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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Farra do Boi- Um crime financiado por políticos e empresários resiste!!!

Ilustração/NDonline


E lá se vão 20 anos desde que uma decisão do Supremo Tribunal Federal proibiu a famigerada Farra do Boi através do Recurso Extraordinário de número 153.531-8/SC; RT 753/101. 
Isso ocorreu em 1997 e no ano seguinte com a aprovação da lei de crimes ambientais, a 9605 passaria a existir uma punição para os que praticam crueldades ou se omitem, no caso das autoridades, com os maus tratos aos animais. 
Embora tenha havido uma diminuição na ocorrência das farras, ainda hoje após 20 anos não existem motivos para comemoração, já que ainda são registradas diversas farras apesar da proibição e da pressão exercida pela sociedade, Ongs e ativistas que dedicaram parte de suas vidas a esta luta.

Ativistas que começaram nessa luta ainda jovens envelheceram mas não se aquietaram, não se acomodaram, e como muitos de nós, ainda mantém a esperança de que verão o fim dessa prática cruel e criminosa.

Alguns ativistas realizam um trabalho sério com foco na área educacional durante o transcorrer do ano letivo e mesmo durante férias e feriados a mais de 15 anos, incentivando as crianças a enxergarem os animais com os olhos da compaixão, e aprendendo a respeitar outras formas de vida.
Na esperança de que as novas gerações sejam afastadas dessa pseudo cultura e que se possa enterrar na vala do esquecimento um evento que nada agrega ou acrescenta a vida de crianças e jovens de Santa Catarina.

Entre estes ativistas temos Halem Guerra Nery, presidente do Instituto Ambiental ECOSUL que inclusive tem nos municiado de informações preciosas que resolvemos publicar aqui no blog  para que nossos leitores entendam com um pouco mais de profundidade quais os motivos dessa prática continuar a ocorrer apesar da proibição.

Existe uma resistência em se perpetuar as crueldades contra os animais, isso é fato.  Um hábito arraigado que consiste no financiamento da farra por figuras que fazem questão de que essas cidades permaneçam na ignorância, porque para eles é importante que isso prossiga. Pão e circo sempre é mais barato do que educação, segurança, saúde, qualidade de vida ok?

Uma das informações que nos foi repassada e que pode parecer surpreendente para alguns é a de que as farras acontecem em várias comemorações e não apenas na quaresma. Então ativismo focado apenas nessa época do ano não passa de oba oba e busca de holofotes.
Há que se dar combate durante o ano inteiro e atuar de forma séria e pontual para que talvez daqui há alguns anos se venha colher resultados satisfatórios.
Informação importante para aqueles que estão chegando agora e também para os menos informados!!!
Vejam no vídeo abaixo a constatação disto:


As farras ocorrem o ano inteiro bastando ter bois que podem até mesmo ser fornecidos por empresários e políticos e segundo a polícia nos últimos anos o crime organizado também passou a "patrocinar" os farristas fazendo aumentar dessa forma o consumo de drogas, bebidas e brigas durante os tais eventos.
E a conotação religiosa que alguns insistem em utilizar para justificar as crueldades não se sustentam após alguma pesquisa um pouco mais aprofundada.
Para quem não sabe as atrocidades contra os bois começam bem antes da farra em si. Durante dias o boi é confinado sem condições de matar a sede e a fome, mesmo visualizando a água e o alimento que são mantidos longe de seu alcance. Após todo o sofrimento é solto, perseguido, estocado, espetado, espancado, e em alguns casos no desespero extremo chega ao mar onde se afoga.
Tudo isso na verdade nos lembra muito mais um ritual de torturas sádicas engendradas por um psicopata do que algo ligado a manifestação religiosa com certeza.
Existem farras para todos os gostos, nos dias dos pais, das mães, das crianças, aniversários, casamentos etc....

As medidas adotadas pela polícia nos últimos anos para evitar que os bois cheguem nestas comunidades, tais como a vigilância nas estradas e revista em caminhões não surtem resultado também já que os animais já vivem nestes locais pois se trata de área rural.
Este seria outro ponto para se reavaliar no que se refere ao combate da prática cruel.

Em um excelente texto intitulado Mangueírão Eleitoral e outras Farras - O retorno, Halem Guerra nos explica exatamente o que ocorre nas comunidades onde a farra insiste em não deixar de existir apesar de todo o esforço de ativistas e autoridades.
Cliquem no link para acessar o texto:  https://goo.gl/XMe00F

Em Sul do Rio/SC em 2003 um vergonhoso flagrante de uma farra bancada por um vice prefeito.



E finalmente nesta Páscoa de 2017 algumas iniciativas isoladas de policiais militares que se declararam  dispostos a acabar com a Farra do Boi, com direito a balas de borracha e até helicóptero surtiram  efeito e fez com que algumas ações repercutissem na mídia.
Parabéns a este guerreiros que mesmo com um pequeno efetivo tentam acabar com este evento de dor e sofrimento.
Vejam abaixo na matéria do BiguaNews.

https://goo.gl/qrPH1f

Não se calem. Denunciem sempre. É no silêncio que o mal se perpetua. 



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quarta-feira, 2 de março de 2016

"Farra do Boi". Até quando Santa Catarina permitirá este crime?


Não devemos permitir que seja descrito como festa. Não podemos admitir que seja denominado farra. Não devemos jamais aceitar que citem a palavra "tradição".
Simplesmente porque o que ocorre em algumas localidades de Santa Catarina é criminoso.
O fato de que os animais que por um azar caiam nas mãos dos psicopatas descritos como "farristas" se tornem vítimas das piores torturas e crueldades, e sofram durante dias e dias sem direito a qualquer compaixão ou piedade é uma tremenda vergonha para um estado que tem uma natureza tão privilegiada.

Buscando mais informações encontramos a descrição do "tratamento" dispensado aos bois que segundo ativistas pelos direitos dos animais muitas vezes são "doados" aos seus algozes por políticos locais em troca de votos dos tais eleitores sedentos de sangue e de dor.
Que ótima linha para uma investigação do Ministério Público já que isso não é segredo para ninguém não é mesmo?
Seriam adquiridos com dinheiro público?
Quem os adquire e onde?
Como chegam aos seus algozes?
Quem os transporta?
Enfim nada que seja impossível de se descobrir apesar de que muitas vezes o animal não possui identificação ara evitar justamente que possa ser rastreada sua origem.

Ficamos sabendo recentemente que existe um promotor que promete endurecer contra estes criminosos.
Temos certeza de que quem tiver estômago para assistir ao vídeo que publicamos vai pedir para que ele atue contra estes criminosos e que pode contar com o apoio de todos para encaminhamento de denúncias.
Dr. Paulo Locatelli - plocatelli@mpsc.mp.br 

Existe também uma questão que precisa ser esclarecida e que há anos levanta suspeitas.
Por que motivo a polícia quando comparece a alguma denúncia vai apenas em uma solitária viatura, o que expõem os policias a agressões dos criminosos que não respeitam nada nem ninguém e torna a ação praticamente uma piada ao invés de inibir a prática criminosa?
Desde 1997 a prática é considerada criminosa em todo o estado de Santa Catarina. Então porque motivo continua a acontecer ano após ano?
Segundo interpretação do STF, a prática é "intrinsecamente cruel, e portanto crime, punível com até um ano de prisão, para quem pratica, colabora, ou no caso das autoridades, omite-se em impedi-la".

Farra do boi em Jurerê Internacional 

Vendo as imagens que circulam pela internet talvez não se consiga avaliar o que de fato ocorre com o boi torturado. Principalmente  por culpa do nome dado a essa prática, fica se com a impressão de que tudo não passa de uma molecagem, daquelas coisas de cidade pequena que alguns ignorantes costumam descrever dando risadas, mas que não vamos nem citar aqui para não dar mais ideias para os psicopatas de plantão.

Animal apreendido pela polícia
Encontramos um material onde se cita ainda a tal "farra?" como tradição que remonta a 200 anos e que foi trazida para o Brasil pelos açorianos que nos dá  a terrível constatação de que este fechar de olhos das autoridades para os crimes cometidos durante a quaresma e a Páscoa no estado de Santa Catarina, é no mínimo de causar náuseas e muita revolta.
Abaixo trecho da matéria do site  http://www.infoescola.com/folclore/farra-do-boi/ onde se descreve a tortura e a agonia imposta aos bois:

"A tortura começa alguns dias antes da festa, quando o boi é isolado e deixa de ser alimentado. Quando o animal está a dias sem comer, são colocados comida e água próximos a ele, de forma que ele possa ver mas não possa alcançar, ficando desesperado.
No dia da Farra, o boi é solto pelas ruas, onde as pessoas aguardam portando os mais variados instrumentos para ferir o boi, como por exemplo, pedaços de pau, pedras, chicotes, facas, cordas e lanças.
Outras formas utilizadas pelos “farristas” para ferir o boi são: cortar o rabo do boi, quebrar suas patas e cornos, jogar pimenta nos olhos dos boi, arrancar os olhos, introduzir um pedaço de madeira ou vidro em seu ânus, banhá-lo em óleo quente ou ainda encharcá-los de combustível e atear fogo.
Algumas vezes, o boi é perseguido até encontrar o mar e atira-se, onde morre afogado.
Quando isso não acontece, a tortura pode durar até três dias, mesmo porque os “farristas” tomam “cuidado” para que a farra dure mais.
Somente ao perceber que o boi está próximo de morrer, os “farristas” o matam e dividem a carne. A crueldade costuma acabar com um churrasco."

Dispensa legenda
Entenderam agora porque não podemos admitir que isso seja chamado de "Farra"?
Abaixo um vídeo que nos dá ideia do sofrimento de um animal vitimado pelos tais farristas.












quarta-feira, 1 de abril de 2015

Farra do Boi - Veja como proceder para denunciar este crime.



A Farra do Boi é um elemento da “cultura popular” do estado brasileiro de Santa Catarina que teria sido trazido ao Brasil por açorianos há 200 anos. 
Acontece no litoral de Santa Catarina, onde é predominante a população com essa ascendência.
O significado de tal ritual é ainda desconhecido, sendo atribuído a ele por alguns uma conotação simbólica religiosa referente à Paixão de Cristo, onde o boi faria o papel de Judas.Antes do evento, o boi é confinado, sem alimento disponível, por vários dias. Para aumentar o desespero do animal, comida e água são colocados num local onde ele possa ver, mas não possa alcançar.
A Farra começa quando o boi é solto e perseguido pelos "farristas“ (homens, mulheres e crianças), que carregam pedaços de pau, facas, lanças de bambu, cordas, chicotes e pedras. Eles perseguem o boi, que, no desespero de fugir, corre em direção ao mar, onde acaba se afogando; ou em direção às vilas.

A Farra do Boi ocorre com mais frequência na época da Quaresma, culminando na Sexta Feira Santa.

A Morte:
Fontes da WSPA-Brazil afirmam ter visto bois sendo torturado de diversas maneiras:
- Animais banhados em gasolina e depois incendiados,
- Pimenta jogada em seus olhos que, geralmente, são arrancados.
- Participantes quebram os cornos e patas do animal e cortam seus rabos.
- Os bois podem ser esfaqueados e espancados, mas há um certo "cuidado“ para que o animal permaneça vivo até o final da "brincadeira".

Essa tortura pode continuar por três dias ou mais. Quando finalmente o boi é morto e a carne é dividida entre os participantes.

Para quem não é de Santa Catarina:
Em Santa Catarina a farra do boi é proibida (Recurso Extraordinário número 153.531-8/SC; RT 753/101). 
Denuncie para o Disque-Denúncia (0800-481717)
Escreva para as autoridades uma mensagem de repúdio à Farra do Boi em Santa Catarina. Se for o caso, informe ainda que deixará de viajar para o Estado por reconhecer que a Farra do Boi não está sendo combatida com rigor."



Contatos:Jornal "A Notícia": opiniaoanc@an.com.br
Diário Catarinense: diariodoleitor@dc.com.br

Prefeitura de Florianópolis:www.pmf.sc.gov.br/anexos/contato.htm

Secretaria de Turismo de Florianópolis:www.pmf.sc.gov.br/turismo/contato.htm

Ouvidoria do Governo do Estado de Santa Catarina:www.ouvidoria.sc.gov.br/enviar.php

Saiba como ajudar e denunciar
Não seja conivente com os maus-tratos aos animais. Se você souber ou presenciar a Farra do Boi, denuncie e exija a interferência de alguma das autoridades abaixo:

Polícia Civil
Gov. Celso Ramos: (48) 3262-0148
Barra do Sul: (47) 3448-1188
Navegantes: (47) 3342-1099 / 3342-1059
Penha: (47) 3345-0777 / 9880-8881
Porto Belo: (47) 3369-4481 / 9961-5501
Bombinhas: (47) 3369-1336 / 8414-0388
Paulo Lopes: (48) 3253-0190
Garopaba: (48) 3644-0089 / 8407-2450
Campeche: (48) 3333-5525 / 9981-2541
Pantanal: (48) 9972-3129
Ingleses: (48) 3266-1872 e 8406-4564
Barra da Lagoa: (48) 3232-0500 / 9947-1870

Polícia Militar
Fone 190

4° BPM Florianópolis: (48) 8419-7495 / 9972-8475
7° BPM São José: (48) 8419-7487
Guarnição de Palhoça: (48) 9971-5072
Pelotão Garopaba: (48) 3254-3287 / 3254-3534
Grupamento Gov. Celso Ramos: (48) 3262-8345

CPPA (Cia. de Polícia de Proteção Ambiental)
Florianópolis: (48) 3269-7111
Palhoça: (48) 3292-6000
Tijucas: (48) 3263-0193
*************************
FONTE : WSPA e ECOSUL (http://www.leideprotecaoanimal.com.br/?cat=4&paged=3)



Mais um material sobre a famigerada Farra do Boi 
http://pt.calameo.com/read/00191317108110dfdee48