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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Governo retirará parte da campanha "Gente boa também mata". Vitória do movimento!!!


Peça ironizando a campanha "Gente boa também mata" - Internet

Após repercussão negativa demonstrada contra a campanha publicitária "Gente boa também mata" através das mídias sociais, blogs e sites, ou mesmo nos  telejornais e programas de rádio, defensores dos animais já podem comemorar a vitória.
O Ministro dos Transportes, Mauricio Quintella telefonou ao deputado federal Ricardo Tripoli e anunciou a retirada parcial da campanha educativa que visa prevenir acidentes que possam ocorrer quando pessoas falam ao celular ao mesmo tempo em que dirigem.

A revista Veja dá destaque a decisão do governo em uma matéria.  Outros meios de comunicação também noticiaram a decisão. 

Ativismo quando bem feito e bem conduzido consegue bons resultados realmente.
Ao nos organizarmos e irmos  a luta de fato, conseguimos demonstrar força e coerência e passar para a sociedade bons exemplos de como conduzir protestos e reivindicações da causa.

Nosso blog também marcou presença na comoção que tomou conta de nossas páginas com uma postagem que tem sido bem acessada. Inclusive fizemos questão de disponibilizar todos os contatos para que nossos leitores pudessem protestar como podem ver no link a seguir:
https://goo.gl/cvB3b5

Já não é a primeira nem será a última vez que publicitários pisam na bola em relação aos animais mas para isso estaremos sempre muito atentos.
Aos leitores do blog que se mobilizaram para enviar emails de protesto nossos agradecimentos. Sem vocês somos insignificantes.




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Campanha do Ministério dos Transportes erra feio na abordagem. Vamos protestar?



Uma campanha do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, em cooperação com outros órgãos governamentais, chamada Gente boa também mata erra feio na abordagem ao tentar sensibilizar o público de uma forma um tanto quanto inadequada pra não dizer esquisita.

Com frases como "Quem resgata animais na rua pode matar" ou "O melhor aluno também pode matar" tenta chamar atenção para o fato de que embora essas pessoas sejam do bem ao usar celular enquanto dirigem podem matar!!!

Apesar da campanha chamar a atenção para as cinco condutas mais perigosas no trânsito: embriaguez ao volante, excesso de velocidade, ultrapassagens irregulares, uso de aparelho celular e não uso de dispositivos de segurança o resultado é no mínimo infeliz e inadequado.

Para nós ativistas pelos animais a história pegou mal não tenham a menor dúvida disso.
A campanha pode ser muito bem intencionada mas erra feio na mão quando associa uma ação tão nobre como a de resgatar um animal a alguém que pode matar.

Talvez a intenção tenha sido boa mas a falta de sensibilidade e de criatividade é um desastre só!!!
Nós como ativistas repudiamos a peça e pedimos sua retirada o mais rápido possível.

Enviem seus protestos para a agência responsável pela criação e produção das peças

Nova/Sb  http://www.novasb.com.br/contato/

Para a Link Propaganda responsável pela veiculação das peças  
http://www.linkpropaganda.com.br/contato/fale-conosco/

Contatem também o  Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil 
http://www.transportes.gov.br/contato.html
Esplanada dos Ministérios, Bloco "R" CEP: 70.044-902 - Brasília/DF
PABX (0XX61) 2029-7000
Horário de atendimento: de segunda a sexta, das 8h às 18h.


E por último mas não menos importante vamos nos manifestar junto ao SECOM?
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
http://www.secom.gov.br/contato

Atuar no educacional é algo muito sério e deve ser feito de forma a "educar" e não o contrário. 
 


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ativistas e celebridades pedem o fim da crueldade contra cães e gatos na Ásia.



Embora vários países asiáticos sejam adeptos do consumo da carne de cães e gatos, é na China mais precisamente em Yulin, no mercado de Dashichang, que ocorre um festival onde milhares de animais são mortos com requintes de crueldade deixando o mundo estarrecido e os ativistas mobilizados para lutar pelo fim deste holocausto pavoroso.

Segundo Marc Ching, presidente e fundador da Animal Hope and Wellness Foundation   que já ajudou a salvar muitos animais da morte cruel pelas mãos dos comerciantes deste mercado, a crença de que quanto mais dor for infligida aos cães e gatos,  maior é o benefício a saúde de quem consome a carne. 
Embora exista essa crença de que o consumo faça bem para a saúde existem  forte indícios de que a maioria dos cães e gatos abatidos sejam retirados das ruas, mortos e vendidos em condições totalmente inadequadas do ponto de vista sanitário.


Falando do ponto de vista ético e moral de quem passa até mal ao ver as cenas que fazem nosso estômago embrulhar, é premente a necessidade de se conseguir atingir a sociedade e as autoridades deste países de alguma forma para que essa crueldade toda acabe.
Sabemos que aquilo que  nos deixa com o coração apertado, já que para nós ocidentais cães e gatos na maioria das vezes são tratados como filhos e fazem  parte da família, participando de nosso dia a dia, viajando conosco, sendo amados e respeitados até fecharem seus olhinhos depois de anos e anos de muito amor e carinho, não tem o mesmo valor ou importância para alguns outros povos.


Como falar em maus tratos e crueldade em países que se acostumaram a comer tudo o que se move?
Fica muito complicado essa abordagem quando sabemos que em determinados momentos históricos, como por exemplo, a fome que o comunismo provocou na China  fez com que seus habitantes se acostumassem a consumir qualquer fonte de proteína que pudesse salvá-los.
Como sensibilizar pessoas que fervem cães e gatos vivos com um sorriso no rosto?


A luta vai ser longa e exigirá muita astúcia e inteligência por parte dos ativistas para que isso se modifique e por fim deixe de existir!!!
De alguns anos para cá muitos ativistas e Ongs internacionais resolveram bater de frente contra a prática e o tema ganhou a grande mídia fazendo com que mais pessoas tomem conhecimento do tal hábito alimentar dos asiáticos.


A Fundação Brigitte Bardot tem uma petição ativa no momento desta publicação contra a realização do festival de Yulin.
Assinem e ajudem a divulgar  http://www.fondationbrigittebardot.fr/agir/petitions/yulin

Abaixo o vídeo da campanha feito pela Animal Hope and Wellness Foundation que conta com a participação de várias celebridades que  pedem o fim do sequestro, da tortura, dos maus tratos e da morte cruel de cães e gatos, e é uma das muitas armas para se tentar colocar um fim a isso que os orientais chamam de tradição e cultura.





quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Exemplos de campanhas que se destacaram na luta pelos animais.



Conforme a luta pelos direitos dos animais avançam através do mundo vão surgindo campanhas publicitárias que são verdadeiras joias e que se destacam pelos recados que vão transmitindo para quem as visualizam.
A boa mensagem nem sempre precisa de textos complexos ou mesmo da grande mídia para poder ter impacto e buscar mudanças de comportamento. Pela forma como chegam até o grande público hoje em dia utilizando as mídias sociais fica claro que é necessário investir cada vez mais em educação e trazer para a causa crianças, adolescentes e jovens.
E por serem como esponjas prontas a absorver estas mensagens é importante que saibamos atingi-los da forma correta e certeira.
Cabe aos que já estão nesta luta há algum tempo saber como transmitir os ideais da causa e conseguir sensibilizar e trazer estes potenciais ativistas para a luta pelos animais.
Estamos falando de novas gerações, de novas formas de enxergar o mundo, novas tecnologias e uma linguagem que tem que ser cada vez mais ligeira, enxuta e objetiva.
Abaixo alguns exemplos de campanhas que pinçamos para exemplificar que nem sempre é necessário se gastar muito tempo para dar nosso recado na defesa daqueles que movem nossos corações.
Campanhas essas elaboradas por entidades que buscam mostrar para o mundo que é necessário sim se lutar por dias melhores onde não haja maus tratos, crimes, caçadas, rodeios, touradas, circos, jaulas ou matanças desnecessárias.
Entre os exemplos também o daqueles que lutam pela preservação de espécies que as futuras gerações jamais conhecerão se prosseguirmos neste ritmo de destruição e desrespeito pela vida.

Obs: Os nomes das entidades proprietárias ou os autores das campanhas porque os próprios banners já as trazem.






 





Abaixo dois exemplos de banners de nossa criação que causaram impacto e que geraram muitas partilhas e comentários em nossa página do facebook.




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Decreto chileno autoriza a matança de cães, gatos e animais exóticos em áreas rurais.



Existe hoje no Chile uma grande comoção em vista da matança que está prestes a começar a acontecer, caso não se consiga revogar o Decreto Supremo N° 65 del MINAGRI (Ministerio de Agricultura) que permitirá o extermínio de cães, gatos e animais exóticos a fauna do país.

Apesar de afirmarem que este decreto foi criado para defender as espécies nativas do Chile esconde se por trás desta  possibilidade de matança de cães e gatos, o desejo dos pecuaristas de se livrarem de um problema, principalmente relacionado a cães ferais (que se tornaram selvagens) que costumam atacar seus novilhos, causando dessa forma prejuízos as fazendas de criação de gado, conforme já se posicionou a representante da parte sul da Coalizão para o Controle de Fauna Urbana (CEFU), María Teresa Pinochet.

Em um comunicado público as ongs de proteção animal do Chile reconhecem que exista de fato o problema dos cães e gatos que se tornaram ferais, se manifestam contra a matança e se opõem radicalmente contra o decreto 65, por este conter em sua proposta métodos cruéis de abate de cães e gatos e propõem métodos atenuantes para o controle populacional dos mesmos.
Segundo o decreto 65, a permissão para o abate de matilhas de cães ou gatos ferais será permitida em áreas externas, áreas urbanas ou de expansão urbana, a uma distância de mais de 400 metros de qualquer aldeia ou latifúndio. Os animais deverão ser caçados e capturados nos termos estabelecidos de acordo com a lei e seus regulamentos. Poderão ser utilizados carros com luzes possantes para desnorteá-los, iscas com veneno,  laços e

Entenda o decreto  65

Foto/site #noalacazadeperrosenchile

Nota:
No Brasil já existe alguma movimentação no sentido de divulgar a petição pedindo a revogação deste decreto também, e algumas Ongs já vem se pronunciando em suas páginas contra a tremenda crueldade que essa autorização para a caçada e extermínio destes animais irá causar. 


Todas as informações desta postagem e muito mais vocês encontram no site da campanha.
http://www.noalacazadeperrosenchile.org/

Vocês podem também demonstrar apoio enviando fotos com os cartazes disponibilizados por eles 
http://goo.gl/cgA2hO

Para quem quiser se manifestar diretamente ao Consulado Geral do Chile:





segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Após péssima repercussão, deputado que afirma defender os animais, devolve doação da Friboi.

Muito se tem falado ultimamente sobre os oportunistas e paraquedistas que estão surgindo dizendo ser defensores dos animais, já que hoje este é um dos temas que mais tem se destacado nas mídias. Está aí o horário político que não deixa ninguém em dúvida sobre isso....nunca se viu tanto candidato "enforcando o cachorro" nas fotos.
E embora muitos que estão nessa causa há um bom tempo, estejam tentando alertar aos que não tem muita experiência para que não acreditem em tudo que é candidato que diz ser defensor dos animais, a tarefa é bem difícil!!!
Afinal sabemos que estes marqueteiros são bem convincentes, e muitas vezes os candidatos acabam arrebanhando cabos eleitorais dentro da própria proteção animal, que acabam assumindo a tarefa de pedir votos e defende-los custe o que custar!!!
Estamos no Brasil e promessas de cargos, favores e outras "coisinhas" costumam ser moeda de troca nessas épocas de eleição. Ainda bem que hoje quase ninguém mais usa dentaduras!!!


Mas realmente neste fim de semana vivemos algo totalmente inédito na proteção animal, e para nosso espanto, veio a tona uma descoberta que deixou a todos nós literalmente de queixo caído. O candidato a reeleição deputado Ricardo Izar, que é inclusive defendido radicalmente por ativistas que se intitulam vegans, foi flagrado com uma grande doação de campanha do grupo empresarial JBS/Brasil - FRIBOI.
É ou não é para deixar todos perplexos? 


Como todos sabem hoje existe a obrigatoriedade de se publicar todas as doações de campanha que são feitas para os candidatos. Para saber quem são os doadores basta entrar neste link e fazer a pesquisa http://goo.gl/DveSx2 e dessa forma qualquer um pode saber quem é que está patrocinando os ilustríssimos candidatos.

Essa descoberta repercutiu muito mal para o candidato, afinal a FRIBOI é o maior matadouro de animais existente no planeta, e é no mínimo uma imensa incoerência sabermos que o presidente da Frente Parlamentar de Defesa Animal, estava tendo praticamente quase toda sua campanha patrocinada com dinheiro com origem na matança e na crueldade.

Após a péssima repercussão da descoberta de que o deputado estava tendo sua campanha patrocinada com o dinheiro da FRIBOI,  eis que acabamos de saber que ele "constrangido" devolveu a doação de R$200.000,00 http://goo.gl/0SXk84
Obs: não foi citada a devolução dos outros R$50.000,00 da empresa Flora Produtos de Higiene que também pertence ao grupo FRIBOI.
E é impossível um candidato não saber sobre doações para sua campanha conforme é alegado pelo deputado Ricardo Izar. 
Vejam no link abaixo a resolução que determina as normas para a questão:
http://goo.gl/vtOkuS 

Este é documento divulgado por ocasião da devolução da doação da FRIBOI. 

 
Abaixo um dos banners que circulou nas mídias sociais sobre o assunto:


 Nota:
Já citamos aqui em postagem anterior o fato do deputado Ricardo Izar ter levado todos a acreditarem que os testes para cosméticos no Brasil não aconteceriam mais após ele ter conseguido aprovar o PL 6602/13 após acordo com o governo http://goo.gl/5YnPBI 
E embora a oposição a aprovação deste projeto de lei seja muito forte o deputado se recusa a alterá-lo ou retirá-lo da pauta do senado para que não seja aprovado na forma como está.
Há que se prestar muita atenção ao que de fato representam para os políticos a defesa dos animais. O tempo tem provado que na grande maioria eles representam apenas mais um setor da sociedade onde vão buscar votos e apoio.
Todo crime compensa até ser descoberto. 













sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Entrevista preconceituosa sacaneando com os gatos. CAMPANHA - DRAUZIO VARELLA DELETA ISSO!!!



Não conseguimos encontrar a data, mas segundo informações de um outro blog essa entrevista equivocada e preconceituosa está no site do Drauzio Varella desde 2006.
http://drauziovarella.com.br/mulher-2/toxoplasmose-2/

Ela dissemina informações equivocadas e altamente prejudiciais aos felinos domésticos, chegando a afirmar que se uma visita sentar no sofá de uma casa onde eles habitam poderá sair infectada.
Absurdo ainda encontrarmos essa publicação,  porque na época houve um forte movimento esculhambando com essa postagem cheia de preconceito e ignorância assinada por um infectologista e publicada por alguém que tem amplo acesso a mídia, mas mesmo assim fomos avisados de que ela continua online. Vamos pedir que seja deletada?
E se alguém ainda tem dúvidas sobre os principais transmissores da Toxoplasmose no final de nossa postagem tem link para um ótimo texto e um vídeo com uma ótima animação sobre o tema.
EsquadrãoPet
Enviem emails para pedindo a retirada da matéria para: contato@drauziovarella.com.br

Leiam abaixo e entendam porque queremos que essa matéria preconceituosa e extremamente prejudicial aos gatos seja deletada:

Toxoplasmose
João Silva de Mendonça é médico infectologista. Preside a Sociedade Brasileira de Infectologia e, no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, dirige o Serviço de Moléstias Infecciosas.
Toxoplasmose é uma doença infecciosa de características muito variáveis. Também conhecida como doença do gato, pode ter implicações sérias para o feto quando adquirida durante a gravidez.
Em muitos casos, os sintomas da toxoplasmose podem não se manifestar ou serem confundidos com os de uma gripe e a pessoa nem fica sabendo que se infectou. Noutros, os sintomas incluem febre diária, gânglios intumescidos e espalhados pelo corpo, mas a doença regride em algumas semanas, embora possa voltar se houver queda de resistência, porque o Toxoplasma gondii não é eliminado do organismo.
No entanto, se a imunidade estiver realmente comprometida, como ocorre nos pacientes com AIDS, por exemplo, há um tipo grave de toxoplasmose, a neurotoxoplasmose, que pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada adequada e precocemente.

AGENTE DA TOXOPLASMOSE
Drauzio – Quais são as principais características do Toxoplasma gondii, o agente da toxoplasmose?
João Silva de Mendonça – O Toxoplasma gondii é um protozoário, genericamente chamado de parasita, que está amplamente disseminado por quase todo reino animal. Aves, pássaros, mamíferos, inclusive os humanos, podem ser infectados por ele e manifestar uma doença de características mais sérias ou mais leves.
Drauzio - Como adquirimos esse parasita?
João Silva de Mendonça – Existem duas maneiras bem conhecidas de aquisição do Toxoplasma gondii. Uma delas ocorre em ambientes onde existam gatos, os grandes disseminadores do parasita na comunidade ambiental. Gatos infectados eliminam os ovos desse protozoário pelas fezes, poluem o ambiente e contaminam quem por ali circula. Não é necessário entrar em contato direto com eles, basta dividir os mesmos espaços. Imaginemos, por exemplo, alguém que detesta gatos e vai visitar um amigo que tem um animal desses em casa, mas que o tranca em outro aposento para que nem chegue perto do visitante. No entanto, ele se senta numa poltrona onde o gato esteve deitado e sem querer leva a mão à boca. Pronto, está fechado o circuito microscópico: a partir da poluição ambiental provocada pelo gato, o parasita infectou o ser humano.
Drauzio – Mesmo os gatos bem cuidadinhos que vivem em apartamentos?
João Silva de Mendonça – Mesmo eles, porque podem adquirir o Toxoplasma gondii através da alimentação. Mamíferos infectados possuem microcistos, isto é, formas residuais do parasita, invisíveis a olho nu, mas presentes em seus músculos. Dependendo do mamífero, sua carne pode ser usada como alimento, tanto de gatos quanto de homens, e estará fechado o circuito. No estômago e nos intestinos, o protozoário é liberado e dissemina a infecção pelo ambiente. Essa é a segunda maneira pela qual se pode adquirir o parasita.
Drauzio – O gato não precisa estar doente para transmitir o protozoário?
João Silva de Mendonça – O gato habitualmente não adoece. Aparentemente está saudável, mas eliminando o protozoário pelas fezes durante certo período.
Drauzio – E os cachorros também transmitem essa doença?
João Silva de Mendonça – O cachorro pode ter toxoplasmose como os homens, só que não é um eliminador fecal. Apenas os felídeos são transmissores do Toxoplasma gondii e o gato é um transmissor importante porque é um animal domiciliado. É obvio que um tratador de onça no zoológico pode adquirir a doença desse felídeo que também é eliminador fecal do parasita.
Drauzio – Uma vez infectado, o gato transmite o parasita a vida inteira. 
João Silva de Mendonça – Não. O gato é infectante apenas durante o período em que o ciclo do protozoário está se realizando. Depois, passa a ter apenas as formas residuais em seus músculos.
Drauzio – E os pombos, que perigo representam?
João Silva de Mendonça – Quando não se conhecia bem o ciclo biológico doToxoplasma gondii, havia a preocupação de que os pombos pudessem transmiti-lo. Na verdade, na fase adulta, quando o pombo está doente, pode eliminar o protozoário pela secreção dos olhos, mas haveria a necessidade de um contato muito íntimo com a ave para fechar o ciclo. Por isso, pombos não são considerados uma forma importante de disseminação do parasita.

RISCO NA GRAVIDEZ
Drauzio – Muitos obstetras recomendam que as mulheres grávidas não comam carne crua ou mal passada durante a gravidez com medo de que peguem toxoplasmose. O que representa essa doença durante a gestação?
João Silva de Mendonça – A realização do exame de toxoplasmose faz parte de um conjunto de exames rotineiros de assistência pré-natal.
Resultado negativo indicando que a mulher nunca teve contato com o parasita reflete uma situação de potencial preocupação, porque se ela se infectar durante a gravidez poderá transmitir o parasita para seu concepto e a criança nascerá infectada. Nesse caso, é de fundamental importância recomendar que a mulher não vá a lugares frequentados por gatos e não coma carne crua, mal cozida ou mal passada para evitar que adquira a infecção durante a gravidez.
Resultado positivo indicando toxoplasmose antiga e curada traz tranquilidade total, pois a mulher está protegida contra a doença e não vai adquiri-la outra vez.
Drauzio – Esse exame permite distinguir a toxoplasmose atual da cicatriz de uma doença pregressa?
João Silva de Mendonça – Permite. Embora incomum, o mais assustador é quando o exame revela que a gestante está doente naquele exato momento, pois a transmissão congênita do parasita pode provocar uma lesão destrutiva no feto com sequelas importantes para o recém-nascido no futuro.
Drauzio – Que tipo de problemas gera a transmissão congênita do Toxoplasma gondii?
João Silva de Mendonça – Os problemas variam de acordo com o trimestre da gravidez em que ocorre a infecção materna.
No primeiro trimestre, se a mãe está com a doença ativa e há a transmissão para o concepto, o estrago é muito grande. A criança pode ter encefalite e nascer com as sequelas da doença, ou apresentar lesões oculares cicatriciais e prejuízo importante da visão, entre outras consequências. É bem verdade que, nessa fase, não é incomum o abortamento espontâneo tal o tamanho dos danos que o parasita provoca no concepto. De qualquer maneira, nesse período, a probabilidade de transmissão para o embrião é menor, não ultrapassa a 10%, 20% dos casos.
No segundo trimestre, a transmissão ocorre em 1/3 das gestações em que a mãe apresenta a doença ativa, mas o feto consegue conviver razoavelmente com as agressões do parasita que serão mais atenuadas, embora possam ocorrer pequeno retardo mental e problemas oculares, por exemplo.
No terceiro trimestre, a transmissão da mãe para o feto é muito comum, mas a doença se mostra mais benigna e muito menos problemática para o recém-nascido.
Resumindo: do começo para o final da gravidez, cresce o risco de transmissão do parasita da mãe para o feto, mas diminui a gravidade da doença para o recém-nascido.

TRATAMENTO DURANTE A GRAVIDEZ
Drauzio – Poucas são as drogas que podem ser utilizadas com segurança durante a gravidez. Como o tratamento da toxoplasmose envolve a administração de drogas razoavelmente tóxicas, que medidas terapêuticas podem ser adotadas? 
João Silva de Mendonça – Se a mulher está com a doença ativa, portanto com risco de transmissão congênita, a primeira atitude é evitar que essa transmissão ocorra. Para tanto, existe um antibiótico relativamente inocente para a grávida que se chama espiramicina.
Na sequência, é preciso verificar se o concepto foi ou não infectado, um passo bastante delicado, porque implica a coleta de material do líquido amniótico por punção para pesquisar a presença de componentes do parasita. Esse exame é feito depois da décima sexta, décima oitava semana de gravidez, e o material examinado por técnicas avançadas de biologia molecular. Se o feto não foi infectado, a espiramicina é mantida até o final da gravidez para reduzir o risco. Se já foi, a única maneira de tratá-lo intraútero é dando remédios potentes para a mulher. São remédios potencialmente tóxicos que requerem a avaliação do risco-benefício no sentido de tratar o feto e evitar os malefícios da toxoplasmose congênita. Como se vê, são decisões médicas seletivas e complicadas.
Drauzio – Difíceis porque têm de levar em conta a vontade da mãe, que destino ela pretende dar a essa gravidez. Isso cria problemas éticos de solução realmente complicada.
João Silva de Mendonça – Cria problemas éticos e temos que respeitar a normatização legal e a normatização ética que não aceitam a interrupção da gravidez por esse motivo.
Drauzio – A toxoplasmose congênita não é nem discutida como motivo para a interrupção de gravidez. No entanto, a realidade é que muitas mulheres optam por interrompê-la nesses casos.
João Silva de Mendonça – São decisões tomadas meio clandestinamente das quais não devemos participar. Do ponto de vista legal e ético, nosso comportamento tem de ser diverso.
Drauzio – O que devem fazer durante a gravidez as mulheres que têm gato em casa e gostam mais dele do que do marido?
João Silva de Mendonça – Talvez o melhor procedimento seria fazer o exame de toxoplasmose antes de engravidar para verificar em que situação se encontra. Se já teve a infecção, está imune, pode engravidar e deixar o gato à vontade, andando pela casa, porque não vai pegar a doença outra vez. Se o resultado dos testes for completamente negativo, indicando que a mulher nunca esteve exposta a esse parasita, é melhor que se afaste do gato durante a gravidez.

TOXOPLASMOSE NOS IMUNODEPRIMIDOS
Drauzio – A toxoplasmose pode ter características especiais nas pessoas debilitadas imunologicamente, como os doentes com AIDS ou outras doenças que provocam depressão da imunidade.
João Silva de Mendonça – Essa é uma situação que permite traçar um pano de fundo. Quem se contamina com o parasita da toxoplasmose, durante sua replicação ativa, apresenta uma fase aguda da doença na qual podem aparecer certos sintomas como febre e gânglios enfartados. A doença dura algumas semanas e regride sem maior severidade.
O quadro também pode ser silencioso e não existir sintoma nenhum. Qualquer que seja a reação – e isso vale para todos nós – ninguém consegue eliminar o parasita que passa a conviver conosco de forma latente, residual, em microcistos invisíveis a olho nu, mas presentes na carne de animais que será utilizada como alimento e em toda nossa topografia muscular. Isso não é mal. Todos nós somos assim e eles não costumam dar problemas. Nossa imunidade garante que fiquem bloqueados.
Se a imunidade cai, a coisa muda de figura. A pessoa não consegue mais reter o parasita dentro dos pequenos cistos residuais, e ele volta à atividade sem encontrar barreiras. E, por não as encontrar, agride o organismo para valer. Agride o sistema nervoso central, provocando um quadro de encefalite grave. Agride o pulmão, causando pneumonite. Agride o coração, que é um músculo, e causa a miocardite. Todas essas são doenças que, se não forem identificadas e tratadas precocemente, poderão ter consequências desastrosas para a vida dos pacientes.
Drauzio – Quais são as principais características da encefalite?
João Silva de Mendonça – A encefalite ataca o sistema nervoso central e provoca sintomas como dor de cabeça, febre, perda da noção de relacionamento ambiental, convulsões, estado de torpor que evolui para coma. É uma doença muito grave que será fatal se não for diagnosticada e tratada precocemente.
Drauzio – Qual a diferença entre pneumonite e pneumonia?
João Silva de Mendonça – Nós, os médicos, preferimos usar a palavra pneumonite para identificar uma doença do pulmão causada pelo protozoário e diferente da pneumonia clássica provocada pelo pneumococo. Normalmente, a pneumonite é mais difusa e compromete o pulmão extensa e bilateralmente, enquanto a pneumonia é mais segmentar e acomete só uma área do pulmão.
COMPLICAÇÕES OCULARES
Drauzio –  Que complicações oculares importantes a toxoplasmose pode provocar?
João Silva de Mendonça - A toxoplasmose pode provocar coriorretinite, uma inflamação no fundo do olho. Se o surto for leve, pode passar despercebido; se for intenso, a visão fica turva e diminuída. Caso a infecção pelo Toxoplasma atinja a mácula, pode causar cegueira.
Em geral, a coriorretinite se manifesta na adolescência ou no adulto jovem.
Drauzio – Existe tratamento para a coriorretinite?
João Silva de Mendonça – O tratamento é à base de sulfa e pirimetamina. Cortisona pode também ser indicada para reduzir a inflamação. Não tratada adequadamente, a coriorretinite pode levar à perda parcial ou total da visão.

INCIDÊNCIA DA INFECÇÃO
Drauzio – Se considerarmos cem adultos, em média, quantos já terão sido infectados?
João Silva de Mendonça – Isso varia de região para região. Vamos considerar São Paulo, em particular. As cifras são altas. Na população adulta, 70%, 80% dos indivíduos têm exame sorológico identificando infecção pregressa. Em estados onde o consumo de carne é mais alto como os do sul do Brasil, por exemplo, os índices ultrapassam os 90%. Na França, sobretudo pela ingestão de carne de carneiro, um dos animais mais infectados pelo parasita, o número de infectados se aproxima dos 100%.
Drauzio – Das pessoas saudáveis que foram infectadas pelo Toxoplasma gondii, quantas ficam doentes? 
João Silva de Mendonça – O adoecimento da toxoplasmose na sua forma clássica com febre, ínguas, gânglios inchados pelo corpo, que dura semanas, acomete a minoria dos infectados. Talvez de 10% a 20% dos casos. Portanto, entre 80% e 90% têm infecção inaparente, silenciosa.

SINTOMAS, EVOLUÇÃO E TRATAMENTO DA DOENÇA
Drauzio – Vamos retomar o quadro clínico da toxoplasmose nas pessoas que não são imunodeprimidas. Quais são os principais sintomas da doença?
João Silva de Mendonça – Os sintomas mais comuns são febre e, não obrigatoriamente, a presença de gânglios linfáticos que se avolumam, ficam um pouco dolorosos e podem ser percebidos pela palpação no pescoço, na nuca, atrás da orelha, nas axilas e regiões inguinais. A pessoa pode sentir também mal-estar e dores musculares.
A toxoplasmose é uma doença de evolução lenta, dura semanas. Nas pessoas com a imunidade elevada, pode ser tratada ou regredir espontaneamente, isto é, o parasita fica circunscrito numa situação residual apenas.
Drauzio – Você disse que em 80%, 90% dos casos, a infecção é absolutamente assintomática. Nos 10% ou 20% que restam, as pessoas podem ter sintomas, mas parte delas se cura espontaneamente sem necessidade de intervenção médica. Como se elegem os doentes que merecem ser tratados? 
João Silva de Mendonça – Deve-se tratar o paciente sintomático, aquele que manifesta sintomas prejudiciais e desconfortáveis, uma vez que dessa forma se acelera a recuperação.
No passado, duas ou três décadas atrás, tínhamos dúvidas se os remédios específicos usados para a toxoplasmose eram realmente ativos. Essa dúvida não mais persiste. Basta ver como reage o paciente com comprometimento imunológico e com neurotoxoplasmose.
Em se tratando dos imunocompetentes, a doença irá desaparecer sozinha, depois de um mês, um mês e meio de duração. Entretanto, a prescrição médica para encurtar esse período será muito útil para os pacientes com sintomas,
Drauzio – É um tratamento complicado, de difícil aceitação?
João Silva de Mendonça – Não é muito complicado. São remédios antigos como a sulfadiazida associada à pirimetamina, medicamento que já mereceu preocupação quanto às características de toxicidade. Trinta anos atrás, a medicina usava pirimetamina sem conhecer direito seus ciclos de metabolismo e eliminação. Hoje, eles são bem conhecidos e lida-se melhor e com mais segurança com esse medicamento.
Drauzio – Durante quanto tempo deve ser mantido o tratamento e a recuperação, quando acontece, é completa? 
 João Silva de Mendonça – O tratamento deve ser mantido durante algumas semanas, nunca menos do que três. A recuperação é completa. A resolução dos gânglios aumentados é um pouco lenta de tal sorte que a pessoa ainda pode apresentar gânglios menores do que estavam na fase aguda, embora maiores do que o normal, mas aos poucos o quadro irá se recompondo.
Drauzio – Depois de infectada, curando-se espontaneamente ou com o uso de medicamentos, a pessoa pode adoecer novamente ou adquire imunidade?
João Silva de Mendonça – A pessoa passa a ter o parasita residual em seus músculos. Se ela se expuser novamente, terá o que chamamos de reforço imunológico, sem risco de adoecimento. Se voltar a adoecer, será por causa de seu próprio parasita residual, o que geralmente significa queda das defesas orgânicas.
Link da matéria no site do dr. Drausio Varella - http://goo.gl/quevBF

Abaixo link para um texto sobre quais são as príncipais formas de contágio da Toxoplasmose.
http://goo.gl/mc17ki 

Assistam ao vídeo para entender as formas de contágio da doença e entendam que o gato não é o vilão:

Animação produzida para a Universidade Estadual de Londrina (UEL), departamento de veterinária, para conscientização sobre os perigos da Toxoplasmose. Desenvolvida em 2D com gravações de cenas do cotidiano explicando os fatores que levam a contrair a Toxoplasmose e como preveni-la.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Wildlife SOS: campanha para saber o que fazer com correntes que prendiam Rajú.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Apesar da boa intenção, campanha coloca em risco cães e gatos no Paraná



Imagens retiradas do site da Campanha Cãoiçara mostram a utilização de abraçadeiras utilizadas para identificação
Nos últimos dias vem chamando nossa atenção uma denúncia de que estão sendo utilizadas abraçadeiras de nylon Hellermann (nome comercial do famoso lacre também conhecido por outro nome que não vamos citar por motivos óbvios) em uma  página do facebook chamada Contra Criação de Fundo de Quintal.

Kit utilizado na identificação de cães e gatos na campanha Cãoiçara/PR
Várias postagens da página que citamos, alertam para o fato de que uma grande campanha, (nada contra isto muito pelo contrário, já que temos consciência da falta de ações deste tipo no nosso país) idealizada e promovida por Elaine Laufer,  responsável pelo site de Cinofilia  Delta Dog, estaria colocando em risco o bem estar e mesmo a vida de muitos animais ao utilizar o recurso destas abraçadeiras já citadas para pendurar um QR Code onde se presume devem constar os dados dos animais cadastrados para serem beneficiados pela ação.
Este é o link da campanha chamada de Cãoiçara http://goo.gl/qbXGEZ
mentora e Idelizadora do Projeto Cãoiçara  Elaine Laufer - See more at: http://deltadogkennel.com.br/servicos/caoicara/#sthash.bfN6PhwL.dpuf
Cinofilia Delta Dog KennelDelta Dog  com apoio de várias entidades ligadas a cinofília, incluindo a Sobraci, tem como proposta vacinar, desvermifugar e fazer consultas clínicas, além de indicar tratamentos para doenças ocasionais, e posteriormente castrar animais da população de várias ilhas do Paraná.  http://deltadogkennel.com.br/servicos/caoicara/
Por enquanto não há indícios de onde estão sendo registrado este cadastro, já que todos os QRs Code apenas remetem ao site de cinofilia citado acima, então fica difícil entender os motivos da utilização dos mesmos.
Em um debate onde a maioria pede para que a coordenadora  da campanha, Elaine Laufer volte atrás e admita que errou, e procure corrigir este equívoco o mais rápido possível não houve demonstrações de que estaria disposta a isso  http://goo.gl/gehgVY

Algumas observações importantes em relação ao recurso das abraçadeiras:
-não são flexíveis
-no caso de filhotes poderão enforcá-los quando crescerem caso não sejam retiradas pelos  proprietários
-em se tratando de gatos, estes poderão se enforcar caso se enrosquem em algo já que coleiras de felinos  devem abrir, ou serem elásticas, caso venham se enganchem em algo
-nem todo gato aceita o uso de coleiras e quando tentam se livrar podem enganchar o maxilar inferior ou mesmo uma pata
-em animais de rua o ideal é a microchipagem ou na pior das hipóteses o uso da tatuagem (requer sedação)
-deve se levar em conta que o material não é atóxico e que também poderá ocasionar cortes por ser pouco maleável
-o lacre não é regulável, ele apenas apertará mais e mais o pescoço dos cães e gatos
-coloca os animais em situação de vulnerabilidade caso sejam pegos por alguém que queira maltratá-los ou matá-los enforcados
-ninguém irá conseguir capturar a imagem de um QR Code no pescoço de um gato ou cachorro feral (arisco) já que para isso teria que chegar próximo para fazer a captura do código pelo celular, por este motivo existe a marcação de orelha já citada acima no texto. 
Saibam mais sobre a técnica. O banner é da Ong Felinos Urbanos que vem se especializando no assunto relacionado a controle de colônias de gatos.


Nota:  Há anos todos sabem que a microchipagem é utilizada para promover a identificação dos animais beneficiados pelas campanhas de castração gratuítas ou não. No caso de animais de rua, não domiciliados existe ainda a marcação internacional que consiste em um pequeno corte de ponta de orelha que possibilita a visualização mesmo a distancia de que aquele animal já está castrado e não precisa ser capturado novamente. Este é um protocolo utilizado na técnica do CED (captura, esterilização e devolução).