sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vai comprar ossos de couro para seu dog? Antes leia essa matéria!!!

 

O alerta de uma postagem feita há alguns dias no facebook com a denúncia da dona de uma cadela nos motivou a pesquisar sobre o produto. Esperamos que possa ser útil e evitar que mais animais venham a sofrer com algo semelhante.

Obs: ao fecharmos essa matéria e consultarmos a dona da Cacau soubemos que ela está sem comer nada sólido desde o dia da cirurgia porque teve um estreitamento do esôfago (estenose) e não está reagindo nada bem. #precesparaCacau

Quando alguém compra um daqueles ossinhos de couro para seu animal de estimação não imagina jamais que poderá estar dando a ele algo nocivo ou que poderá lhe ocasionar sofrimento ou até mesmo a morte, porém é isso o que tem sido visto agora que as mídias sociais nos possibilitam saber destas histórias que envolvem relatos pavorosos.
A princípio estes ossos foram desenvolvidos com o intuito de diminuir o tártaro e distrair os cães entediados. Porém quando se tornam um chiclete gelatinoso já perderam totalmente o objetivo inicial para higienização dos dentes.
E desta forma acabam sendo mastigados por horas e viram uma gelatina que ao ser engolida pode colar em algum órgão interno do animal, como esôfago, estomago ou intestino, e que precisará de intervenção cirurgica para a sua retirada quando o houver tempo necessário para isso e os donos puderem perceber qual o problema está afetando seu animal.

Já vimos outras postagens denunciando o perigo destes ossos de couro porém nenhuma que relatasse como são feitos para ser comercializados.

Encontramos um material em inglês e vamos traduzir pelo menos o básico para que os amigos do blog possam entender um pouco mais sobre este produto e evitar dessa forma que seus amados dogs possam ter algum tipo de problema que os faça adoecer ou até mesmo vir a óbito.


O produto é elaborado geralmente a partir de couro bovino e para se tornar menos “feio” passará por processos de clareamento, embelezamento e será enrolado na forma de ossinho para poder se tornar atrativo aos compradores. Trata se então de um subproduto de couro e então seu animal estará mastigando um pedaço de couro isso é importante de se entender.
Resumindo são retalhos de couro que após o abate do boi será enviado para algum cortume para disfarçar sua origem, afinal ninguém compraria um pedaço de couro preto ou com pelos.

Passo 1 - Uma vez no curtume os couros serão embebidos e tratados com uma solução de soda cáustica ou de cinzas e também uma receita altamente tóxica do sulfureto de sódio.
É desta forma que será retirado o pelo e a gordura existente no couro original do boi.

Passo 2 - Agora que temos a camada interna da pele, é hora de ir para a fase pós curtume.
Os couros são lavados e branqueados usando uma solução de peróxido e / ou de branqueamento de hidrogênio.
Isso também irá ajudar a remover o cheiro do couro podre ou pútrido.
Um bônus gente!!!

Obs:
Segundo uma pesquisa realizada por uma Ong internacional podem ser utilizados outros produtos quimícos além destes aí se caso o branqueamento não ocorrer apenas com este processo citado acima. Esta Ong também conseguiu rastrear a origem de alguns couros usados para confecção dos tais ossos e chegou a conclusão que viriam do abate de animais da Tailandia que são mortos de forma cruel e muitas vezes com doenças.

Passo 3 – Depois vem a etapa de transformar as folhas esbranquiçadas do subproduto do couro
em algo que possa despertar o paladar de um cachorro e que influêncie o dono levando a acreditar que está comprando um osso para seu animal para ele ficar feliz!!!
Alguns produtos são pintados para ficar mais atraentes então. Mas com que tinta? Alguns podem ser pintados com uma camada de óxido de titânio para ficar mais branquinho e fofo!!!

Trecho da matéria do link onde foi citada a pesquisa feita pela Ong internacional:
"... A Ficha de Segurança revela uma confecção tóxica contendo a substância cancerígena FD & amp; C Red 40, juntamente com conservantes como o benzoato de sódio. Mas rastrear os efeitos da exposição a substâncias químicas é quase impossível quando é uma questão de envenenamento lento, de baixa dose. "
- Thebark.com

Após a pintura do couro é chegado o processo final.

Passo 4 – Para que adquiram o formato de osso torcido qualquer tipo de cola pode ser usado. Nos EUA como não são considerados alimento não existe uma regulamentação evitando o uso de produtos que possam fazer mal a um animal.
Se lá é assim imaginem nos países onde mal se fiscaliza o que os humanos ingerem!!!

Quando testados: chumbo, arsênico, mercúrio, sais de cromo, formaldeído e outros produtos químicos tóxicos têm sido detectados nas peles.

Finalmente, é hora de empacotar e anexar todos os rótulos de marketing para comercializar o produto.


Este material foi baseado em uma postagem do facebook onde foi publicado este banner abaixo que explica didáticamente como é a produção dos ossinhos de couro:
https://goo.gl/CJHcqg

E para não restar dúvidas sobre o tratamento dispensado ao couro um outro material que discorre sobre cortume e produtos utilizados.
http://www.crq4.org.br/couros_e_peles


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Atuação de médicos veterinários foi decisiva no caso Dalva, a serial killer de animais de SP.

Na nossa postagem anterior onde relatamos a história completa da investigação que levou a condenação Dalva Lina da Silva já havíamos nos referido a atuação dos médicos veterinários no caso Dalva. O texto abaixo divulgado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária reconhece a importância deste excelente trabalho que foi decisivo na condenação da criminosa e que merece cada vez mais destaque na área da medicina veterinária. 

EsquadrãoPet

 

Médicos Veterinários ajudam Justiça Brasileira em condenação inédita por crime contra animais

19 de junho de 2015

O trabalho de uma equipe de médicos veterinários foi essencial para a decisão inédita da Justiça Brasileira de condenar uma pessoa à prisão por maus-tratos e morte de animais.
O caso teve início em 2012, quando 37 cachorros e gatos foram encontrados mortos em sacos de lixo, na capital paulista. As provas deram início ao processo que resultou na condenação, no dia 18 de junho,  de Dalva Lina da Silva, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a mais de 12 anos de prisão, além do pagamento de multa.
Em casos anteriores, semelhantes a esse, as penas aplicadas foram mais leves, como prestação de serviços comunitários e multas.
O médico veterinário Paulo César Maiorka, integrante da Comissão de Especialidades Emergentes (CNEE) do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) coordenou o trabalho de perícia no caso. A pedido da Polícia Militar, a equipe recebeu os cadáveres dos animais e  realizou os exames de necropsia, além de colher o material para exame toxicológico.
“A Polícia Militar de São Paulo nos pediu urgência na emissão dos laudos porque era um crime de morte em massa. Os exames realizados serviram para constatar que houve mesmo maus-tratos e crime, os animais eram saudáveis”, afirma Maiorka.
A Medicina Veterinária Legal é um ramo da profissão que faz a ligação e aplicação dos conhecimentos técnicos às questões judiciais e aos aspectos legais do exercício profissional. Os laudos periciais feitos pelos médicos veterinários são essenciais para que o Ministério Público, Polícia Civil ou Polícia Federal, por exemplo, obtenham provas para processos de crimes contra a fauna ou animais domésticos, por exemplo.
O presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Benedito Fortes de Arruda, destaca que a Medicina Veterinária Forense é um apoio científico para desvendar crimes, maus-tratos e fraudes.
“Graças a verdadeiros estudiosos esta área do conhecimento tem mostrado um crescimento fantástico. Exige-se para seu desempenho, conhecimentos de balística, direito penal e civil, processual, patologia forense, laboratório, ética, entre outros. O CFMV está atento a essa área, cuja expansão de atividade é presente em todos os continentes. Queremos que mais médicos veterinários venham participar da Medicina Veterinária Forense e planejamos, para breve, cursos de capacitação de profissionais”, afirma Arruda.
Os exames mostraram que Dalva Lina da Silva, que não era médica veterinária, usou injeção de cetamina, uma substância anestésica de uso restrito. Os animais foram encontrados com várias perfurações e morreram de hemorragia.
Dalva Lina da Silva foi processada pelo Ministério Público pelo crime previsto no artigo 32, parágrafo 2º, da Lei Federal de Crimes Ambientais por maus-tratos seguido de morte dos animais. Além disso, acrescentou-se mais uma acusação, a de uso de substância proibida.
“Essa condenação é exemplar e esperamos que, dessa forma, nós consigamos realmente proteger os animais do nosso país de situações de maus-tratos”, afirma a presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do CFMV, Carla Molento.
Uma das prioridades da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (CEBEA) do CFMV é trabalhar com os profissionais de Medicina Veterinária e Zootecnia e com a sociedade, questões relacionadas aos maus-tratos, abuso e crueldade com animais.

Fonte:
Assessoria de Comunicação do CFMV


Nota:
Saibam mais sobre a atuação do médico veterinário na perícia criminal.
http://goo.gl/b9DH9w 












sexta-feira, 19 de junho de 2015

Caso Dalva – Da investigação a condenação. A história completa com fotos e fatos inéditos.


Dalva com uma provável futura vitima que lhe entregaram
Estamos comemorando hoje uma das mais importantes conquistas na causa de defesa animal do Brasil. Um grupo de protetores e ativistas conseguiu levar a condenação uma criminosa que se passava por protetora que maltratou e matou milhares de animais durante anos e anos na cidade de São Paulo.
Abrindo um importante precedente para que outros casos onde venham ocorrer a morte ou maus tratos de animais no Brasil, finalmente o monstro da Aclimação como é chamada a serial killer de animais, Dalva Lina da Silva, foi condenada a 12 anos de prisão pela morte de 37 animais encontrados no lixo por um detetive particular em 2012.

Também estamos muito orgulhosos de saber que  parte da ação que levou a justiça paulista a condenar essa criminosa sádica partiu de um grupo de protetores independentes. Estamos igualmente felizes por saber que existem juízes sensíveis aos crimes cometidos contra os animais neste país. A pena inédita e exemplar foi determinada pela juíza Patrícia Álvares Cruz a nova vara criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.


Mas vamos contar um pouco de como tudo começou e porque o grupo que se uniu para levantar o dinheiro para pagar o detetive preferiu ser discreto e deixar apenas a Ong Adote um Gatinho a frente da ação.

A história da Dalva já vinha se arrastando por anos sem que ninguém da proteção se interessasse em desvendar o mistério que envolvia aquela casa. Muito pelo contrário, era muito comodo entregar centenas de gatos sem ter que se preocupar com o que seria feito deles essa é a triste verdade por trás de toda a crueldade praticada. 

Apesar de que há uns 3 anos antes do flagrante na casa da Dalva ser feito pelo detetive, a Ong Adote um Gatinho já haver divulgado em um e-mail que havia algo errado com a tal criatura, ninguém deu muita importância e continuou a entregar animais para ela.
Ninguém conseguia acesso ao tal abrigo que ela dizia possuir, ninguém jamais procurava saber o que era feito das centenas de gatos que eram entregues a ela diariamente. Enfim vestígios que iam sendo observados e que levantavam várias questões não tinham resposta. 


Vista de parte do cenário da casa da Dalva
Apenas de uma colônia de gatos que havia na Santa Casa  foram entregues mais de 150,  de um bairro da zona norte chamado Cachoeirinha centenas e mais centenas, do Conjunto dos Bancários segundo consta cerca de 80.  Animais indefesos que devem ter tido o mesmo destino dos 37 encontrados no lixo e infelizmente um local onde se aceite essa quantidade de bichos já deveria levantar sérias suspeitas. Quem os “encaminhou” não era inexperiente e jamais deveria tê-los entregue para a criminosa. Até mesmo Ongs famosas indicavam a Dalva para encaminhamento de animais...um fato lamentável este!!!
Taxidogs também entregavam dezenas ou até mesmo centenas de gatos para essa mulher sem que nenhum protetor procurasse investigar o destino dos pobres indefesos.

E aí fica a pergunta: Que proteção animal é essa gente?

Uma das cenas mais chocantes do caso Dalva
E por tudo isso foi que o grupo de protetores e ativistas resolveu que era chegada a hora de fazer algo e assim formaram um grupo que bancaria o valor cobrado pelo detetive indicado por uma policial.
Porém os protetores envolvidos não conseguiriam bancar todo o valor e foi então que se decidiu entrar em contato com a Ong Adote um Gatinho, que se comprometeu a pagar a outra metade do valor estipulado pelo detetive.

Além do que, era importante que uma entidade constituída fizesse parte da ação. Em contato com o dr Rodrigo, advogado da Ong firmou se a posição sobre o anonimato.

Havia também outro problema que era o fato de que alguns protetores morarem muito próximo ao bairro da criminosa e temiam por sua segurança e por este motivo foi decidido que não seriam citados.

Durante algumas semanas o detetive fez campana em frente a casa da Dalva e investigou e quando encontrou os cadáveres dos 37 animais acionou a polícia.

Embora para nós ele tenha sido um pouco prematuro enfim o flagrante havia sido feito e o restante da história a mídia divulgou exaustivamente.

Mas como nada é perfeito no dia seguinte ao flagrante eis que os cadáveres continuavam na calçada e poderia se perder todas as provas porque a policia não tinha disponibilidade no momento de executar a perícia.

O grupo foi orientado a pedir ajuda ao deputado Ricardo Tripoli, que através de sua assessoria jurídica entrou em contato com o dr. Paulo Maiorka  perito e especialista em Patologia Animal da USP para receber os cadáveres dos animais.  Sem essa providencia as provas teriam se perdido e hoje não poderíamos estar comemorando essa condenação inédita aqui no Brasil.

Este caso tem servido inclusive de exemplo, sendo citado pela dra Fernanda Salvigni/USP em um seminário ocorrido no ano passado na própria instituição sobre a importância da pericia em casos de crimes contra animais.  
Por ter características muito próprias fica a  certeza de que agora com a conclusão poderá ser citado como um fator de sucesso nessa condenação. 
Temos que agradecer a todos os peritos envolvidos, incluindo a dra Heidi Ponge que orientou o grupo sobre como proceder após o flagrante quando procurada. 

Apesar de alguns protetores terem tentado corrigir o erro de ter  entregue animais para a Dalva e terem inclusive  se oferecido para depor nem todos foram ouvidos no inquérito infelizmente porque poderíamos ter mais provas contra a criminosa.

Nenhum dos protetores e ativistas que fez parte deste grupo participou do protesto que depredou a casa da Dalva após ela ser desmascarada.


No restante ainda ficaram alguns questionamentos que continuarão a nos incomodar tal como:
-De quem a Dalva comprava os produtos utilizados para matar os animais? E com que CRMV eles eram comprados se alguns que foram encontrados na casa no dia do flagrante são de uso estritamente profissional?
-Quem foi o veterinário que a ensinou a usar estes produtos? Ou que cedia seu registro para as compras serem feitas?
-Porque o conselho tutelar não tomou nenhuma atitude se havia uma criança naquela residencia onde se matava tantos animais?

Uma dona de casa quase perfeita
-Porque a filha mais velha não foi ouvida no inquérito se pelas fotos feitas e apresentadas pelo detetive ela participava ativamente das atividades da mãe? (vejam fotos muitos suspeitas dela colocando sacos de lixo no carro).

Para onde eram levados tantos sacos de lixo? e porque?
 -E porque apesar de todos estes crimes ainda foi permitido a Dalva continuar a ter animais em seu poder? Será que os protetores do Paraná estão acompanhando o que está sendo feito na cidade onde ela está morando?

Enfim hoje temos a certeza de que o caminho escolhido para desmascarar talvez uma das maiores psicopatas que já se teve conhecimento foi o correto, e que a forma como o grupo conduziu este caso foi extremamente importante e assertivo.

Para consulta:


Ré: DALVA LINA DA SILVA
Processo
nº: 0017247-24.2012.8.26.0050
C-1554/13
Assunto Ação Penal
Procedimento Ordinário
Crimes contra a Fauna

consulte o processo na íntegra em https://goo.gl/3mStRx

Nota:
Gostaríamos de lembrar aos que resgatam animais que existem outros lobos em pele de cordeiro na proteção animal, e que ao entregar um bicho para eles você estará colaborando com algo que pode representar sofrimento, dor, crueldade e mesmo a morte rápida ou lenta dependendo da forma doentia que estes criminosos escolhem para torturar e matar em nome do “amor” que sentem.
Não passa um mês sem que tenhamos notícias de algum colecionador ou mesmo estelionatário que é descoberto e desmascarado nestes últimos tempos. 

Obs:

Todas as fotos desta postagem foram feitas pelo detetive Edson Criado.

 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Veterinárias de Santa Catarina garantem na justiça o direito de continuar a fazer mutirões de castração.


Fotos Facebook Dra Katia Chubaci

Por mais incrível que possa parecer volta e meia veterinários se manifestam contra os mutirões de castração que devagar vão se espalhado pelas cidades do Brasil.
Desta vez foi o  Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina que resolveu tentar impedir que estas ações maravilhosas organizadas por Ongs e protetores independentes e que são realizadas com os devidos cuidados por profissionais competentes deixassem de acontecer por lá.
Sem ter nenhuma sensibilidade por aqueles que se esforçam e se doam para poder conseguir fundos para realização destes eventos de esterilização em suas pequenas cidades, muitas vezes desprovidas de total interesse por parte dos prefeitos e veterinários locais, resolveram tentar através de um processo na justiça impedir que animais sejam castrados para diminuir a super população, as crueldades e as doenças que podem até mesmo atingir humanos através das zoonoses.

Pode parecer algo que nenhum de nós sequer imaginaria  já que o objetivo de um órgão que representa a classe dos profissionais ligados a área de saúde animal,  deveria ser sempre a de divulgar e incentivar cada vez mais a esterilização em massa dos animais deste país gigantesco, onde as ruas se encontram infestadas de cães e gatos sem domicílio. Porém essa não foi a primeira nem será a última vez que tentarão impedir a realização dos mutirões de castração.
Para quem não sabe muitos veterinários se sentem ameaçados quando algum profissional de outra cidade é contratado para realizar um mutirão de castração, já que nem sempre existe interesse deles em realizar alguma ação solidária.
E mesmo quando existe veterinário que domine a técnica da castração, os valores cobrados são tão exorbitantes que chegam próximo ao de uma cirurgia plástica (sic) e obviamente a população não tem condições de pagar!!!
Ao invés de se voluntariarem para aprender a castrar mais e melhor e poderem desta forma colaborar com sua comunidade, eles denunciam o colega. Pasmem amigos do blog!!!

Mas a notícia boa é que o CRMV/SC foi derrotado na justiça em todas as instâncias  e agora os veterinários solidários poderão continuar a realizar os mutirões de castração sem precisar se preocupar com denúncias já que o Supremo Tribunal de Justiça julgou improcedente a ação movida por este órgão. Ou seja, perderam em todas as estâncias e nada mais pode ser feito para impedir que mais e mais animais sejam esterilizados pelas queridas veterinárias Kátia Chubaci e Marina Moneta Dante.
Duas lindas e dedicadas profissionais que vem mudando a realidade de milhares de animais já que "castrando se um salvam se milhares".
Parabéns as duas excelentes veterinárias e que Deus as abençoe sempre para que possam prosseguir em sua missão, e que sirvam de exemplo para outros colegas que antes de mais nada amam sua profissão e os animais.

Abaixo a sentença do Ministro do Supremo Og Fernandes:

Nº de Processo  1468677
Orgão   STJ - Superior Tribunal de Justiça
Cidade  Brasília
 
(3138)
RECURSO ESPECIAL Nº 1.468.677/SC
(2014/0173212-2)
RELATOR : MINISTRO OG FERNANDES
RECORRENTE : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO
ESTADO DE SANTA CATARINA CRMV/SC
PROCURADOR : EMILIO LOHMANN E OUTRO(S)
RECORRIDO : KÁTIA CHUBACI
RECORRIDO : MARINA MONETA DANTE
ADVOGADOS : EDUARDO GOELDNER CAPELLA
THIAGO DIPPE ELIAS E OUTRO(S)
DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de recurso especial interposto pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do
Estado de Santa Catarina - CRMV/SC, com amparo no art. 105, III, a, da CF/88, contra acórdão
proferido pelo TRF da 4ª Região, assim ementado:
ADMINISTRATIVO. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA
VETERINÁRIA. ESTERILIZAÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS.
MÉDICAS VETERINÁRIAS RESPONSÁVEIS TÉCNICAS. REGISTRO
NO CONSELHO.

I. A discussão travada no caso sub judice, se relaciona diretamente à saúde
pública e à promoção do bem-estar dos animais e das pessoas.

 
II. Nessa senda, a resolução do CRMV é ilegal, desbordando dos estritos
contornos do exercício da sua competência administrativa, além de o Conselho
ter desconsiderado a relevância social do desenvolvimento de programas de
controle populacional de cães e gatos.


III. Ressalte-se que a castração de cães e gatos, tanto de machos, quanto de
fêmeas, traz diversos benefícios para a saúde do animal, evitando doenças
comuns na idade avançada (como o tumor de mama em fêmeas; prostatite e
hérnias perianais, em machos), além de modular o comportamento agressivo do
macho, bem como tem o condão de impedir a reprodução indesejada.


IV. Outrossim, o procedimento é realizado com bastante segurança, uma vez
que é feito por profissionais devidamente habilitados (médicos veterinários) e
regularmente inscritos no CRMV.


V. Assim, devem ser afastados os óbices colocados pelo CRMV/SC, ao se
exigir das impetrantes o cumprimento de requisitos desarrazoados e sem base
legal para a execução de campanhas de controle populacional de animais
domésticos.


VI. Sentença que se mantém.

Alega o recorrente a existência de violação dos arts. 1º da Lei n. 12.016/09; 7º e 8º da Lei n.
5.514/68, bem como da Resolução CFMV n. 962/10, que regulamenta a profissão de médico
veterinário.
Aduz, no aspecto, que a Corte de origem autorizou a realização de procedimentos de
contracepção de cães e gatos, com a finalidade de controle populacional desses animais, sem impor a
necessidade de observância dos regramentos profissionais tutelados pelo respectivo Conselho de
Medicina Veterinária.
As contrarrazões foram apresentadas às e-STJ, fls. 400/409.
Parecer do Ministério Público Federal (e-STJ, fls. 431/435) pela negativa de seguimento da
iniciativa.
É o relatório.
O aresto regional (e-STJ, fls. 342/343) contém fundamentos de índole constitucional e
infraconstitucional, qualquer deles suficiente para manter o julgado, conforme se observa nos trechos
abaixo transcritos:
A Constituição Federal de 1988 - CF/88 estabelece que todos têm direito ao
meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações (art. 225).
Para assegurar a efetividade desse direito, a CF/88 incumbiu ao Poder Público
obrigações específicas, dentre as quais se encontra a de proteger a fauna e flora,
sendo vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função
ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a
crueldade (art. 225, § 1º, VII).
[85] A CF/88 em seu art. 5º, XIII, dispõe: é livre o exercício de qualquer
trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer.
A Lei n. 5.517/68 dispõe sobre o exercício da profissão de médico-veterinário e
cria os Conselhos de Medicina Veterinária. Em seu Capítulo I, constam as
exigências para o exercício profissional, as quais presumo são atendidas pelo
simples fato de as impetrantes estarem, há longa data, inscritas no CRMV/SC.
No entanto, o Conselho profissional não interpôs recurso extraordinário, aplicando-se, nesse
particular, o veto constante da Súmula 126/STJ.
Ante o exposto, com fulcro no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento
ao recurso especial.
Publique-se. Intimem-se.
Brasília, 13 de maio de 2015.
Ministro Og Fernandes
Relator


Nota:
Srs veterinários que tanto se incomodam com os mutirões de castração que  trazem em sua esteira  benefícios para os animais e para as comunidades onde são praticados: coloquem a mão na consciência e tentem ser solidários ao menos uma vez por semana ou mesmo no mês. 
Ou se não tem este perfil não atrapalhem aqueles que estão a frente destas ações tão necessárias e que na verdade são obrigação do estado incompetente, manco, capenga e totalmente cego aos animais. Não se esqueçam que vocês antes de mais nada são habitantes nestas cidades onde tenta se a todo custo diminuir a quantidade de animais errantes pelas ruas.

Homenagem feita a dra Katia Chubaci em 2014 no Dia Mundial da Esterilização.












quarta-feira, 20 de maio de 2015

Pra comemorar!!! Japão não vai mais capturar golfinhos para shows em aquários.


Imagem que esperamos em breve ver apenas em  museus.
Todos que acompanham nosso trabalho através do blog sabem que desde 2010 abraçamos a luta contra a captura e matança de golfinhos que é realizada em Taiji/Japão.
Desde que o mundo soube através do documentário The Cove o que acontece em Taiji de setembro a março anualmente, muitos ativistas como nós abraçaram essa causa.
Através deste ativismo fizemos amigos aqui em São Paulo e também pelo mundo. Choramos lágrimas de sangue ao acompanhar as capturas e matanças durante os meses que os caçadores vão para o mar.
Vimos famílias inteiras de golfinhos sendo dizimadas. Entes queridos sendo separados de seu convívio. Mães sendo mortas e seus filhotes sendo devolvidos ao mar para morrer sem proteção e alimento.
Enfim passamos a acompanhar através das Ongs internacionais as notícias do dia a dia do massacre a que são submetidos estes animais inteligentes, gregários e maravilhosos.
E finalmente após todos estes anos de protestos pelo mundo temos algo muito bom a ser comemorado e que com certeza nos faz sentir que estamos no caminho certo em nosso ativismo.
Sabemos que a luta ainda prosseguirá porque os japoneses continuarão a capturar e a matar os golfinhos para consumo da carne, porém a notícia de que a JAZA - Associação Japonesa de Zoológicos e Aquários, decidiu que não irá mais capturar golfinhos selvagens para exposição em aquários é uma grande vitória.
Nossos agradecimentos eternos a Richard O'Barry do Dolphin Projetc e ao Capitão Paul Watson do Sea Shepherd, e a todos os ativistas que vem se dedicando a mostrar ao mundo o que acontece em Taiji nestes anos todos.
EsquadrãoPet


Abaixo a matéria do jornal Alternativa Online que traz a notícia que tanto nos enche de orgulho.

Japão diz que não vai mais capturar golfinhos para expor em aquários

 

Com a decisão, os aquários do país poderão apenas utilizar animais criados e domesticados para esse fim

 

MASAMICHI MAEDA/ALTERNATIVA


Tóquio - A Associação Japonesa de Zoológicos e Aquários decidiu nesta quarta-feira que não vai mais capturar golfinhos diretamente do mar para usar em apresentações ou para expor aos visitantes, informou a emissora NHK.

A decisão foi tomada após a Associação Mundial de Zoológicos e Aquários ameaçar excluir o Japão da entidade, caso o país não atendesse o pedido de parar com a captura de golfinhos em Taiji (Wakayama), de onde esse animais são enviados aos aquários.

Com isso, os aquários do Japão poderão apenas utilizar golfinhos criados e domesticados para esse fim, diminuindo o número de animais disponíveis em shows, que costumam ser uma das atrações principais.

Na semana passada, o governador de Wakayama, Yoshinobu Nisaka, criticou a decisão da Associação Mundial de Zoológicos e Aquários de querer excluir os membros do Japão, chamando o ato de "assédio moral de todo o mundo".

Numa conferência de imprensa, o governador disse que a maioria dos golfinhos exibidos em aquários tinha sido capturada no mar e o número cairia drasticamente se apenas os animais criados fossem utilizados.

Os aquários "nunca serão capazes de exibir espécies raras", disse o governador ao jornal Mainichi, expressando a esperança de que a associação analise a questão de forma "justa".

Taiji, uma pequena vila de pescadores, é conhecida pela caça às baleias e golfinhos. A matança foi documentada em "The Cove", uma produção norte-americana premiada com o Oscar.

A declaração da associação mundial, em 22 de abril, menciona que a adesão do Japão foi suspensa, alegando que o país violou o "Código de Ética e Bem-Estar Animal".

A associação japonesa, JAZA, decidiu que quer continuar a ser um membro através de uma votação de seus integrantes - 89 zoológicos e 63 aquários em todo o Japão.

Fonte: Alternativa Online



Nota:
A luta ainda não terminou porque os golfinhos continuarão a ser abatidos em Taiji para o consumo de carne apesar de que este vem decaindo ano após ano segundo nossos amigos ativistas brasileiros que moram naquele país.
Os golfinhos capturados para os aquários e zoológicos eram vendidos a peso de ouro e talvez a matança já não seja tão interessante porque era com a desculpa de que a fazem por tradição que insistiam em prosseguir apesar de todos os protestos que isso gerava. O que na verdade consiste em uma grande mentira já que começaram a capturá-los na década de 70, quando descobriram o grande negócio através da venda destes animais para entretenimento.
Que hoje há muito a ser comemorado não restam dúvidas mas já por experiência sabemos que quando se trata dos japoneses é necessário ficar atento porque eles dificilmente aceitam a derrota.