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quarta-feira, 2 de março de 2016

"Farra do Boi". Até quando Santa Catarina permitirá este crime?


Não devemos permitir que seja descrito como festa. Não podemos admitir que seja denominado farra. Não devemos jamais aceitar que citem a palavra "tradição".
Simplesmente porque o que ocorre em algumas localidades de Santa Catarina é criminoso.
O fato de que os animais que por um azar caiam nas mãos dos psicopatas descritos como "farristas" se tornem vítimas das piores torturas e crueldades, e sofram durante dias e dias sem direito a qualquer compaixão ou piedade é uma tremenda vergonha para um estado que tem uma natureza tão privilegiada.

Buscando mais informações encontramos a descrição do "tratamento" dispensado aos bois que segundo ativistas pelos direitos dos animais muitas vezes são "doados" aos seus algozes por políticos locais em troca de votos dos tais eleitores sedentos de sangue e de dor.
Que ótima linha para uma investigação do Ministério Público já que isso não é segredo para ninguém não é mesmo?
Seriam adquiridos com dinheiro público?
Quem os adquire e onde?
Como chegam aos seus algozes?
Quem os transporta?
Enfim nada que seja impossível de se descobrir apesar de que muitas vezes o animal não possui identificação ara evitar justamente que possa ser rastreada sua origem.

Ficamos sabendo recentemente que existe um promotor que promete endurecer contra estes criminosos.
Temos certeza de que quem tiver estômago para assistir ao vídeo que publicamos vai pedir para que ele atue contra estes criminosos e que pode contar com o apoio de todos para encaminhamento de denúncias.
Dr. Paulo Locatelli - plocatelli@mpsc.mp.br 

Existe também uma questão que precisa ser esclarecida e que há anos levanta suspeitas.
Por que motivo a polícia quando comparece a alguma denúncia vai apenas em uma solitária viatura, o que expõem os policias a agressões dos criminosos que não respeitam nada nem ninguém e torna a ação praticamente uma piada ao invés de inibir a prática criminosa?
Desde 1997 a prática é considerada criminosa em todo o estado de Santa Catarina. Então porque motivo continua a acontecer ano após ano?
Segundo interpretação do STF, a prática é "intrinsecamente cruel, e portanto crime, punível com até um ano de prisão, para quem pratica, colabora, ou no caso das autoridades, omite-se em impedi-la".

Farra do boi em Jurerê Internacional 

Vendo as imagens que circulam pela internet talvez não se consiga avaliar o que de fato ocorre com o boi torturado. Principalmente  por culpa do nome dado a essa prática, fica se com a impressão de que tudo não passa de uma molecagem, daquelas coisas de cidade pequena que alguns ignorantes costumam descrever dando risadas, mas que não vamos nem citar aqui para não dar mais ideias para os psicopatas de plantão.

Animal apreendido pela polícia
Encontramos um material onde se cita ainda a tal "farra?" como tradição que remonta a 200 anos e que foi trazida para o Brasil pelos açorianos que nos dá  a terrível constatação de que este fechar de olhos das autoridades para os crimes cometidos durante a quaresma e a Páscoa no estado de Santa Catarina, é no mínimo de causar náuseas e muita revolta.
Abaixo trecho da matéria do site  http://www.infoescola.com/folclore/farra-do-boi/ onde se descreve a tortura e a agonia imposta aos bois:

"A tortura começa alguns dias antes da festa, quando o boi é isolado e deixa de ser alimentado. Quando o animal está a dias sem comer, são colocados comida e água próximos a ele, de forma que ele possa ver mas não possa alcançar, ficando desesperado.
No dia da Farra, o boi é solto pelas ruas, onde as pessoas aguardam portando os mais variados instrumentos para ferir o boi, como por exemplo, pedaços de pau, pedras, chicotes, facas, cordas e lanças.
Outras formas utilizadas pelos “farristas” para ferir o boi são: cortar o rabo do boi, quebrar suas patas e cornos, jogar pimenta nos olhos dos boi, arrancar os olhos, introduzir um pedaço de madeira ou vidro em seu ânus, banhá-lo em óleo quente ou ainda encharcá-los de combustível e atear fogo.
Algumas vezes, o boi é perseguido até encontrar o mar e atira-se, onde morre afogado.
Quando isso não acontece, a tortura pode durar até três dias, mesmo porque os “farristas” tomam “cuidado” para que a farra dure mais.
Somente ao perceber que o boi está próximo de morrer, os “farristas” o matam e dividem a carne. A crueldade costuma acabar com um churrasco."

Dispensa legenda
Entenderam agora porque não podemos admitir que isso seja chamado de "Farra"?
Abaixo um vídeo que nos dá ideia do sofrimento de um animal vitimado pelos tais farristas.












segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Cerimônia do corte de chifres de veados no Parque Nara-Japão. Tradição ou crueldade?

Colagem feita a partir dos prints do vídeo publicado abaixo
Devido ao nosso ativismo contra a captura e matança dos golfinhos de Taiji acabamos conhecendo e nos tornando amigos de ativistas brasileiros que moram no Japão e que assim como nós, muitas vezes não conseguem se conformar com certas "tradições" existentes no país onde estão vivendo.
O mundo inteiro hoje se mobiliza na defesa do que até alguns anos atrás poderia ser considerado uma utopia, e exemplo após exemplo de que os animais são seres sencientes, e que é necessário se rever determinadas tradições e mesmo extingui-las, chegam ao nosso conhecimento de tempos em tempos.
Enfim, quando se toma conhecimento de algo que nos incomoda em relação a forma como os animais são tratados o melhor a ser feito é fazer com que as informações cheguem até o máximo de pessoas possíveis.
EsquadrãoPet

Parque de Nara  
Constando como um  dos pontos turísticos mais visitados no Japão, o famoso Parque de Nara é realmente um lugar incrível, e tido como o berço da cultura, da arte, da literatura escrita e do budismo http://goo.gl/nFoosn
E é neste parque que acontece um festival para o corte dos chifres dos veados machos que habitam livremente praticamente toda a área que pode ser visitada pelos turistas. Turistas estes que provavelmente desconheçam o que existe por trás de tanta beleza e que só será modificado se houver pressão para que isso ocorra.

Veado com o chifre cortado - foto internet
Então após assistir ao vídeo que nos deixou com uma sensação de estômago embrulhado e meio atordoados porque a platéia reage com muita alegria ao que assisti, resolvemos pesquisar e pedir ajuda aos que conhecem a tradição do evento.
Uma das poucas referencias sobre o festival é encontrado no próprio site da prefeitura de Nara:
 #Shika-no-Tsunokiri (Cerimônia do Corte do Cifre dos Veados) no Parque da Cidade de Nara.
Domingos e Feriados do mês de Outubro (5 dias) das 10:00 às 16:00.

0s animais são presos por funcionários que cortam os chifres dos machos. 

O que nos foi passado de informação sobre o evento: 
Essa cerimônia acontece desde 1671 por iniciativa dos templos xintoístas de Nara. 
O parque de Nara começou a se formar no tempo dos samurais quando eles se refugiavam nas florestas em busca de um refúgio para seu treinamento e meditação. 
Os veados já viviam na região em grande número e se alimentavam das árvores, dos seus frutos, sementes e galhos.  

Alimento dos veados - Gohan de Shika 
 
Nome popular     Nome Cientifíco
__________________________________  
SHIBA               Zoysia japonica
SASA               Sasa japonica(Familia Poaceae)
KUROGANEMOCHI    llex rotunda
SHIKARASHI      Quercus myrsinaefolia
KUNUGI             Quercus acutissima
UMEBAKASHI    Quercus phillyraeoides
MATEBASHII      Pasania edulis Makino
SUDAJII         Castanopsis sieboldii

Hoje vivem no parque de Nara cerca de 1200 animais e os turistas só podem alimentá-los com uns biscoitos (senbei) feitos especialmente para eles.  
Os veados são considerados seres sagrados, além de serem os mensageiros dos deuses xintoistas, eles receberam o título de Tesouro Nacional Natural, desde 1957, e  são relacionados ao santuário Kasuga-Taisha
Existe uma lenda local de que um deus mitológico teria vindo visitar Nara montado em um veado branco. Antigamente era punido com pena de morte quem matasse um destes animais.


O motivo para o corte dos chifres é evitar que os machos firam os visitantes, pois quando as fêmeas estão no cio eles ficam mais agressivos pelo instinto de procriação e disputa de território. 
As fêmeas prenhas e paridas são isoladas em uma área até que seus filhotes tenham condições de ser colocados junto ao público. Cerca de 200 fêmeas emprenham todo ano.
Segundo consta existe uma Ong de Proteção Animal específica para monitorar os animais do parque. Assim como existem também associações de turismo e de segurança veterinária fiscalizando o local e os animais.
Após o corte, os chifres são colocados em um altar em um cerimonial xintoista que exorta a paz, o amor, a natureza e a pureza do planeta.
Assistam ao vídeo e nos enviem seus comentários sobre ele:


Nota:
Sendo o chifre uma formação de queratina, não existe inervação, seria como o corte de nossas unhas e cabelos, apenas células mortas, porém fica evidente nas imagens que durante a cerimônia ocorre um grande stress desde o momento que se tenta laçar o animal pelos chifres, até quando ocorre o corte propriamente dito, após eles terem sido encurralados e subjugados por 6 ou 7 homens. 
Notem o olhar de pavor e a respiração ofegante do animal no vídeo. Nenhum animal se oferece  espontaneamente para algo que vai contra sua natureza e isso fica claro na forma como o animal luta para não se submeter a este ritual específico.

PS:Agradecimento especial a ativista Marta Giraldes que nos ajudou com a pesquisa para a matéria e ao Heber Sea Diver que nos enviou o vídeo.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Espanha - El Toro de la Vega - Touro Elegido foi morto hoje sob aplausos e risadas.


Apesar da grande manifestação feita no sábado dia 13/09/2014 http://goo.gl/5xrhDU em protesto contra o Toro de la Vega, hoje em Tordesilhas, o touro de nome Elegido foi morto covardemente pelo lanceiro Álvaro Martín 'Portu' sob aplausos e risos dos covardes lanceiros.
Foram  mais de 45 lanceiros inscritos, 30 deles a pé e 15 montados em cavalos. Cerca de 30 mil pessoas participaram do "evento" que foi muito tenso devido ao confronto entre os defensores e os opositores da tal festa.
A "comemoração" teve que ser atrasada porque centenas de ativistas se colocaram firmemente no caminho formando uma corrente humana e aos gritos de que "Elegido não está sózinho", tentaram impedir sua morte cruel e covarde.  A imprensa também foi impedida de registrar o acontecimento e alguns participantes saíram feridos durante os festejos.
Uma ativista foi atingida por pedras e teve que ser socorrida e a polícia interveio dissolvendo o protesto.


Os habitantes e defensores do que chamam de tradição gritavam que se não gostam do que ocorre por lá, que não compareçam. Outros disseram que o touro Elegido era muito pequeno e por este motivo estavam desapontados. 
Abaixo o vídeo mostra o momento exato em que o animal de 600 quilos é por fim assassinado de forma cruel e covarde com uma última estocada.



Abaixo o vídeo da manifestação de 2014 ocorrida no sábado dia 13 de setembro que ainda não tinham divulgado quando fizemos nossa postagem sobre o evento.




Nota:
Nós também rompemos uma lança por todos os seres indefesos mortos covardemente seja pela religião, pela cobiça, pela fúria, pelo desprezo, pela irresponsabilidade de humanos que se consideram acima do bem e do mal, e que se colocando como criaturas superiores se dão ao direito de tirar vidas preciosas e divinas.
Não podemos esquecer que muitas destas comemorações que ocorrem principalmente na Europa tem sua origem na igreja católica. Se hoje temos um papa que carrega o nome de Francisco de Assis já passou da hora de pressionarmos para que estes festejos do horror deixem de existir.



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

São Roque realiza festa sem carros de bois. Motivação economica e burocrática é a alegação.