animais?
É difícil entender, quando você faz um trabalho tão importante, quando você sabe mais do que qualquer outra pessoa que milhares de animais serão beneficiados, e mesmo assim ainda há uma enorme dificuldade em conseguir doações. Mas por outro lado, por experiência própria, pois também já coordenei um grupo que ajudava um abrigo de cães abandonados, sei que conseguir doações para comprar ração é mais fácil, conseguir doação para ajudar nas despesas de um animal que foi atropelado e está internado em uma clínica, é mais fácil. E porquê? Não deixa de ser importante! Todas as causas são igualmente importantes!
Mas enquanto algumas pessoas gastam fortunas com animais debilitados em veterinários, nós gastaríamos a mesma fortuna para castrar centenas e centenas de animais e logo centenas e centenas de animais não teriam o destino da rua! Faz sentido?
Para alguns, isso pode ser de fato um egoísmo, mas para mim é planejamento, se cada “protetor”, colecionador, abrigueiro, resgatasse um animal, e além daquele que resgatou, castrasse mais 10 animais de uma comunidade, e usasse essa mesma “energia” para castrar animais carente, esse trabalho seria ou não seria mais concreto?!
Se cada pessoa que ajudasse um abrigo, que doasse um saco de ração para o mesmo, pudesse ir em uma favela e custear a castração de pelo menos dois animais, como estaria a situação dos animais de rua hoje?
Vejo muitas pessoas ajudando animais abandonados, custeando fortunas em tratamento veterinários, mantendo abrigos, e os animais de fato continuam sendo abandonados! Tem algo errado aí, vocês não acham?
Deixo claro, que não estou dizendo que animais abandonados não precisam de ajuda, mesmo porque eu mesma já tirei vários das ruas e encaminhei para adoção, só acho, alias tenho certeza!
Que o trabalho em torno da castração e conscientização dos donos de animais de famílias carentes devem ser mais amplo! Afinal o abandono não mudou!
Podemos tirar 300 mil animais das ruas, eles sempre estarão lá, se o problema não for resolvido pela raiz. 


Eu simplesmente podia fechar os olhos! Como muitos fazem e continuam fazendo! Podia ter uma vida “normal”, sem ter que atender o meu telefone diariamente no mínimo umas 50 vezes, atendendo pedidos de pessoas que procuram desesperadamente castrar os seus animais, que muitas vezes já deram crias 4, 5, 6 vezes ou até mais, essas que não podem pagar por uma castração particular, eu não precisava responder centenas de e-mails semanalmente, os mais variáveis possíveis, pedindo ajuda para castração do seus animais, eu ainda podia não ter que entrar nas favelas, em busca dos animais carentes, que de fato precisam ser castrados, onde as pessoas em sua maioria desconhecem o benefício da castração, eu podia sentar no sofá, assistir um filme, comer uma deliciosa torta de morango e pensar no filme que assistiria amanhã.
Eu podia ter essa vida “normal”, mas escolhi ter uma vida mais ou menos “normal”, que para alguns é um tanto louca! Casei, sou mãe, trabalho, tenho minha casa para sustentar e manter limpa, já que a diarista aqui sou eu mesma!
Vida mais que dupla e ainda escolhi me preocupar com o problema alheio, mas não me considero uma heroína, e nem boazinha, qualquer ser humano consegue fazer o mesmo, quando é capaz de enxergar que o problema alheio também é seu!
Que a nossa missão por aqui, não é matar uns aos outros e sim nos ajudarmos! Acredito, que haverá um dia em que todos conseguirão enxergar o mesmo!
Vamos retomar a cerca de 18 mil anos atrás, quando estudos mostram que aconteceu a primeira transição de um lobo selvagem para um cão na Europa, sim é um fato histórico, os animais foram domesticados e por quem? Por nós! Raça humana! E o que se tem hoje? Um verdadeiro caos! Animais jogados às traças, sobrevivendo aos olhares ofensivos daqueles que os desprezam, a troco do que? A troco de uma domesticação em benefício da sobrevivência humana.
Quando o ser humano não o despreza, alguns se dão o direito de gostarem demais dele, tanto que acham que podem “colecioná-los”, sem ter mínimas condições e infra estrutura para mantê-los, como se isso fosse resolver o problema do abandono.
É uma pena, que os tempos não voltam, que ainda não temos uma máquina do tempo! Faria o tempo voltar, só para consertar isso lá atrás! Mas como sabemos que isso é humanamente impossível, o erro tem que ser consertado agora.
Eu resolvi levantar essa bandeira de que o “erro é nosso”! De que se os cães e gatos sofrem nas ruas hoje, a culpa é nossa sim! Mas estou lutando praticamente sozinha para castrar 200 animais mensalmente, sei que muitos por aí, lutam sozinhos também! E por isso que resolvi me manifestar! Até quando seremos tão desunidos?

As doações do projeto Castração Solidária estão caindo cada vez mais, e o número de animais para castrar só aumenta!
Mutirão passado (em 26/10) fizemos uma campanha onde castramos 137 animais, muito menos do que esperávamos e ainda não conseguimos pagar os veterinários e ainda estamos com uma enorme dívida de material cirúrgico. E a única que é cobrada é a responsável pelo projeto “EU”.
Eu posso ficar o dia todo limpando a casa, escutando Bruno Mars, mesmo com o meu marido reclamando do meu péssimo gosto musical, posso ainda ficar horas e horas acordada, respondendo e-mails, pensando em campanhas, atualizando o nosso site, posso ficar horas tentando convencer o meu filho de 4 anos a comer todos os itens dos pratinhos deliciosos que eu faço para ele, mas não posso ficar devendo! Ainda mais quando a “conta” não é só minha! A conta é do projeto, esse que eu fiz pensando em ajudar animais, e infelizmente ajudá-los sozinha fica praticamente impossível.

Escuto de muitas pessoas, que “Deus te abençoe/ Deus lhe pague”, pelo trabalho lindo que você faz! Quando as pessoas me falam isso, sinceramente, eu não sei nem o que dizer, sorrir?? dizer obrigada?? ou ficar em silêncio?? A primeira opção é a sempre a mais usada!
Eu acredito em Deus, não sou fanática, mas tem um Deus que está dentro de mim, em algum lugares, em algumas coisas ele está! Mas Deus não me dá dinheiro!!
Posso até ser crucificada por essa afirmação, mas assumo os riscos! Ele me mostra os caminhos a seguir, nisso eu acredito fielmente, mas o dinheiro não caí do céu, sem doações, sem castrações!

O projeto passa por uma situação financeira péssima, cada vez estamos devendo mais e mais! No momento, a dívida é de R$ 2.500,00 (com despesas veterinárias e material cirúrgico). Vejo muitos atuantes da causa animal que tiram o dinheiro do próprio bolso para cobrir despesas com animais de ruas, e animais de terceiros, já fiz isso muitas vezes, mas não faço mais!
Primeiro porque não tenho condições, passo bem longe de ser rica, moro em uma periferia, o meu salário paga as minhas contas e não posso arcar com as despesas do projeto sozinha e não pretendo, por um simples motivo, esse problema não é só meu, é nosso!
Já foi sugerido que diminuíssemos o número de cirurgias, ao invés de 200 porque não castrar 100 ou menos? Poderia ser! Se não tivéssemos uma lista gigante e animais para castrar, e nem assim damos conta! As fêmeas não esperam para ficar prenhas!

Por isso, não vou desistir dos 200, agora se realmente as doações continuarem tão murchas, o jeito é afundar o barco, fazer cada vez menos, até que um dia não faremos mais! Isso vai me matar por dentro, eu sei! Mas não posso assumir o risco de ficar devendo aos veterinários, que são os profissionais mais preciosos, e o que mais nos apoiam nesse projeto, são solidários, mas não podem e não devem trabalhar de graça!
Quando eu falo de doação, não estou pedindo que doem o salário de vocês, todo mundo tem contas, família e casa para sustentar! Enquanto uns gastam com sapatos, celulares, outros gastam com comida! Mas cada um sabe qual caminho que deve seguir por aqui!
Cerca de 2 mil pessoas abrem os nossos posts, e às vezes até mais, se cada uma dessas pessoas pudessem doar 5 reais pelo menos para o projeto, calculando teríamos 10 mil reais de doação, o suficiente para castrar de 200 a 250 animais mensalmente. O que é 5 reais mensalmente para você? O que você gasta com pão diariamente? O que você gasta comprando um chocolate semanalmente? Ou que você gasta comprando qualquer besteirinha diariamente?


Para nós 5 reais (claro se duas mil pessoas doassem esse valor mensalmente), seria milhões de animais a menos nas ruas! E com certeza para mim, isso seria uma realização! Uma satisfação, de estar proporcionando à esses animais a castração, o que eles jamais iriam conseguir, pode meio das nossas políticas públicas tão precárias e por meio da falta de condições do seus donos.
E a satisfação seria maior ainda em saber, que por meio desse trabalho, milhões de animais a menos não nascerão!
Hoje quando eu vejo uma ninhada de gatos/cães nas comunidades em que frequento, isso não me deixa feliz! Para que nascer? para sofrer? ser atropelado? envenenado? furado? apedrejado? queimado? enjaulado?
Não quer doar para o projeto, tudo bem!
Então castre pelo menos um animal mensalmente que você já estará me fazendo um favor enorme, não só à mim, mas centenas de outros animais também! Colabore, apoie, compartilhe, sem doar um real, mas ajude de alguma forma.
Continuo aqui tentando lutar por eles, mas mais uma vez, repito, sozinha é impossível

www.castracaosolidaria.org
www.castracaosolidaria.org/loja




sábado, 11 de outubro de 2014

Bombeiros heróis resgatam filhotes de cães de bueiro no RJ - Vídeo emocionante


Fotos divulgação Diário do Vale

Publicado em 13/06/2014
Barra Mansa/RJ
Fonte:
Diário do Vale

Quatro filhotes de cães foram abandonados e jogados dentro de um bueiro na Rua Joaquim Maria da Silva, no bairro Jardim América. Os animais foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros, na manhã de ontem, após denúncia de moradores. Eles estavam amarrados em um saco plástico e envolvidos em jornal.
Assessores do presidente da Câmara Municipal, o vereador Marcelo Borges (PT), que visitavam o bairro no momento também acionaram o resgate e registraram a ação do Corpo de Bombeiros. Alguns moradores chegaram a tentar salvar os cães, mas sem sucesso.
- Não acredito que ainda existam pessoas que façam esse tipo de maldade. Recentemente foi sancionada lei de minha autoria que cria o Disk Proteção de Animais, onde as pessoas devem denunciar e não deixar que crueldades assim continuem acontecendo - disse Marcelo Borges.
O parlamentar ainda elogiou a ação dos bombeiros que segundo ele, agiram com muita eficiência no salvamento.
Segundo a veterinária Desirée Machado, moradora da rua onde os cães foram resgatados e que os atendeu, eles têm aproximadamente 5 dias de vida e necessitam de cuidados especiais. Por isso, ficaram sob a responsabilidade dela por cerca de 45 dias, quando assim, poderão ser adotados.

Assistam ao vídeo do resgate e vejam a que ponto chega a covardia do ser humano. É por essas e outras que temos que lutar muito e sempre pelo controle populacional de cães e gatos. Imaginem quantos filhotes não tem a mesma sorte desses aí e morrem das formas mais cruéis por este nosso país. 
Protetores e ativista.......#castraçãosempre.
EsquadrãoPet 

Nota:
Outro dia uma figura pública conhecida por fazer críticas infundadas e por vezes até mesmo caluniosas contra autoridades e profissionais, criticou em sua página que tem milhares de seguidores, os bombeiros, por se recusarem a fazerem um resgate. 
É importante que todos saibam que quando os bombeiros são chamados os animais precisam ter alguém que se responsabilize por assumir o animal. 
O que vem ocorrendo há um bom tempo é que os CCZs nem sempre aceitam assumir o bicho resgatado como seria o correto, e aí os bombeiros  não tem para onde levar. 
Existem quartéis que tem servido de Lar Temporário para animais  simplesmente porque eles acabam ficando penalizados com a situação após os resgates, mas evidente que essa solução não é a correta nem a mais indicada. 


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Microchipagem ganha espaço junto a castração na luta contra o abandono de cães e gatos.




Identificar seu animal por meio da "microchipagem" é uma das regras básicas do conceito de guarda responsável. Embora esta prática ainda não seja usual no Brasil, muito tem sido feito pelas municipalidades para tornar esta prática corriqueira por aqui.

Aliás, em muitos países, a "microchipagem" é obrigatória e os próprios donos de pet procuram pelo serviço para garantir a segurança de seus bichinhos. Para saber mais sobre o assunto, a revista Pulo do Gato entrevistou o Dr. Gustavo Mantovani, médico veterinário do Instituto CãoChorro e responsável técnico pelo projeto CãoChorro & Outros Bichos – Integração Para A Posse Responsável. Confira!

RPG - O que é a "microchipagem"? Qual a sua importância?
Dr. Gustavo - Trata-se de um método de identificação eletrônica no qual um pequeno circuito (microchip + antena) envia uma “mensagem” através de radiofrequência para uma leitora que codifica e apresenta essa mensagem em forma de números. Esse número é único e intransferível, ou seja, ficará com aquele animal para sempre.
Todo microchip deve ser devidamente cadastrado no banco de dados nacional. Considerando que o primeiro passo rumo à guarda responsável de animais é a identificação de nossas mascotes, a "microchipagem" é de suma importância. Hoje a identificação através de microchip é a mais utilizada ao redor do mundo e sem dúvida é a tendência mais que evidente de padronização nos países onde ainda não é obrigatória. Nos países onde já é utilizada, as estatísticas são mais que positivas e regularmente são relatados casos de reunião entre animais e proprietários. Vários animais são resgatados e literalmente salvos de serem sacrificados. Tudo graças ao microchip.
 
Imagem comparativa de um microchip e grãos de arroz
 
 RPG - Como é feita? Existe a possibilidade de uma reação alérgica ou rejeição por parte do organismo?
Dr. Gustavo - A implantação do microchip é feita por médicos veterinários e não requer qualquer tipo de preparação específica, além de uma antissepsia rotineira.
Para cães e gatos a implantação é feita no subcutâneo na região entre as escápulas (nuca). O procedimento é muito parecido com qualquer tipo de injeção subcutânea, como as vacinas e medicamentos injetáveis, e a grande maioria dos animais não demonstra qualquer desconforto. O transponder (nome tecnicamente correto do microchip) é esterilizado para evitar qualquer reação negativa por parte do animal, e os materiais usados em sua composição são biocompatíveis.
 
Local para implantação do microchip

RPG – Quais as medidas de segurança do microchip? Onde surgiu?
Dr. Gustavo – Como disse, os poucos componentes eletrônicos ficam encapsulados em BioVidro, ou seja, um material desenvolvido para não gerar qualquer tipo de reação quando em contato com o corpo do animal. Outra medida de segurança adotada pelos fabricantes é o dispositivo antimigratório. Uma minúscula película, ou às vezes uma cápsula envolve o transponder para garantir que ele não saia do local de implantação e “ande” pelo corpo do animal. A tecnologia bem primitiva do que hoje conhecemos como microchip surgiu na União Soviética nos anos 40. Logo depois no Reino Unido também foi empregada durante a Segunda Guerra Mundial nos aviões. E finalmente no início dos anos 70, nos Estados Unidos, aparece o sucessor do microchip, que utilizamos atualmente.
 
Transponder para leitura do microchip
RPG - Em quais estados ou municípios seu uso é obrigatório no Brasil? É exigido por companhias aéreas ou outros países?
Dr. Gustavo - No Brasil já existem várias cidades que possuem leis de obrigatoriedade quanto à identificação de animais por microchip. São muitas, e algumas como Americana-SP foram além e implementaram um projeto específico para o bem-estar animal (Saiba mais: www.caochorro.com.br). Na verdade a exigência é para a entrada no país, então as companhias aéreas mais que corretamente começaram a solicitar que todos os animais possuam microchip antes de embarcarem. É outra tendência a ser adotada em todos os aeroportos mundo afora. A comunidade europeia, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Irlanda e muitos outros países já exigem a identificação com microchip.

RPG - Quanto se paga atualmente para "microchipar" um animalzinho no Brasil?
Dr. Gustavo - Por tratar-se de um serviço relativamente novo e, principalmente, por não haver nenhum tipo de regulamentação por parte dos órgãos competentes, os preços podem variar de cidade para cidade, ou de estado para estado.
Em clínicas veterinárias o mais comum é encontrar preços partindo de 50 e 60 reais em algumas cidades consideradas pequenas; e partindo de 80 a 100 reais em cidades maiores.
 
Fonte:
Revista Pulo do Gato

No Brasil devagar as cidades vão aderindo a essa nova arma para diminuir o abandono. Vejam abaixo mais uma cidade aderindo a essa nova tendência mundial. Agora é a vez de Ribeirão Preto.
 http://goo.gl/uuJp5M

 

Nota: Já há algum tempo defendemos a identificação através do microchip para tentar diminuir o abandono de animais domésticos ou mesmo domesticados (cavalos principalmente). Nos EUA os abrigos de cães e gatos só doam animais castrados e microchipados há décadas. Temos que lutar para que se implementem estes procedimentos em nosso país,  buscando garantir maior segurança aos animais carentes. E aqueles que tem dono merecem ser protegidos com este dispositivo  também, afinal são como filhos para a maioria de nós, e com tantos assaltos e animais fugindo por descuido isso aumenta muito a esperança de que serão encontrados. Toda cliníca e pet shop hoje em dia deveria adquirir um transponder ou leitor.
 
 

 

 
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Estudo comprova que a esterilização precoce previne doenças e aumenta a vida do animal.



Página do facebook onde você poderá encontrar informações sobre campanhas de castração em todo o Brasil.

Castração precoce, castração pré-pubescente, castração pediátrica, todas estas expressões se referem à mesma coisa, ou seja, à castração de nossos cães e gatos antes do período normalmente recomendado e mais jovens do que se aceitaria. Há anos os veterinários decidiram que o melhor momento para se castrar uma fêmea era logo depois que ela tivesse cria, pois era evidente que a maternidade fazia com que as fêmeas amadurecessem. Como os machos não dão à luz, eles não se adequavam a este requisito e, conseqüentemente, eram ignorados neste aspecto. Muito provavelmente por não se tratar de uma “coisa de macho”. Mais tarde, descobrimos que, se as cadelas fossem castradas antes de terem cria, a incidência de tumores mamários cairia a zero e a recomendação passou a ser “castre-as um pouco antes do seu primeiro cio”. Ao que os seus donos perguntaram: “Mas quando ela fica no cio pela primeira vez?” E, a partir de então, a idade em que as cadelas deveriam ser castradas passou a ser, em média, de “aproximadamente seis meses de vida”.



Repetindo, como os machos não dão cria, os seus donos os antropoformizavam e relutavam em castrá-los. “Por Deus doutor, será que o senhor quer impedi-los de se divertir?” Este tipo de comentário ainda é comum. Geralmente eu pergunto a quem o faz se já presenciou uma cópula canina. É bastante desconfortável e não parece ser nem um pouco divertida para mim. A maioria dos cães era castrada para minimizar ou acabar de vez com a sua agressividade, pois o seu papel como reprodutores não era considerado como um problema. Afinal, se a cadela do vizinho estivesse no cio, bastaria mantê-la trancada.



Pois bem, hoje os tempos são outros e mudamos o nosso modo de proceder. Filhotes de cães e gatos abandonados estavam inundando o planeta e algo deveria ser feito. O clamor público passou a ser “castre os seus cães e gatos”. Mas, isoladamente, a castração não tem sido suficiente para acabar com a superpopulação de animais de estimação, pois os abrigos para animais continuam lotados. E apesar dos abrigos serem obrigados a deixar um depósito para cobrir os custos da castração, entre cinqüenta e sessenta por cento de seus animais adotados não eram castrados e passaram a contribuir com o problema da superpopulação.



Discretamente, nos últimos vinte e cinco a trinta anos, uns poucos abrigos mais avançados começaram a implantar programas de esterilização precoce e passaram a colher resultados positivos. Se os animais fossem castrados antes de deixarem o abrigo, eles deixavam de contribuir para o problema da superpopulação. Filhotes de cães e de gatos passaram a ser castrados com apenas seis a oito semanas de vida. O desenvolvimento de novos anestésicos e de novas técnicas cirúrgicas fez com que este procedimento passasse a ser tão ou até mais seguro do que qualquer outro que costuma ser recomendável até os seis meses de vida. Os pacientes mais jovens se recuperam mais rapidamente e têm uma incidência menor de complicações cirúrgicas e pós-cirúrgicas do que os seus pares mais velhos, pois possuem nenhuma ou muito pouca gordura corporal para sustentá-los, a incisão é menor, a duração da cirurgia é reduzida e a sua recuperação é bastante breve.



As pesquisas disponíveis sobre os efeitos físicos e comportamentais de curto e de longo prazo da castração pré-pubescente em cães e gatos demonstram a ausência de qualquer resultado adverso. Com base nestas informações, a American Humane Association (Associação Humanitária Americana) apóia esta prática como uma solução viável para a diminuição da superpopulação de animais de estimação e da tragédia decorrente da morte de muitos deles. A prática da esterilização precoce também é endossada pela American Veterinary Medical Association (Associação Veterinária Americana), pela American Animal Hospital Association (Associação de Clínicas Veterinárias Americana) e pela California Veterinary Medical Association (Associação Veterinária da Califórnia).



Pessoalmente, eu endosso este programa entusiasticamente. Tenho participado ativamente do Programa de Castração Precoce desde 1984 e o realizei em aproximadamente mil animais. Não constatamos nenhum resultado negativo. Muito pelo contrário: os seus donos geralmente consideram estes animais como os melhores que já tiveram. E não perdemos um único animal em conseqüência deste procedimento! Sete dos dezesseis filhotes de cães-lobo irlandeses de nossa última ninhada e dois dos nove da ninhada anterior a essa foram castrados antes de serem encaminhados para as suas novas casas com dez meses de vida. A primeira ninhada já tem 28 meses e segunda, 18 meses, e nenhum resultado negativo foi observado até agora.



Existe a preocupação de que este procedimento precoce possa prejudicar o crescimento dos animais, mas, na verdade, as pesquisas demonstram que os cães se tornam um pouco maiores do que seriam caso não fossem castrados. Este fato se explica pela tendência dos ossos mais compridos de crescer por um período ligeiramente mais longo. Como este crescimento adicional não é causado por um crescimento mais acelerado, mas sim por um crescimento mais prolongado, isso significa que este fato é positivo para a nossa raça de gigantes. É sabido que, quando o processo de crescimento se desacelera em um período de tempo maior, a densidade e a força dos ossos aumentam.



Há anos, criadores conscienciosos têm vendido filhotes de cães de raça sem o registro oficial e/ou com um contrato impedindo a sua procriação ou exigindo a sua castração para evitar filhotes indesejados. Mas estes métodos nem sempre foram efetivos. Cães que jamais deveriam ter nascido acabaram nascendo. Já a castração pediátrica é 100% segura!



Oferecemos este procedimento sem nenhum custo adicional a todos os nossos compradores de filhotes que não estão interessados em exibi-los. Até o presente momento, em nossas duas últimas ninhadas, 100% dos compradores aos quais oferecemos este procedimento o aceitaram com entusiasmo. Fiz com que eles economizassem dinheiro e não tivessem que passar pelo trauma emocional de ter o seu animal de estimação ser submetido a um procedimento cirúrgico DEPOIS de terem se apegado a ele. Recomendamos fortemente que os criadores levem em conta esta opção e a discutam com o seu próprio veterinário.



Programa de Esterilização Precoce
(ESP-Early Sterilization Program)
por Dr. Dick Rosebrock


Artigo original pode ser lido em http://www.danesonline.com/earlyspayneuter.htm
autor Dr. Dick Rosebrock
Tradução: Cláudio de Godoy
Nota:
Matéria retirada do site da Ong Focinhos Gelados - Data de Publicação: 16/12/2008



terça-feira, 3 de junho de 2014

Quem ama, castra. Depoimentos de veterinários - parte 1




Há muitos anos todos nós sabemos e defendemos,  que uma adoção só é de fato um ato de amor em toda a sua plenitude se o animal for doado castrado. Todos os que de fato amam, protegem e defendem cães e gatos, sabem que não existe a menor segurança de que um animal doado não será abandonado na próxima esquina, mesmo porque não existe nenhuma lei que faça com que a maldade e a irresponsabilidade dos humanos os impeça de abandonar um bicho.
A única forma de termos certeza que um animal não continuará a perpetuação do ciclo da procriação indiscriminada, do abandono e das crueldades,  é doando ele castrado.
Por este motivo gostaríamos que todos assistissem e divulgassem estes vídeos com depoimentos de vários veterinários competentes sobre a importância da castração.
EsquadrãoPet


1 - Depoimento do Dr. Néstor Calderón, Médico Veterinário, especialista em Etologia, Bioética
e Bem-Estar Animal: "Castração de cães e gatos jovens, fator importante para o controle populacional"

 

2 - Dra. Rita de Cássia Maria Garcia, médica veterinária, uma das pioneiras no Brasil na prática da castração precoce de cães e gatos, fala das vantagens da prática, benefícios para a saúde e afirma que doar animais sem castrar é um retrocesso, um absurdo.


Nota:
Agradecimentos a amiga Regina Macedo - jornalista e assessora parlamentar pelo carinho com que buscou os veterinários que nos presentearam com depoimentos tão preciosos.






segunda-feira, 19 de maio de 2014

Apesar da boa intenção, campanha coloca em risco cães e gatos no Paraná



Imagens retiradas do site da Campanha Cãoiçara mostram a utilização de abraçadeiras utilizadas para identificação
Nos últimos dias vem chamando nossa atenção uma denúncia de que estão sendo utilizadas abraçadeiras de nylon Hellermann (nome comercial do famoso lacre também conhecido por outro nome que não vamos citar por motivos óbvios) em uma  página do facebook chamada Contra Criação de Fundo de Quintal.

Kit utilizado na identificação de cães e gatos na campanha Cãoiçara/PR
Várias postagens da página que citamos, alertam para o fato de que uma grande campanha, (nada contra isto muito pelo contrário, já que temos consciência da falta de ações deste tipo no nosso país) idealizada e promovida por Elaine Laufer,  responsável pelo site de Cinofilia  Delta Dog, estaria colocando em risco o bem estar e mesmo a vida de muitos animais ao utilizar o recurso destas abraçadeiras já citadas para pendurar um QR Code onde se presume devem constar os dados dos animais cadastrados para serem beneficiados pela ação.
Este é o link da campanha chamada de Cãoiçara http://goo.gl/qbXGEZ
mentora e Idelizadora do Projeto Cãoiçara  Elaine Laufer - See more at: http://deltadogkennel.com.br/servicos/caoicara/#sthash.bfN6PhwL.dpuf
Cinofilia Delta Dog KennelDelta Dog  com apoio de várias entidades ligadas a cinofília, incluindo a Sobraci, tem como proposta vacinar, desvermifugar e fazer consultas clínicas, além de indicar tratamentos para doenças ocasionais, e posteriormente castrar animais da população de várias ilhas do Paraná.  http://deltadogkennel.com.br/servicos/caoicara/
Por enquanto não há indícios de onde estão sendo registrado este cadastro, já que todos os QRs Code apenas remetem ao site de cinofilia citado acima, então fica difícil entender os motivos da utilização dos mesmos.
Em um debate onde a maioria pede para que a coordenadora  da campanha, Elaine Laufer volte atrás e admita que errou, e procure corrigir este equívoco o mais rápido possível não houve demonstrações de que estaria disposta a isso  http://goo.gl/gehgVY

Algumas observações importantes em relação ao recurso das abraçadeiras:
-não são flexíveis
-no caso de filhotes poderão enforcá-los quando crescerem caso não sejam retiradas pelos  proprietários
-em se tratando de gatos, estes poderão se enforcar caso se enrosquem em algo já que coleiras de felinos  devem abrir, ou serem elásticas, caso venham se enganchem em algo
-nem todo gato aceita o uso de coleiras e quando tentam se livrar podem enganchar o maxilar inferior ou mesmo uma pata
-em animais de rua o ideal é a microchipagem ou na pior das hipóteses o uso da tatuagem (requer sedação)
-deve se levar em conta que o material não é atóxico e que também poderá ocasionar cortes por ser pouco maleável
-o lacre não é regulável, ele apenas apertará mais e mais o pescoço dos cães e gatos
-coloca os animais em situação de vulnerabilidade caso sejam pegos por alguém que queira maltratá-los ou matá-los enforcados
-ninguém irá conseguir capturar a imagem de um QR Code no pescoço de um gato ou cachorro feral (arisco) já que para isso teria que chegar próximo para fazer a captura do código pelo celular, por este motivo existe a marcação de orelha já citada acima no texto. 
Saibam mais sobre a técnica. O banner é da Ong Felinos Urbanos que vem se especializando no assunto relacionado a controle de colônias de gatos.


Nota:  Há anos todos sabem que a microchipagem é utilizada para promover a identificação dos animais beneficiados pelas campanhas de castração gratuítas ou não. No caso de animais de rua, não domiciliados existe ainda a marcação internacional que consiste em um pequeno corte de ponta de orelha que possibilita a visualização mesmo a distancia de que aquele animal já está castrado e não precisa ser capturado novamente. Este é um protocolo utilizado na técnica do CED (captura, esterilização e devolução).






quinta-feira, 24 de abril de 2014

O que é a castração pediátrica? Desmistificando o tema.



Publicação original feita pelo blog Fica Cãomigo 
 
Castração precoce, castração pré-pubescente, castração pediátrica, todas estas expressões se referem à mesma coisa, ou seja, à castração de nossos cães e gatos antes do período normalmente recomendado e mais jovens do que se aceitaria. Há anos os veterinários decidiram que o melhor momento para se castrar uma fêmea era logo depois que ela tivesse cria, pois era evidente que a maternidade fazia com que as fêmeas amadurecessem. Como os machos não dão à luz, eles não se adequavam a este requisito e, consequentemente, eram ignorados neste aspecto. Muito provavelmente por não se tratar de uma “coisa de macho”. Mais tarde, descobrimos que, se as cadelas fossem castradas antes de terem cria, a incidência de tumores mamários cairia a zero e a recomendação passou a ser “castre-as um pouco antes do seu primeiro cio”. Ao que os seus donos perguntaram: “Mas quando ela fica no cio pela primeira vez?” E, a partir de então, a idade em que as cadelas deveriam ser castradas passou a ser, em média, de “aproximadamente seis meses de vida”. 


Repetindo, como os machos não dão cria, os seus donos os antropoformizavam* e relutavam em castrá-los. “Por Deus doutor, será que o senhor quer impedi-los de se divertir?” Este tipo de comentário ainda é comum. Geralmente eu pergunto a quem o faz se já presenciou uma cópula canina. É bastante desconfortável e não parece ser nem um pouco divertida para mim. A maioria dos cães era castrada para minimizar ou acabar de vez com a sua agressividade, pois o seu papel como reprodutores não era considerado como um problema. Afinal, se a cadela do vizinho estivesse no cio, bastaria mantê-la trancada. 



Pois bem, hoje os tempos são outros e mudamos o nosso modo de proceder. Filhotes de cães e gatos abandonados estavam inundando o planeta e algo deveria ser feito. O clamor público passou a ser “castre os seus cães e gatos”. Mas, isoladamente, a castração não era suficiente para acabar com a superpopulação de animais de estimação, pois os abrigos para animais continuavam lotados. E apesar dos abrigos serem obrigados a deixar um depósito para cobrir os custos da castração, entre cinqüenta e sessenta por cento de seus animais adotados não eram castrados e passaram a contribuir com o problema da superpopulação. 



Discretamente, nos últimos vinte e cinco a trinta anos, uns poucos abrigos mais avançados começaram a implantar programas de esterilização precoce e passaram a colher resultados positivos. Se os animais fossem castrados antes de deixarem o abrigo, eles deixavam de contribuir para o problema da superpopulação. Filhotes de cães e de gatos passaram a ser castrados com apenas seis a oito semanas de vida. O desenvolvimento de novos anestésicos e de novas técnicas cirúrgicas fez com que este procedimento passasse a ser tão ou até mais seguro do que qualquer outro que costuma ser recomendável até os seis meses de vida. Os pacientes mais jovens se recuperam mais rapidamente e têm uma incidência menor de complicações cirúrgicas e pós-cirúrgicas do que os seus pares mais velhos, pois possuem nenhuma ou muito pouca gordura corporal para sustentá-los, a incisão é menor, a duração da cirurgia é reduzida e a sua recuperação é bastante breve. 



As pesquisas disponíveis sobre os efeitos físicos e comportamentais de curto e de longo prazo da castração pré-pubescente em cães e gatos demonstram a ausência de qualquer resultado adverso. Com base nestas informações, a American Humane Association (Associação Humanitária Americana) apóia esta prática como uma solução viável para a diminuição da superpopulação de animais de estimação e da tragédia decorrente da morte de muitos deles. A prática da esterilização precoce também é endossada pela American Veterinary Medical Association (Associação Veterinária Americana), pela American Animal Hospital Association (Associação de Clínicas Veterinárias Americana) e pela California Veterinary Medical Association (Associação Veterinária da Califórnia). 



Pessoalmente, eu endosso este programa entusiasticamente. Tenho participado ativamente do Programa de Castração Precoce desde 1984 e o realizei em aproximadamente mil animais. Não constatamos nenhum resultado negativo. Muito pelo contrário: os seus donos geralmente consideram estes animais como os melhores que já tiveram. E não perdemos um único animal em consequencia deste procedimento! Sete dos dezesseis filhotes de cães-lobo irlandeses de nossa última ninhada e dois dos nove da ninhada anterior a essa foram castrados antes de serem encaminhados para as suas novas casas com dez meses de vida. A primeira ninhada já tem 28 meses e segunda, 18 meses, e nenhum resultado negativo foi observado até agora. 



Existe a preocupação de que este procedimento precoce possa prejudicar o crescimento dos animais, mas, na verdade, as pesquisas demonstram que os cães se tornam um pouco maiores do que seriam caso não fossem castrados. Este fato se explica pela tendência dos ossos mais compridos crescerem por um período ligeiramente mais longo. Como este crescimento adicional não é causado por um crescimento mais acelerado, mas sim por um crescimento mais prolongado, isso significa que este fato é positivo para a nossa raça de gigantes. É sabido que, quando o processo de crescimento se desacelera em um período de tempo maior, a densidade e a força dos ossos aumentam. 

Há anos, criadores conscienciosos têm vendido filhotes de cães de raça sem o registro oficial e/ou com um contrato impedindo a sua procriação ou exigindo a sua castração para evitar filhotes indesejados. Mas estes métodos nem sempre foram efetivos. Cães que jamais deveriam ter nascido acabaram nascendo. Já a castração pediátrica é 100% segura! 

Recomendamos fortemente que os criadores levem em conta esta opção e a discutam com o seu próprio veterinário. 
Programa de Esterilização Precoce 



(ESP-Early Sterilization Program) por Dr. Dick Rosebrock. Artigo original pode ser lido em http://www.danesonline.com/earlyspayneuter.htm Tradução: Cláudio de Godoy



                                                Vídeo de cirurgia pediátrica da Ong Confraria dos Miados e Latidos
                                        Cirurgia pediátrica realizada pela Médica Veterinária - Dra Fernanda Conde


*antropomorfizar (antropomorfo+izar) = Dar forma humana/tomar forma humana.
Nota:

Nosso blog tem como finalidade fornecer informações, mesmo que não sejam  de nossa autoria, afinal não existe alguém que consiga dominar tantos assuntos, principalmente aqueles que requerem conhecimento especializado ou técnico, como preferirem. Por este motivo não vemos nenhum problema em publicar material de outras fontes, mesmo porque tem muita gente fazendo e publicando excelentes matérias e textos. E como vamos iniciar uma sequencia de publicações sobre a importância da castração pediátrica ou não, no controle populacional de cães e gatos, já que nossa causa tomou um susto recentemente com declarações de uma certa figura pública que diz defender os animais, mas pelo visto gosta mesmo é defender apenas o lustro do seu ego e de seu marketing pessoal,  resolvemos correr atrás do prejuízo e evitar desta forma que o problema já tão grave da super população de cães e gatos em nossas cidades seja ampliado, graças a declarações infelizes como a desta figura. Por este motivo estaremos publicando uma série de postagens em que o principal assunto será a esterilização/castração dos nossos pets.