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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Excelente matéria do jornal Estadão sobre exploração de animais pelo turismo.


Os que acessam este blog já viram algumas de nossas matérias falando sobre o tema turismo-exploração-crueldade.
Com certeza já conseguimos alertar muitos que jamais tinham pensado sobre o assunto e que a partir de um determinado texto ou vídeo publicado por aqui se pegou questionando sobre essa questão.
Este é nosso objetivo!!!
Nossa matéria campeã de acessos (cerca de 488495 até a data de hoje) cita justamente o famigerado zoológico de Lujan.
Mas nosso maior orgulho será sempre termos abraçado a luta contra a captura dos golfinhos de Taiji desde 2010, e conseguido divulgar o que acontece por lá através de nossas manifestações, e materiais publicados por aqui, pedindo para que não se faça turismo nos parques onde se nadam com golfinhos confinados.
Também já escrevemos sobre os passeios em elefantes e como são os tais "treinamentos" nos países asiático.
E com certeza é um bálsamo para os olhos ver que hoje um grande veículo de comunicação, como é o caso do jornal O Estado de São Paulo em sua seção de turismo tocar neste assunto que muitos desconhecem, e que podem até achar espinhoso de se falar quando se está buscando por diversão e lazer.
Parabéns a Amanda Noventa a jornalista que fez a matéria que estamos publicando abaixo.

Turista morre ao andar em elefante na Tailândia. Você ainda culpa o elefante?

AMANDANOVENTA
15 fevereiro 2016 | 08:59 


Recentemente passei um mês na Tailândia e, durante esse período, vi elefantes em diversas condições: soltos na estrada, presos no quintal de uma casa, na praia e, principalmente, sendo explorados pelo turismo. A forma mais comum é carregando turistas nas costas, mas você encontra até elefantes pintando quadros para serem vendidos.
Não dá para olhar aquilo e achar que está tudo bem com o animal. Por isso não me surpreendi ao ver essa semana a notícia sobre um turista escocês que foi morto na Tailândia enquanto andava em um elefante.
O site CBS conta que o elefante se irritou após seu treinador se pendurar em suas costas para tirar fotos do turista escocês. Então arremessou o turista e o treinador no chão e os pisoteou. O treinador está bem, mas o turista não sobreviveu. Uma morte horrível, mas que poderia ter sido evitada se os envolvidos tivessem mais informação e bom senso.
O que as pessoas precisam entender é que elefantes não são como cavalos. São espécies selvagens que não servem para serem montadas.
A ONG Elephant Nature Park, referência no assunto na Tailândia, conta que para os elefantes chegarem ao ponto de carregar pessoas em suas costas, eles passam por um verdadeiro processo de tortura quando ainda filhotes. São tomados da mãe, confinados e apanham por dias, com fome e sono até que cheguem num estado lastimável de fazer tudo o que o homem manda. Assim, eles são colocados para trabalhar em circos, carregando madeiras nas florestas ou explorados através do turismo.
O que pouca gente sabe é que dá para ter uma experiência bacana com esses animais sem prejudicá-los. Eu passei um dia todo num refúgio na Tailândia cuidando de elefantes que foram resgatados desses trabalhos exploratórios. Lá quem manda são os animais e não os turistas. Pude dar banho nos elefantes, alimentá-los e fazer carinho. E com toda essa interação eu te pergunto: por que você ainda precisa subir no elefante?



A mesma coisa acontece com os tigres
Quantas pessoas na sua timeline você já viu numa foto fofa com um tigre aparentemente mansinho?
Em fevereiro do ano passado, o templo de tigres mais famoso da Tailândia foi fechado. Quem tomava conta dos tigres eram alguns monges (e tem coisa que pareça mais inofensiva do que um monge?). Pena que eles não sabiam direito o que estavam fazendo e não deu outra. O templo foi investigado e, por fim, fechado por maus tratos, tráfico de espécies em extinção e venda ilegal de animais.
Infelizmente esse não era o único templo de tigres. Ainda existem muitos lugares como esse ao redor do mundo e alguns são até acusados de dopar esses animais para que eles fiquem “dóceis” e você possa tirar uma foto.
E os golfinhos
Na única vez em que tentei nadar com golfinhos num desses parques, não deu certo. Eu não tinha muita informação e, chegando lá, dei de cara com o golfinho de boca machucada. Não consegui fazer mais nada. Não quis nadar com o golfinho, nem alimentar e, muito menos, ser empurrada por eles na água. Virei as costas e fui embora. Não dava para colaborar com esse circo.
Sem contar que esses golfinhos são capturados no Japão e vendidos para parques do mundo todo. Os que não são selecionados pelos parques, são mortos (quase 20 mil ao ano).
A verdade é que existem muitos problemas com os animais que precisamos resolver. A caça de elefantes para uso do marfim, tráfico de pássaros exóticos, caça aos tubarões para fazer sopa de barbatana, etc. Mas como esse espaço é para falar sobre viagem, meu foco hoje está sendo o turismo animal. E talvez esse seja o problema mais fácil de resolver porque basta que nós, turistas, ignoremos esses passeios e tours que são oferecidos durante as nossas viagens. Você ajuda simplesmente não participando.
Se você acha que não faz a diferença, basta lembrar que o Sea World anunciou recentemente que irá encerrar seu show acrobático com baleias em um dos parques por falta de visitantes. Desde que o documentário “Blackfish” foi lançado denunciando o problema das orcas em cativeiro, o numero de turistas no parque caiu drasticamente.
Assim, eu quero acreditar que as pessoas estão começando a perceber que não tem nada divertido em ver um animal sendo explorado um dia inteiro enquanto todo mundo dá risada. E, principalmente, entender que nós, turistas, somos grandes responsáveis por essa exploração. Se não tem quem pague por esse tipo de turismo, ele deixa de existir.
Porque é muito legal que esses estabelecimentos sejam fechados pela justiça (o que é raro). Mas é mais legal ainda quando são fechados por falta de visitantes, como tem acontecido com as atrações do Sea World. Será que estamos evoluindo?

Link da matéria original do Jornal Estado de São Paulo .
http://goo.gl/fd81aJ



 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Simplesmente uma delícia!!! Elefantes resgatados por santuário se esbaldam na chuva.




 

Abaixo um excelente texto sobre o santuário situado em Chiang Mai, onde a instituição Save Elephant Foundation, resgata e abriga esses animais que passaram anos sofrendo uma série de abusos e os dá a chance de uma nova vida. No local, os elefantes se alimentam, caminham e se divertem livremente. onde vivem essas criaturas incríveis. Um paraíso onde elefantes retirados de maus tratos podem viver em liberdade e desfrutar de banhos de rio e de chuva como mostra esse vídeo "delicioso de viver".

Elefantes explorados em passeios turísticos na Tailândia.

Na Tailândia, elefantes são vistos como atrações turísticas por muitas pessoas, usados em shows onde eles dançam, pintam ou se engajam em atividades que não são para eles. Embora esses gigantes gentis possam parecer imperturbáveis com um humano sentado em suas costas, a realidade desconcertante é que os animais que são mansos o suficiente para carregar pessoas tiveram que enfrentar um treinamento abusivo para se comportar desta forma. As informações são do The Dodo.
“A ideia de viajar para a Tailândia evoca muitas imagens românticas e exóticas – desde as ruas frenéticas de Bangkok, a templos dourados e budas gigantes, até as ilhas com palmeiras e, é claro, elefantes, o símbolo nacional do país”, afirma a americana Karen Bakar, da March For Elephants que fez uma viagem com sua família e se recusou a financiar o cruel turismo que explora esses grandes mamíferos na região.
“Podem me chamar de estraga-prazeres quando eu nego aos meus filhos esta chamada oportunidade única, mas tudo o que precisamos é de alguns minutos de pesquisa para descobrir as táticas desumanas que são regularmente utilizadas para preparar os elefantes para serem instrumentos de entretenimento de turistas ou artistas de circos. Uma vez que os meus filhos aprenderam a verdade, eles também não tiveram interesse em fazer parte dessa crueldade animal”, relata Karen a respeito de sua viagem.
Os elefantes na Tailândia eram utilizados para transportar carga para a indústria madeireira, até essa prática ser proibida em 1989. Considerados inúteis para o trabalho, muitos destes animais literalmente acabaram nas ruas ou no comércio turístico.
A triste realidade é que fazer um elefante ser obediente e amigável com pessoas requer um processo árduo de treinamento chamado “crush”, que envolve acorrentar o pobre animal em um recinto fechado, apontando-o constantemente um instrumento afiado e deixando-o sem comida e sem água durante vários dias. O objetivo é quebrar o espírito selvagem nato do elefante, de modo que ele possa ser treinado para fazer o que os seus domadores querem, e o que os turistas gostam de ver.

Elefante se equilibra em corda bamba
Elefante se equilibra em corda bamba.

Karen afirma que antes de viajar pediu à sua filha que pesquisasse sobre os animais e descobrisse um lugar que sua família poderia visitar sem que eles financiassem os maus-tratos. Isso significava nenhum passeio, nenhum show, nada de animais jogando com bolas de futebol ou fazendo pinturas. Elas descobriram um lugar chamado Elephant Nature Park (ENP) em Chiang Mai, na parte norte do país.
“No dia da nossa visita, o pessoal nos pegou em nosso hotel em Chiang Mai e nos levou em uma viagem de uma hora e meia para a selva. O ENP está situado em uma magnífica reserva de várias centenas de acres cercada por montanhas verdejantes e um rio em que os elefantes gostam de se banhar. Há cerca de 30 membros na manada – a maioria do sexo feminino, além de 3 filhotes adoráveis​​, que estão constantemente sob o olhar amoroso e protetor de suas mães e das outras fêmeas. Com exceção dos bebês, os elefantes foram resgatados das indústrias turísticas ou de entretenimento, e muitos ainda têm ferimentos sofridos durante esta experiência. No ENP, eles agora são capazes de andar livremente e vivem felizes.”
O parque se baseia, em parte, na ajuda de voluntários para operar e limita o número de visitantes, por isso nunca está super lotado. O passeio incluiu um almoço vegetariano. “Meus filhos também gostaram de ver – e em alguns casos, de interagir – com os outros animais que chamam o ENP de lar. Depois das devastadoras inundações em Bangkok no ano de 2011, a fundadora do ENP, Sangduen Lek Chaillert, resgatou centenas de cães da capital da Tailândia. Eles agora estão abrigados no local, misturando-se aos elefantes residentes, gatos e búfalos”, diz Karen.
Lek cresceu com elefantes nas montanhas do norte da Tailândia, por isso desenvolveu um profundo afeto por eles desde uma idade precoce. Ela trabalha incansavelmente para pôr fim aos maus-tratos generalizados aos elefantes em seu país. Com o ENP e outros projetos relacionados, ela educa os turistas sobre a situação dos elefantes asiáticos, oferece atendimento veterinário para paquidermes explorados, e luta por leis de proteção a esses animais.
“O dia da nossa família no ENP nos trouxe uma mudança de vida, e eu vou voltar em 2015 para me oferecer como voluntária por uma semana. Nunca tinha estado tão perto de um elefante, o que foi, em uma palavra, mágico. Os elefantes no ENP estão autorizados a fazer o que gostam – eles rolam na lama, consomem grandes quantidades de frutas e legumes, e socializam-se com os outros. Ao contrário de um show de elefantes ou um circo, a interação com os animais no ENP é respeitosa”, concluiu Karen.
Fonte 
Anda - Agencia de Notícias de Direitos Animais
Nota:
Enquanto houver turistas acreditando que animais explorados, confinados, escravizados e muitas vezes torturados são felizes e fazem gracinhas espontaneamente, teremos que lutar contra a idéia romantizada e equivocada que patrocina os que vivem as custas do sofrimento e da crueldade com estes seres maravilhosos.