quinta-feira, 30 de abril de 2015

Alimentação enteral através de sonda esofágica. Entenda como isso pode salvar a vida de um animal.



Foto/vídeo Clinica Gattos

Recentemente uma protetora foi muito criticada em sua página pessoal porque disse que estava levando seu gato querido para colocar uma sonda esofágica, pois ele havia parado de se alimentar por estar doente e este era um recurso necessário para tentar salvá-lo.
Muitos que a criticaram foram até agressivos com a dona do gato em questão, afirmando se tratar de uma tremenda crueldade, motivo pelo qual resolvemos fazer essa postagem.
Afinal se o recurso existe e pode salvar a vida de um bichinho temos que fazer o possível para tentar esclarecer isto.
Escolhemos falar sobre este procedimento em gatos mas tudo o que vamos postar aqui também servirá para ajudar os que são pais de cachorro.

O que vem a ser alimentação enteral ou como se ouve falar menos tecnicamente "forçada"?

Um animal que por algum motivo parou de comer e está entrando em anorexia ou já está ictérico (mucosas e pele amareladas) precisa ser alimentado de alguma forma o quanto antes, principalmente se for um gato que é muito mais sensível a falta de nutrientes em seu organismo.
Por serem primordialmente carnívoros e dependentes de proteína,  os gatos são mais suscetíveis a adoecer caso fiquem  apenas um dia sem comer. Necessário observar com muito cuidado para se descobrir se é algo grave!
Um dos motivos da falta de vontade de se alimentar espontaneamente em gatos é a ocorrência da Lipidose Hepática e quanto antes for diagnosticada melhor.
Outras doenças também podem afetar o apetite dos felinos, por este motivo levá-los ao veterinário sempre que se observar a falta de apetite é aconselhável.

Após alguns dias de alimentação forçada é necessário se observar se ocorre o interesse do animal submetido ao procedimento em se alimentar normalmente, diminuindo se assim gradativamente a utilização da sonda e fazendo sua retirada.
Se um animal estiver inconsciente ou vomitando sem parar o procedimento não é recomendado, e o veterinário deverá indicar a alimentação intravenosa que é mais complicada e acarreta mais custos também.
Os tipos de alimentos a serem introduzidos, a quantidade e a consistência  deverão ser estabelecidas pelo médico veterinário.
As complicações decorrentes da utilização da sonda esofágica segundo os veterinários são poucas, e se o animal estiver estabilizado, há que se atentar apenas para alguma infecção localizada no pequeno corte feito para a introdução da mesma.

  Os tipos de sonda mais comuns são

Sonda naso-gástrica ou naso-esofágica -Este tipo de tubo é o mais simples de colocar geralmente com sedação e anestésico local, mas tem uma limitação de volume e da consistência da comida, pois como o diâmetro da sonda é pequeno, ela deve ser bem liquida. Não tem indicação para longo prazo de uso, podendo ficar por 5 a 7 dias.

- Sonda esofágica -Este tipo de tubo é maior do que um tubo naso-gástrico e entra no esôfago através de uma pequena incisão no pescoço. O gato deve ser anestesiados para colocar este tipo de sonda. Existem várias vantagens do tubo esofágico em comparação com um tubo naso-gástrico. O diâmetro maior do tubo de alimentação permite que o volume seja maior e a consistência do alimento seja mais firme. Essas sondas podem ser mantidas por períodos maiores, até que o animal volte a sentir vontade de comer.

Sonda gástrica- Sonda colocada diretamente no estômago através de procedimento cirúrgico. Apesar da facilidade de colocar alimento nesse tipo de sonda, o risco de acidentes e infecções é maior e por isso tem sido pouco usado

Fonte: Blog PetCare

Abaixo vídeos com procedimentos de limpeza, fixação da sonda e como introduzir o alimento via sonda esofágica feitos pelos veterinários da Clinica Veterinária  Gattos de Madrid.

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TÉCNICA CIRÚRGICA DE ESOFAGOTOMIA E ESOFAGOSTOMIA EM PEQUENOS ANIMAIS 
REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA  – ISSN: 1679-7353

http://pt.calameo.com/read/0019131711bd94aec5ad6 





 










3 comentários:

  1. Acabamos de salvar um pinscher de nome rebeca, que teve diarreia aquosa com sangue durante mais de 14 dias, possuía peritonite e exame de parvovirose negativo, foi salva pela sonda esofágica e dedicação dos donos e dos profissionais, pois a maior parte do tratamento é alimentação e hidratação. Não deixem o medo tomar conta. Boa matéria. Se quiserem o relato posso falar com a dona dela.

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  2. Após ser introduzida essa sonda esofágica a gatinha do meu amigo que estava internada a 6 dias começou a vomitar, evacuou sangue e veio a óbito, seria por causa desse procedimento?

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  3. por favor a minha cachorrinha precisou por uma sonda desta mas pegou uma bacteria e a veterinaria diz que é normal .aonde fez a insição para por o caninho esta saindo uma secreção espumosa e toda hora tem que estar limpando alguem pode me tirar a duvida se procede o que diz a veterinaria em ser normal obbrigado

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