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sábado, 3 de fevereiro de 2018

#Ativismo. Navios da morte e a luta para impedi-los de prosseguir atuando no Brasil.

Imagens Laudo Técnico feitas dentro do navio boiadeiro NADA (arquivo disponível no fim do texto)

Uma batalha vem sendo travada por ativistas, Ongs, autoridades e políticos ligados a causa de defesa animal desde dezembro de 2017, quando um primeiro navio embarcou cerca de 27 mil cabeças de gado no porto de Santos, litoral sul de São Paulo.

Estes embarques embora comum em outros portos do país não ocorriam há mais de 20 anos nesta cidade.
Importante ressaltar que trata-se de uma luta desigual, onde pecuaristas poderosos possuem representantes até mesmo no congresso nacional e onde políticos são eleitos com dinheiro oriundo deste setor!!!
Vivemos em um país onde se criou o hábito de dizer que o PIB (indicador usado para medir a atividade econômica de um país) depende da agropecuária, e que para podermos obter divisas vale tudo!!!

Queremos aqui lembrar de uma veterana da causa, Sheila Moura, uma grande ativista que em seu blog O Grito do Bicho sempre publicou material sobre os embarques de "carga viva" como se referem as autoridades a respeito das vidas que são transportadas nestes navios e que jamais deixou de nos lembrar o quanto de crueldade envolvem estes carregamentos de vidas.

Para o movimento de proteção animal em questão de um mês, muito se lutou e se aprendeu neste ativismo que se uniu, e que apesar das diferenças, conseguiu provar que quando se pretende chegar a um objetivo comum, juntos somos mais fortes.

Foram várias ações, manifestações, grupos que se formaram, choros e alegrias durante este período.
Durante vários dias ativistas se mobilizaram no porto de Santos para poder flagrar os maus tratos nos caminhões que transportavam os garrotes (animais até 200kls). Transporte este que pode chegar até mesmo a 18 horas e que já constituí flagrante de extrema crueldade quando pensamos que se tratam de animais que possuem cascos cujo equilíbrio evidentemente fica extremamente difícil.
Abaixo vídeo da Ong Veddas mostrando o ativismo realizado no porto de Santos:


O que realmente faz dessa luta algo inédito, é que hoje temos um navio, o NADA, parado no porto de Santos carregado com cerca de 23 mil animais, da empresa Minerva Foods e com ordem para desembarcar todos os animais.
São vitórias jamais alcançadas talvez em nenhum outro país.
Obs: até o fechamento dessa matéria ainda não haviam derrubado a liminar proibindo a partida do NADA para a Turquia.

Este impedimento ocorreu devido uma ação feita por entidades de proteção animal, mais especificamente a Anda, Agência Nacional de Direito Animal, e da AIPA- Associação Itanhaense de Proteção Animal. 
Disponibilizamos aqui as ações:
https://goo.gl/MUBn6K
https://goo.gl/XGw2x7

Temos também uma representação feita pela assessoria jurídica do deputado Roberto Tripoli, e que foi acatada pelo Ministério Público Federal que já se transformou em um inquérito civil.

E finalmente em um grande golpe para a pecuária no dia 02/02/2018 o Forum de Nacional de Proteção e Defesa Animal, conseguiu na justiça uma proibição de embarque de animais em todos os portos brasileiros.
Disponibilizamos aqui também a Ação Civil Pública do Forum de Proteção com a decisão histórica do juiz federal Djalma Moreira Gomes.

E o mais importante e que servirá de base para muitas ações futuras e para conhecimento dos ativistas, a disponibilização do Laudo (Relato) Técnico de Vistoria do navio NADA requisitado pela  Justiça Federal, realizado pela médica veterinária Dra. Magda Regina/CRMV 15219110.

As condições em que são mantidos os animais durante o transporte nos caminhões ou nas instalações do navio são no mínimo pavorosas.
A proximidade do porto de Santos de uma grande metrópole onde o ativismo é mais forte do que no restante do país fez toda a diferença nessa luta.

Nota:
Todas as ações, manifestações, disponibilização dos advogados ativistas, mídias sociais, ativistas virtuais ou de rua fizeram a diferença neste momento histórico na causa animal brasileira.
#GratidãoEterna a todos que tem colaborado para que estes embarques deixem de acontecer no Brasil.







sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A armadilha do Lar Temporário!!! Um novo perigo na proteção animal.



Não é segredo para ninguém que o Facebook é hoje a mídia social mais utilizada pela proteção animal como meio de fazer apelos por resgates e para socorrer animais em situação de risco. Se por um lado isso é muito bom, também temos visto uma invasão de pessoas desconhecidas ou nem tanto oferecendo Lar Temporário.
E infelizmente aquilo que começou como sendo uma ação voluntária, sem que se cobrasse nenhum valor, visto que quem resgata, é que deveria cobrir os custos relativos aos cuidados necessários com seu protegido, hoje se tornou uma forma encontrada para se faturar uma boa grana.
Até aí tudo bem, desde que não tivessem desenvolvido um mercado onde se fatura muito e que nem sempre o bem estar e a segurança dos animais estão em primeiro plano.

Porque o Lar Temporário se tornou um novo problema na causa:

A grande maioria que resgata, contrata um taxidog e manda "entregar" o animal no local.
Nem todos que oferecem Lar Temporário são conhecidos no meio da proteção. 
Ninguém se preocupa em ir conhecer onde será feita a hospedagem ou mesmo acompanha como será o tratamento dispensado ao seu protegido.
Não há nenhuma exigencia de contrato de prestação de serviço, ou mesmo pedido de referencias sobre quem cuidará dos bichos.
Ninguém procura saber se quem abrigará os animais tem algum experiência de manejo ou sabe como lidar com situações que requeiram algum conhecimento para cuidar de animais muitas vezes debilitados.
Ninguém questiona o fato de que um animal retirado das ruas normalmente precisaria de um determinado tempo de isolamento e se no local haverá essa possibilidade.
E o que pode ter de pior nisso tudo: mesmo quando os locais são denunciados aqueles que devem algum tipo de favor para o proprietário do local costumam defender com unhas e dentes desmentindo denunciantes. 
Então é aí que o bicho pega e temos mais um nicho de problemas na causa!!!

As vítimas como sempre são os pobres animais indefesos.....serão eles já tão sofridos que sentirão fome, frio, medo, que ficarão no meio da imundície ou adoecerão muitas vezes de doenças que se estivessem nas ruas não contrairiam, já que no confinamento as zoonoses chegam com muito mais força.
Já tivemos exemplo recente, da protetora Ro Comunian, que oferecia Lar Temporário na periferia de São Paulo, onde dezenas de animais estavam totalmente abandonados, morrendo de fome, no meio da sujeira acumulada há semanas e até mesmo mortos. E mesmo com apelos de que  precisavam ser retirados pelos protetores que os colocaram lá,  ninguém apareceu para assumir os pobres coitados e tiveram que ser assumidos por outras pessoas.
EsquadrãoPet

 
Lar Temporário denunciado no Grajaú - SP
No caso do Santuário do Pitbull que inclusive fizemos uma postagem aqui http://goo.gl/KYLqnz e que finalmente descobriram que tudo não passava de uma grande fraude aconteceu a mesma coisa.
Apesar dos apelos para que os "protetores" buscassem saber de seus "protegidos" quase ninguém se manifestou.

Vejam abaixo essa matéria referente aos lares temporários oferecidos por uma pseudo protetora:
As redes sociais são o principal meio utilizado por protetores dos animais para ajudar cães e gatos abandonados e em situação de risco. Muitas destas pessoas, já com suas residências lotadas de animais, precisam pagar por lares temporários para abrigar bichos resgatados. Foi também pelo Facebook que uma pessoa mal intencionada passou a oferecer este serviço, recebendo por ele, mas mantendo os animais em situação precária, inclusive levando vários deles à morte, em quatro locais diferentes de Belo Horizonte e região metropolitana.



Segundo o protetor Franklin Oliveira, de 46 anos, há cerca de três meses uma mulher passou a divulgar entre os protetores espaço de hotelzinho e lar temporário para cães. "Com isso muitos resgatados foram levados para estes espaços, na casa dela, no Santa Amélia, duas casas alugadas no bairro Letícia, e um sítio em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte", contou.
Nesta quarta-feira (12), após muito insistir e não receber notícias sobre uma cachorro levado para o sítio, uma voluntária que pagava pela hospedagem resolveu ir até o local. "O vizinho tinha a chave e abriu o imóvel. Foi aí que ela se deparou com a situação terrível. Só neste de Esmeraldas haviam 45 cães e só localizamos 23 deles vivos. Tinham filhotes com cinomose, pneumonia. Todos eles estavam famintos, sem qualquer alimentação, chegando até mesmo a comer outros animais mortos", detalhou o protetor. Ossos de animais já enterrados também foram encontrados.



Diante da notícia, vários outros protetores se reuniram nesta quinta-feira (13) e foram até o local para resgatar os animais doentes. Isabela Freitas, de 42 anos, é protetora desde os 10 anos e foi uma das que ajudou no local. "Tinham animais agonizando, vários não resistiram e acabaram morrendo dentro do carro de voluntárias, a caminho de clínicas veterinária. Foi uma cena horrível de se presenciar e muitos de nós não conseguiram conter as lágrimas", destacou a mulher, que tem há 15 anos um abrigo em Contagem, com mais de 80 animais.
Os cães resgatados foram levados para diversas clínicas da capital e outras cidades da região metropolitana. "Depois que eles estiverem em condição de sair da clínica iniciaremos um trabalho para encontrar pessoas que se preocupam de verdade com estas vidas para os abrigarem", explicou Isabela.


A suspeita
Enquanto os protetores estavam no local fazendo o resgate, a mulher que ofereceu o serviço foi até lá para tentar evitar que eles fossem levados. "Queria evitar o resgate, mas assim que falamos que já havíamos feito um Boletim de Ocorrência denunciando os maus-tratos e que a Polícia Militar estava a caminho ela fugiu", contou a protetora.
Nesta quinta eles fizeram o resgate somente no terreno de Esmeraldas e, nos próximos dias, pretendem verificar como estão os animais que estão na casa da mulher e nos outros dois locais alugados por ela para abrigá-los. "Hoje já estivemos na delegacia e vamos buscar todas as medidas necessárias contra essa pessoa. Não podemos aceitar pessoas que se passam por protetores para fazer uma crueldade dessas", finalizou.

Fonte:
http://goo.gl/YWR3L2

Nota:
Se  Lar Temporário hoje se tornou um rentável negócio, nada mais correto que as autoridades competentes regulamente o para que se possa exigir qualidade dos prestadores de serviços. 
O CFMV deveria enquadrá-los na mesma categoria do hotéis para pets, hospitais, clinicas e pet shops.




 

 

domingo, 13 de julho de 2014

Pra comemorar muito!!! Festas de rodeio em queda de público no Brasil.





Duas matérias do jornal Folha de São Paulo, sobre o mesmo tema chamam a atenção neste domingo. Ambas datadas do dia 13/07/2014 relatam a queda de público nas festas de rodeio em nosso país e também citam  a ação da proteção animal que vem conseguindo impedir que os eventos aconteçam em algumas cidades ou mesmo impedir os que já ocorriam. 
Para nós defensores dos animais é motivo para muita comemoração, pois há anos as Ongs e autoridades que defendem os animais, lutam para diminuir ou acabar de vez com estes eventos que muitos chamam de festa, e que submetem os animais a crueldades, exploração da dor e do sofrimento, e que pelo alto faturamento que propiciam tem o apoio de muitos políticos, artistas, empresas e agencias de publicidade.
Que este seja apenas o início da queda do que alguns chamam de esporte e tradição, e que não passa de um show de horror e de tortura de animais indefesos.
EsquadrãoPet

Entidades de proteção aos animais 'cancelam' oito rodeios no Estado

Além da queda de público, nos últimos anos os rodeios em São Paulo tiveram de driblar também entidades protetoras que pedem o fim das provas com animais.
Atualmente, ao menos oito cidades do Estado, entre elas a capital, têm legislação que proíbe rodeios. Em outras 16, o Tribunal de Justiça proibiu a realização de eventos do tipo, em decisões em primeira e segunda instância e que ainda têm recursos a serem julgados.
O promotor do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) Laerte Levai disse que os rodeios submetem os animais a práticas não naturais ao ambiente rural e que resultam em maus-tratos.
No entanto, segundo Levai, a legislação deixa brechas de interpretação, o que dificulta a proibição das provas.
"Se não houver uma política ambiental paralela a essas ações na Justiça é 'chover no molhado'. Proíbe um rodeio aqui, mas um novo surge no outro ano ou em uma cidade ao lado", disse.
Para o promotor, a proibição dos rodeios ficou mais evidente e mobilizou a sociedade civil em 2011, após a Folha revelar a morte de um bezerro na festa de Barretos (423 km de São Paulo) durante a prova do bulldog –em que o peão tem de imobilizar o animal com as mãos, sem equipamentos.
Em maio, um acidente com seis cavalos que fugiram de um rodeio de Hortolândia e invadiram uma rodovia também pressionou cidades vizinha a discutirem mudança na legislação. A proibição já foi adotada por Valinhos (85 km de São Paulo).
Os cavalos provocaram um acidente com dez veículos, deixando nove pessoas feridas. Os seis animais morreram atropelados.
Para organizadores das festas, a ação de ativistas contra rodeios foi importante para "aumentar a profissionalização do esporte".
Adriano Moraes, diretor de eventos da PBR (Professional Bull Riders) Brasil, principal circuito do país, disse que a falta de conhecimento sobre as provas e os cuidados com os animais gera uma "polêmica desnecessária".
"Por ser um esporte ligado diretamente à cultura sertaneja brasileira, dificilmente, pelo menos dentro da PBR, um animal será machucado". disse Moraes.
Em Barretos, ONGs e "associações sérias envolvidas na proteção aos animais" são convidadas a conhecer o evento, de acordo com Jerônimo Luiz Muzetti, presidente de Os Independentes.
Fonte: Folha de São Paulo

Para frear queda de público, rodeios buscam diversificar festas
ISABELA PALHARES
RIBEIRÃO PRETO

Com o auge e a expansão dos rodeios no interior entre as décadas de 1990 e 2000, atrelados à popularização do sertanejo, as festas agora buscam diversificar para tentar frear a redução de público.
O problema atinge festas de peão tradicionais, como as de Barretos, Americana, Limeira e Jaguariúna.
A ausência de novidades no meio sertanejo, o novo comportamento de frequentadores, as ações de entidades de proteção animal e até a Copa são motivos apontados pelos eventos para a situação atual.
Com a maior festa do país, Barretos (423 km de São Paulo) estima neste ano 900 mil visitantes em 11 dias de evento. Nos anos 2000, chegou a receber um milhão.
Jerônimo Luiz Muzetti, presidente de Os Independentes, organizador do evento, diz que a "essência" continua sendo o sertanejo, mas afirma que é preciso investir em programação com artistas de outros gêneros.
Neste ano, a festa aposta na funkeira Anitta, no cantor de axé Bel Marques e na banda de pagode baiana Psirico.
O desempenho do rodeio de Americana (127 km de São Paulo) tem assustado organizadores. Pelo segundo ano seguido, teve queda de público. Neste ano, o total (243 mil) foi 30% menor que em 2013 –que já havia sido 14% inferior a 2012.
Apesar de "culpar" a Copa por roubar a atenção da festa entre 14 e 22 de junho, o presidente do Clube dos Cavaleiros de Americana, Roberto Lahr, disse estudar medidas para o próximo ano.
Uma é reduzir o evento, já "encurtado" em quatro dias desde 2012. Mesmo assim, a média de público caiu 10,5% e registrou 30 mil visitantes diários neste ano. "Apesar de nomes como Luan Santana e Gusttavo Lima ainda renderem público, não são mais uma grande novidade."
Marcelo Coghi, presidente da festa de Limeira (151 km de São Paulo), que em 2013 teve público de 140 mil, 12,5% menos que em 2012, já reduziu de sete para seis dias para concentrar atrações e manter o público, que "prioriza conforto e qualidade".
"As pessoas preferem vir um dia, ficar no camarote e beber uísque do que vir todos os dias e ficar na pista", diz.
Jaguariúna (123 km de São Paulo), que atraiu 100 mil pessoas nas últimas festas, mudou a data para setembro, mês do aniversário local. A organização será em parceria com a prefeitura, para tentar atrair mais público.
José Leonardo do Nascimento, docente da Unesp especializado em cultura caipira, disse que o declínio de público mostra que o modelo não representa tradições do caipira brasileiro. "Assim como outras cópias que fizemos da cultura americana, o rodeio atingiu seu auge e hoje já não exerce atração."
Fonte: Folha de São Paulo 





segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Proteção animal e a cultura dos mega resgates





Recentemente a proteção animal vem sendo assolada por escandalos e denúncias sobre algo que há muito tempo quem é um pouco mais vivido na proteção animal vem tentando alertar: os chamados  mega resgates.
Aqueles que tem um pouco de experiência sabem que na maioria das vezes o que se esconde de fato por trás dessas ações são ambições políticas, economicas ou de marketing, visando algo muito maior em um futuro próximo. 
Infelizmente para os animais e para a causa, essa modalidade de ação, a dos mega resgates vem sendo cultuada pelos mais desavisados e inexperientes no assunto proteção animal.
Basta que um desses super heróis saia a campo, após algum apelo desesperado de alguém que presenciou alguns dos milhões de animais carentes existentes pelo Brasil afora,  para que estes comecem a postar seus vídeos, fotos, e em breve poses, bicos e bocas pipocam nas redes sociais e em seguida  dezenas ou centenas de fãs já estão prontas para bater palmas, aplaudir, curtir, chamá-los de anjos, deuses, seres de luz ou coisa semelhante.....


 


Mas.... e o pós resgate, alguém acompanhará? alguém vai procurar saber como será feita a recuperação daquele/s animal/is  resgatado/s?
....e se houve apelo por dinheiro alguém pedirá os comprovantes com os gastos que aquele animal acarretará, com tratamento, hospedagem, medicação, alimentação, vacinação e posterior castração? e o que será feito dele após tudo isso? será doado? vai viver em um abrigo? que tipo de abrigo? e tem como saber o quanto foi arrecadado na conta de quem fez o apelo? pedirão para que a conta corrente do resgatador ou da ong seja aberta?

Tantos detalhes importantes não é mesmo? quantos vão ter tempo ou disposição para acompanhar tudo isso? provavelmente muitos poucos!!!
E é com esse tipo de distração que os que vivem às custas dos animais vão contar com certeza.
O pós resgate não tem muita importância para eles, afinal já sairam bem na foto, no vídeo, na matéria....
já faturaram a grana, já se elegeram, já posaram de super heróis/heroínas então para que dar prosseguimento e suporte àquele animal não é mesmo? a importância dele acabou no exato momento em que o marketing do resgate cumpriu sua função de mostrar ao mundo o quanto essa ação foi espetacular!!!

Há algum tempo em um programa de TV onde o gancho era um desses super heróis sair em busca de algum pobre animal necessitado, muita gente jurava que já havia visto um cachorro peludinho em vários resgates desse cidadão....uma hora amarrado em um poste, em outra hora jogado no meio mato...um verdadeiro astro o pobre coitado do bicho, e lógico que ele era um fofo com carinha de carente, daqueles que derretem corações.
Seria cômico se não fosse trágico....pois hoje estamos vivendo  uma verdadeira indústria dos resgates, isso vem acontecendo sem que muitos consigam atentar para o fato de que não existem milagres. Não dá para sabermos se por ingenuidade ou mesmo  para que se sintam  aliviados ao ver que alguém foi lá e resolveu o problema que iria tirar seu sono, pois afinal "somos apaixonados por bichos"...o que sabemos é que os espertalhões de plantão perceberam nos animais carentes um nicho para poderem lucrar e atingir as metas de suas ambições.
Hoje existem equipes prontas para sair às ruas, com cinegrafistas, fotógrafos, maquiadores, ambulâncias, designers gráficos elaborando folders onde os super heróis aparecem envoltos em névoa, com asas e até auréola!!!

Mas e o depois dos tais resgates? o que estará reservado aos animais? ninguém sabe...ninguém viu!!!
não existe milagre ou mágica quando se lida com seres vivos que na maioria das vezes estão muito debilitados, somente um  trabalho sério, dedicação e muita vontade de se fazer o bem poderá de fato resultar em uma nova chance para um animal. 

Triste imaginar que animais carentes estão sendo usados dessa forma tão baixa e que muitas pessoas estão sendo induzidas a acreditar que estes "ícones" da proteção animal estão apenas visando o bem estar dos pobres coitados!!!
Como acabar com isso? buscando se informar sobre aqueles que de fato fazem um trabalho digno, responsável e de amor verdadeiro pelos animais necessitados.


Informação!!! a melhor maneira de combater os estelionatários e espertalhões sempre!!! 

Neste link algumas dicas do blog Dicas Peludas sobre como evitar ser mais uma vitíma nestes golpes.
http://dicaspeludas.blogspot.com.br/p/alerta-nao-seja-vitima-de-golpistas-na.html?q=estelionatarios