terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Padre defende a caça e afirma que o "Não matarás" só se aplica a humanos.


Foto Divulgação Internet

Já não é de hoje que o ativismo pelos animais vem cobrando uma posição sobre a forma como a igreja católica lida com o direito dos homens sobre os animais.
Muitas são as petições implorando ao Papa Francisco para que se posicione contrário as festas religiosas em que animais são barbarizados principalmente na Espanha. O que muitos acreditavam é que este papa pelo fato de ter assumido um nome tão significativo teria um olhar especial para com os animais. Mas pelo menos até o momento não há sinal de que as crueldades em nome da igreja católica terão um final infelizmente para nosso desespero.

Como se não bastasse essa omissão da igreja católica perante tanto sofrimento e dor provocada em nome da religião, eis que em um momento extremamente delicado para os animais, já que parece que nossos políticos resolveram agradar seus eleitores sanguinários e vem propondo PLs e até emendas a constituição que parecem mais que as portas do inferno dos maus tratos e da matança se abriram e não conseguiremos mais fechar, surge um padre defensor da caça e de outras crueldades como testes em animais.
Inclusive estamos as voltas com um PL  propondo a legalização da terrível caça deixando a todos os que defendem os animais em estado de pânico. Estamos em ativismo contra essa barbaridade!!!

Em um epísódio recente e no mínimo controverso, eis que surge na página do filósofo e professor brasileiro Olavo de Carvalho que reside nos EUA, duas fotos referentes a  visita do Padre Paulo Ricardo, onde este se apresenta armado e uma outra onde aparentemente está caçando (foto que abre essa matéria).
Algo no mínimo inadequado a um representante da fé cristã se apresentar dessa forma quando sua figura existe para representar e pregar as palavras de Deus e de seu filho.
Que tal deixarmos  as armas para os policiais e soldados que escolheram portá-las para defender a população e seus países?

Foto divulgação internet

E para explicar o motivo de tanta polêmica eis que o padre divulga um longo vídeo em seu site que disponibilizamos aqui no blog.
Com o título Padres podem caçar? ele nos brinda com inúmeros conceitos e ideias que parecem ter como objetivo nos indignar e fazer com que tenhamos vontade de passar longe dessa igreja caquética e primitiva.
Seria muito  melhor que tivesse pedido desculpas pelas imagens publicadas e tivesse ficado calado.
Em muitos momentos ele  nos brinda com pérolas que ficariam mais adequadas aos tempos da inquisição, idade média ou das trevas como alguns preferem.
Ao discorrer longamente acerca da superioridade do homem sobre os animais, cita algumas práticas onde a igreja endossa a antiquada e ultrapassada ideia antropocentrista ( forma de pensamento comum a certos sistemas filosóficos e crenças religiosas que atribui ao ser humano uma posição de centralidade em relação a todo o universo, seja como um eixo ou núcleo em torno do qual estão situadas espacialmente todas as coisas (cosmologia aristotélica e cristã medieval), seja como uma finalidade última, um télos que atrai para si todo o movimento da realidade (teleologia hegeliana) e nos brinda com comparações extremamente inadequadas sobre os vegetarianos e ecologistas. 

Assistam ao vídeo e tirem suas conclusões:







Mas em resumo o que nos chocou tanto quanto a defesa da caça foi a forma como o padre insultou aqueles que decidiram excluir de sua dieta a proteína animal. 

A figura que ele faz questão de citar como vegetariano é Hitler, um dos personagens preferidos daqueles que fazem questão de causar mal estar aos que não são chegados em uma churrascaria!!!
Afirma que com o radicalismo existente nos dias de hoje surgirão entre os vegetarianos pequenos "hitleres". 
Existe inclusive um equívoco sobre o fato de Hitler ser vegetariano, segundo alguns historiadores ele teria sérios problemas de estômago, e por este motivo evitava ao máximo ingerir proteínas de origem animal. Mas com certeza mesmo que ele fosse é um absurdo sugerir que sua opção de dieta o tenha transformado em um monstro não?
Não nós não estamos inventando nada disso. Basta assistir ao vídeo para atestar a veracidade de tudo isto. 

Ao defender o direito a caça o Padre Paulo Ricardo consegue piorar ainda mais seu discurso. Segundo ele a igreja da qual faz parte entende que desde os primórdios o homem exerce essa atividade e por este motivo é natural que isso continue a ocorrer.  
Apesar de todos nós sabermos que com exceção  dos povos que ainda permanecem vivendo de forma primitiva, caso dos silvículas, a necessidade de se obter alimentos dessa forma já deixou de existir há séculos. 
Será que o padre já ouviu dizer que tudo que vive quer viver? 

E por um acaso elefantes, girafas, leões, tigres, antílopes, onças fazem parte do cardápio humano? 

Também segundo o padre, animais não possuem direito algum. Quem os possui são os humanos.
E segundo o padre fica muito claro no 5° mandamento que o "Não matarás" não se aplica aos animais e apenas aos homens. 
Hummmm... que cheiro de mofo e bolor credo!!!

Humanos podem matar, realizar testes, utilizar os animais para trabalho e entretenimento desde que não imponha sofrimento aos mesmos!!! 

Um trecho do catolicismo citado pelo Padre Paulo Ricardo

"Deus confiou os animais à administração daquele que criou à sua imagem. É, portanto, legítimo servir-se dos animais para a alimentação e a confecção das vestes. Podem ser domesticados, para ajudar o homem em seus trabalhos e lazeres. Os experimentos médicos e científicos em animais são práticas moralmente admissíveis, se permanecerem dentro dos limites razoáveis e contribuírem para curar ou salvar vidas humanas.

É contrário à dignidade humana fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas. É igualmente indigno gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas." [3]



Nota:
Lamentável que a igreja católica mantenha essa cegueira perante parte dos que habitam esse planeta e que estão em busca de evolução. 
Dessa forma dá para se entender porque vem perdendo tanto terreno para outras religiões e já não consegue atrair os jovens.  
Seus fiéis que nada questionavam estão envelhecendo e morrendo. A quem irão fazer essas pregações ultrapassadas e inadequadas? 
Talvez as paredes de seus templos e de suas igrejas cada vez mais vazias e aos incultos e ignorantes seguidores dessa religião arcaica e caduca. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Animais x condomínios - Desmandos extrapolam os limites das leis e regras.



Pouco posso dizer sobre o referido 'caso da Docinho', não me foi oferecida vista aos autos, nem mesmo fui procurada por nenhuma das partes envolvidas na lide com intuito de emitir parecer técnico sobre os fatos.
Posso considerar apenas os dados referentes a minha experiência profissional, casuística particular e a de colegas atuantes em medicina veterinária legal.
Atuo na especialidade desde 1997, porém predominantemente no ensino acadêmico e estudo/registro dos fenômenos de violência e suas conexões.
Talvez em função do meu tema estar mais vinculado às forças policiais, quase nunca atuei em processos civis, onde a questão é tratada com outro enquadramento jurídico.

Observo entretanto um certo 'empoderamento' dessas associações de moradores, amparadas por administradoras de condomínios e seus sindicatos, assim como no interesse de especulação de construtoras, incorporadoras e até agências de financiamento bancário, quando geram um processo de gentrificação* dos condomínios (tanto verticais, quanto horizontais).
Visivelmente estão conseguindo extrapolar as regras locais sobre as áreas comuns, na forma de adquirir verdadeiro efeito de poder paralelo, sobrepondo-se quase sempre até ao ordenamento jurídico comum das legislações municipais, estaduais ou federais.

Especialmente em seus parâmetros restritivos, em especial na parte que diz respeito à manutenção, circulação e permanência de animais. Pretendem regular não somente os espaços comuns, como aqueles privativos (a própria moradia do proprietário de lote ou fração de terreno).
Atingem diretamente o direito de propriedade, por serem os animais bens semoventes, e não objetos ilícitos.

Sua criação atende às necessidades humanas, seja em função da sua utilidade, como a guarda patrimonial, o esporte e entretenimento ou até mesmo na digna atividade de companhia.
Donde se conclui que a valoração da vida do animal não pode ser apenas mensurada pelo seu valor zoo técnico, ou seu custo, mas no valor intrínseco dos benefícios que trazem à vida de quem com eles interagem.

Não raro utilizam-se as associações de moradores, de práticas de coação e constrangimento nem mesmo muito civilizadas ou legítimas. Como no caso de algumas consultas que me fizeram.
Em vários condomínios os próprios 'agentes de segurança' (na verdade controladores de acesso ou porteiros/jardineiros terceirizados ou empregados) estavam(e ainda estão) exercendo o controle populacional de animais, quer seja com o uso de produtos tóxicos - ditos 'venenos', como com armas de fogo e outros recursos (incêndio, alagamento, etc); facilitando fugas de animais restritos ao domicílio e promovendo verdadeiras situações de pânico infundado sobre os outros moradores: existe até mesmo um 'laudo'(obviamente não oficial) circulando por associações no entorno da grande São Paulo, assegurando que alguns animais são altamente perigosos pela possibilidade de transmissão de gripes 'mortais', do tipo H1N1.

As ações levam o codinome de 'controle de pragas', usualmente estão vinculadas a empresas não confiáveis ou irregulares atuantes no mercado especificamente com esta finalidade.
A 'limpeza' não fica restrita a ratos, roedores, pombos ou insetos, mas também aos animais domésticos em situação de rua, semi domiciliados, ferais e pasmem, até mesmo animais silvestres!
Parece ter virado 'mania' o uso de produtos praguicidas nas áreas verdes de jardins, ou de reserva de mata nativa (particularmente nos empreendimentos horizontais), causando dizimação de peixes dos mananciais e de um grande número de aves, especialmente algumas silvestres que utilizam estes redutos de mata em suas rotas migratórias.

Inclusive, por causarem perturbação do tipo ruído, derrubam-se palmeiras de coquinho, árvores frutíferas e outras espécies silvestres da mata nativa que servem de abrigo a estas aves. Até mesmo ações específicas de 'caça aos sapos' e outros animais rasteiros são acobertadas pela pretensa captura de cobras e aranhas peçonhentas.

Fui informada e há testemunhos de que em vários condomínios (em verdade, na sua maioria falsos condomínios) da minha região muitas aves (às centenas) foram doadas a uma certa figura política conhecida, ao modo de resgate, sendo levadas literalmente em caminhões de mudança a algum pretenso santuário particular...(em tramite desconhecido oficialmente pelas autoridades ambientais) Tudo isso para tentar demonstrar que no meu entendimento esses ganhos de causa contrários à posse de animais simplesmente não são só um precedente isolado, mas um modo operandi de fazer vingar interesses econômicos específicos, e fazer valer o que se pretende entender por consenso comum: que no interesse da coletividade, não haveria interesse pela presença dos animais.

Em verdade pretende-se com isso facilitar a manutenção e manejo dos espaços condominiais e justificar alguns salários e custos com 'segurança', por exemplo. Retiram-se os animais do domicílio mas contratam-se empresas terceirizadas com cães de aluguel. Não há outra lógica nisso.

Nas condições do meu trabalho como perita, fundamenta-se o direito à remoção do animal com base no art. 42 da LCP - contravenção penal de Perturbação do Trabalho ou do Sossego Alheio, conforme segue e no destaque : Art. 42.
Perturbar alguém o trabalho ou o sossego alheios:
I – com gritaria ou algazarra;
II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;
III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;
IV – PROVOCANDO OU NÃO PROCURANDO IMPEDIR BARULHO PRODUZIDO POR ANIMAL DE QUE TEM A GUARDA:

Como prova da existência dos fatos basta arrolar testemunhas, sequer cabendo laudo pericial(por se tratar de contravenção). Nem mesmo perícia de constatação e registro de barulho ou perícia comportamental por parte da perícia especializada, como acontece em alguns países outros com legislação equivalente.
Aliás, a constatação de incomodo como colocado na contravenção independe do número, porte, raça ou espécie de animal. A jurisprudência a favor da remoção costuma elencar DIREITO DE VIZINHANÇA – MAU USO DE PROPRIEDADE VIZINHA – PERTURBAÇÃO À SEGURANÇA E AO SOSSEGO – INOBSERVÂNCIA DAS REGRAS DE VIZINHANÇA. 

Alguns municípios possuem regulação específica referente a POLUIÇÃO SONORA E LEI DO SILÊNCIO, que em muitos casos também vem sendo aplicados sobre e contra a posse de animais. Mas como entender o caso de alguns proprietários, pressionados a se desfazer de seus animais, até mesmo idosos, para justificar o cumprimento das convenções, quando em muitos casos os animais inclusive são preexistentes aos queixosos ou ' detentores ' do regramento local?

Texto de autoria da Dra. Heidi Ponge-Ferreira 
Médica Veterinária atuante em Medicina Veterinária Legal e Medicina do Coletivo. Trabalho com perícias especialmente com enfoque em colecionismo/acumuladores ou fenômenos de violência (maus-tratos).
Email para contato: h.ponge@gmail.com 

 
*Gentrificação

Chama-se gentrificação (do inglês gentrification) o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada.[1][2].

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Filme Quatro Vidas de um Cachorro é denunciado por maus tratos a pastor alemão.


Durante muitos meses de publicidade intensa muitos puderam ler nas timelines de nossos amigos frases onde diziam já estar preparando os lencinhos para a choradeira que sem dúvida iria acontecer na estreia de mais um filme daqueles que os amantes de cães sabem que vão se acabar de emoção!
E realmente assistindo ao trailer do filme já se previa que choraríamos rios de lágrimas.

Quem não se emocionou com o terrível Marley e eu, ou então com a história de Hashiko, ou torceu muito para que Beethoven escapasse daqueles ladrões malvados?

Pois bem todos estavam aguardando ansiosamente a estreia do filme "arrasa coração de cachorreiro", Quatro Vidas de um Cachorro, título original A Dog Porpuse mas eis que o encanto acaba de ser quebrado!!

Um vídeo em que aparece um treinador forçando um pastor alemão terrivelmente apavorado sendo obrigado a entrar em uma piscina que simula um rio com forte correnteza, vazou na imprensa e toda aquela vontade de assistir o filme passou rapidinho.
Nota se que o animal faz de tudo para não entrar e é empurrado diversas vezes e que evidentemente não deveria jamais ter sido forçado a executar a cena em questão, configurando maus tratos e total falta de ética por parte deste treinador.

O site de notícias TMZ publicou o vídeo onde se pode observar os maus tratos a que o cão é submetido pelo treinador sendo obrigado a entrar na piscina onde 8 motores movimentam a água dando a impressão de uma forte correnteza. Após alguns instantes em que o cão finalmente entra nota se uma agitação porque ele havia submergido e todos se apavoram e param de filmar (vejam o vídeo até fim).

video

Segundo o site, a filmagem ocorreu em uma piscina na cidade de Winippeg no Canadá em 2015.
Consta que o diretor Lasse Hallström, estava presente durante toda a ocorrência. 
A Universal Pictures declarou ao site TMZ que haverá uma investigação sobre o abuso sofrido pelo animal. 

A Ong Peta People for the Ethical Treatment of Animals está tentando fazer com que o filme seja retirado do circuito de cinemas e vem fazendo uma campanha forte em sua página do facebook pedindo que haja um boicote. Mas se depender dos comentários na postagem da postagem da Ong nem será necessário muito esforço para que as pessoas repudiem o filme. 


 
Nota:

A grande verdade é que aos poucos o véu da ilusão vai descendo, e eis que bem em  frente aos nossos olhos e de nossa alma sensível se revelam as dores dos animais.
E ao percebermos que animais treinados para determinadas funções, ou para participarem de shows, filmagens e desfiles muitas vezes sofrem crueldades, humilhações e são desrespeitados em sua essência pode nos deixar tristes e em choque,  mas não podemos jamais  nos calar frente a isso.
Questionar e analisar tudo o que chega até nós é dever de todos os que amam e lutam pelos direitos dos animais.

 



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Febre amarela - Os macacos assim como os humanos também são vítimas.


Arte: Maycon Portugal

Essa triste imagem abaixo vem circulando nas mídias sociais e voltou a causar preocupação dos que como nós amam os animais e lutam para defende-los.
Trata se de um macaco encontrado morto que foi abatido a tiros na cidade de Manhuaçu/MG sem nenhuma relação com a Febre Amarela conforme constatação da Polícia Militar de Meio Ambiente.


Por ignorância ou mesmo por falta de informações corretas por parte dos que elaboram reportagens a respeito da febre amarela,  muitas pessoas acabam acreditando erroneamente que os macacos são os responsáveis pelo surto que vem ocorrendo em alguns estados, quando na verdade além de também serem vítimas, ainda são importantes sentinelas para a detecção de novos casos.


Abaixo um texto sobre a importância do  papel desempenhado pelos macacos em regiões onde vem ocorrendo a transmissão da febre amarela silvestre.

Fonte: http://blog.saude.mg.gov.br

No Rio Grande do Sul infelizmente também aconteceram casos de agressão e morte a bugios.
Na entrevista o veterinário Marcelo Cunha do Zoológico de Gramado/SC esclarece que estes animais funcionam como sentinelas, também são sensíveis a infecção assim como os humanos e não são vetores. Os transmissores da doença são os mosquitos. 
Vejam a entrevista na matéria do R7 : http://r7.com/hR7T


Preocupados com a violência contra os macacos algumas páginas de proteção a determinadas espécies, como é o caso do Projeto Muriquis do Caparaó começam a se mobilizar para poder tentar esclarecer as pessoas sobre o equívoco que é agredi-los ou matá-los https://goo.gl/7GqaF0


Segundo os especialista a febre amarela urbana não ocorre em nosso país desde 1942.
Os casos de vítimas da doença que tem sido notificados e noticiados tratam se apenas de casos da febre amarela silvestre.
Maiores informações sobre a doença em relação aos locais aonde vem ocorrendo e número de vítimas pode ser encontrado neste link https://goo.gl/jnoOwX





segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

EUA - Falsos protetores são acusados de abater cães retirados de abrigo a tiros

Brian Moore e a namorada Whitney Smither - Foto Daily Mail

O casal que está sendo denunciado por maus tratos, desaparecimento e mortes de animais retirados de um abrigo do Texas/EUA usava a desculpa de dar Lar Temporário a animais que estavam enquadrados no código vermelho, ou seja em vias de serem eutanasiados (a maioria dos abrigos no país ainda é eutanasico e não pode ultrapassar o número estabelecido de animais sob sua tutela) até que os mesmos conseguissem ser adotados.

A falsa protetora  Whitney Smither, uma estudante recém formada no ensino médio chegou a retirar mais de 100 animais do abrigo da cidade de Fort Whort.
Após a investigação e repercussão do caso seu namorado Brian Moore confessou que atirou em cerca de 8 animais causando suas mortes, porque segundo ele, estavam infectados com o verme do coração e outras doenças que poderiam afetar outros animais ou mesmo humanos!!!

Muitos animais estão sendo encontrados pela região em estado de abandono segundo o xerife da área.
Os veterinários que estão atendendo os, atestam muitas doenças e evidências de maus tratos. 

No total o casal retirou do abrigo cerca de 80% de animais resgatados por um grupo em 2016, conclusão a que chegou um investigador da própria equipe do abrigo.
Segundo ele essa falsa protetora enganou muito gente com suas postagens nas redes sociais.


O grupo de resgate Ark-La-Tex Animal Rescue responsável por tirar das ruas os animais e que atua junto ao abrigo de onde foram retirados todos os animais pelo casal criminoso, postou em sua página um post agradecendo a outro grupo de resgate chamado Dallas Dogrrr que atua na região, por ajudá-los com os animais que estão sendo encontrados e mesmo com os que ainda estavam vivos na casa do terror.


Foto jornal Daily News

Junto aos animais abatidos a tiros foram encontrados muitos doentes, com bicheiras, em péssimas condições de saúde e de maus tratos.
Várias partes de corpos também estavam espalhados pelo local.
Um pitbull paraplégico de apenas um ano chamado Charlie foi um dos que foram encontrados mortos na residência do casal.
Alguns animais que foram mortos estavam micro chipados o que facilitou a investigação da polícia.

O namorado cúmplice Brian Moore cometeu pelo menos 8 delitos ligados a maus tratos e responderá por eles.
Já Whitney não foi mais encontrada na cidade onde cometeu os crimes e está sendo procurada em Indiana.

Que isso sirva de alerta aos que acham que todos os que afirmam proteger animais são de fato honestos e éticos.

Nota:
Aqui mesmo no blog já fizemos uma postagem sobre o perigo dos hotéis e LTs. Todo cuidado é pouco quando se trata de  colocar vidas nas mãos de estranhos.
Jamais mandem os animais para estes locais sem fazer uma visita. Temos aqui também uma outra postagem com um contrato contendo os direitos e as obrigações de quem utilizar os serviços deste estabelecimentos.
Todos devem ser visitados constantemente porque quem vê cara não vê coração nem instalações ou as condições em que ficam alojados os animais indefesos.