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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Excelente matéria do jornal Estadão sobre exploração de animais pelo turismo.


Os que acessam este blog já viram algumas de nossas matérias falando sobre o tema turismo-exploração-crueldade.
Com certeza já conseguimos alertar muitos que jamais tinham pensado sobre o assunto e que a partir de um determinado texto ou vídeo publicado por aqui se pegou questionando sobre essa questão.
Este é nosso objetivo!!!
Nossa matéria campeã de acessos (cerca de 488495 até a data de hoje) cita justamente o famigerado zoológico de Lujan.
Mas nosso maior orgulho será sempre termos abraçado a luta contra a captura dos golfinhos de Taiji desde 2010, e conseguido divulgar o que acontece por lá através de nossas manifestações, e materiais publicados por aqui, pedindo para que não se faça turismo nos parques onde se nadam com golfinhos confinados.
Também já escrevemos sobre os passeios em elefantes e como são os tais "treinamentos" nos países asiático.
E com certeza é um bálsamo para os olhos ver que hoje um grande veículo de comunicação, como é o caso do jornal O Estado de São Paulo em sua seção de turismo tocar neste assunto que muitos desconhecem, e que podem até achar espinhoso de se falar quando se está buscando por diversão e lazer.
Parabéns a Amanda Noventa a jornalista que fez a matéria que estamos publicando abaixo.

Turista morre ao andar em elefante na Tailândia. Você ainda culpa o elefante?

AMANDANOVENTA
15 fevereiro 2016 | 08:59 


Recentemente passei um mês na Tailândia e, durante esse período, vi elefantes em diversas condições: soltos na estrada, presos no quintal de uma casa, na praia e, principalmente, sendo explorados pelo turismo. A forma mais comum é carregando turistas nas costas, mas você encontra até elefantes pintando quadros para serem vendidos.
Não dá para olhar aquilo e achar que está tudo bem com o animal. Por isso não me surpreendi ao ver essa semana a notícia sobre um turista escocês que foi morto na Tailândia enquanto andava em um elefante.
O site CBS conta que o elefante se irritou após seu treinador se pendurar em suas costas para tirar fotos do turista escocês. Então arremessou o turista e o treinador no chão e os pisoteou. O treinador está bem, mas o turista não sobreviveu. Uma morte horrível, mas que poderia ter sido evitada se os envolvidos tivessem mais informação e bom senso.
O que as pessoas precisam entender é que elefantes não são como cavalos. São espécies selvagens que não servem para serem montadas.
A ONG Elephant Nature Park, referência no assunto na Tailândia, conta que para os elefantes chegarem ao ponto de carregar pessoas em suas costas, eles passam por um verdadeiro processo de tortura quando ainda filhotes. São tomados da mãe, confinados e apanham por dias, com fome e sono até que cheguem num estado lastimável de fazer tudo o que o homem manda. Assim, eles são colocados para trabalhar em circos, carregando madeiras nas florestas ou explorados através do turismo.
O que pouca gente sabe é que dá para ter uma experiência bacana com esses animais sem prejudicá-los. Eu passei um dia todo num refúgio na Tailândia cuidando de elefantes que foram resgatados desses trabalhos exploratórios. Lá quem manda são os animais e não os turistas. Pude dar banho nos elefantes, alimentá-los e fazer carinho. E com toda essa interação eu te pergunto: por que você ainda precisa subir no elefante?



A mesma coisa acontece com os tigres
Quantas pessoas na sua timeline você já viu numa foto fofa com um tigre aparentemente mansinho?
Em fevereiro do ano passado, o templo de tigres mais famoso da Tailândia foi fechado. Quem tomava conta dos tigres eram alguns monges (e tem coisa que pareça mais inofensiva do que um monge?). Pena que eles não sabiam direito o que estavam fazendo e não deu outra. O templo foi investigado e, por fim, fechado por maus tratos, tráfico de espécies em extinção e venda ilegal de animais.
Infelizmente esse não era o único templo de tigres. Ainda existem muitos lugares como esse ao redor do mundo e alguns são até acusados de dopar esses animais para que eles fiquem “dóceis” e você possa tirar uma foto.
E os golfinhos
Na única vez em que tentei nadar com golfinhos num desses parques, não deu certo. Eu não tinha muita informação e, chegando lá, dei de cara com o golfinho de boca machucada. Não consegui fazer mais nada. Não quis nadar com o golfinho, nem alimentar e, muito menos, ser empurrada por eles na água. Virei as costas e fui embora. Não dava para colaborar com esse circo.
Sem contar que esses golfinhos são capturados no Japão e vendidos para parques do mundo todo. Os que não são selecionados pelos parques, são mortos (quase 20 mil ao ano).
A verdade é que existem muitos problemas com os animais que precisamos resolver. A caça de elefantes para uso do marfim, tráfico de pássaros exóticos, caça aos tubarões para fazer sopa de barbatana, etc. Mas como esse espaço é para falar sobre viagem, meu foco hoje está sendo o turismo animal. E talvez esse seja o problema mais fácil de resolver porque basta que nós, turistas, ignoremos esses passeios e tours que são oferecidos durante as nossas viagens. Você ajuda simplesmente não participando.
Se você acha que não faz a diferença, basta lembrar que o Sea World anunciou recentemente que irá encerrar seu show acrobático com baleias em um dos parques por falta de visitantes. Desde que o documentário “Blackfish” foi lançado denunciando o problema das orcas em cativeiro, o numero de turistas no parque caiu drasticamente.
Assim, eu quero acreditar que as pessoas estão começando a perceber que não tem nada divertido em ver um animal sendo explorado um dia inteiro enquanto todo mundo dá risada. E, principalmente, entender que nós, turistas, somos grandes responsáveis por essa exploração. Se não tem quem pague por esse tipo de turismo, ele deixa de existir.
Porque é muito legal que esses estabelecimentos sejam fechados pela justiça (o que é raro). Mas é mais legal ainda quando são fechados por falta de visitantes, como tem acontecido com as atrações do Sea World. Será que estamos evoluindo?

Link da matéria original do Jornal Estado de São Paulo .
http://goo.gl/fd81aJ



 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Pra comemorar!!! Japão não vai mais capturar golfinhos para shows em aquários.


Imagem que esperamos em breve ver apenas em  museus.
Todos que acompanham nosso trabalho através do blog sabem que desde 2010 abraçamos a luta contra a captura e matança de golfinhos que é realizada em Taiji/Japão.
Desde que o mundo soube através do documentário The Cove o que acontece em Taiji de setembro a março anualmente, muitos ativistas como nós abraçaram essa causa.
Através deste ativismo fizemos amigos aqui em São Paulo e também pelo mundo. Choramos lágrimas de sangue ao acompanhar as capturas e matanças durante os meses que os caçadores vão para o mar.
Vimos famílias inteiras de golfinhos sendo dizimadas. Entes queridos sendo separados de seu convívio. Mães sendo mortas e seus filhotes sendo devolvidos ao mar para morrer sem proteção e alimento.
Enfim passamos a acompanhar através das Ongs internacionais as notícias do dia a dia do massacre a que são submetidos estes animais inteligentes, gregários e maravilhosos.
E finalmente após todos estes anos de protestos pelo mundo temos algo muito bom a ser comemorado e que com certeza nos faz sentir que estamos no caminho certo em nosso ativismo.
Sabemos que a luta ainda prosseguirá porque os japoneses continuarão a capturar e a matar os golfinhos para consumo da carne, porém a notícia de que a JAZA - Associação Japonesa de Zoológicos e Aquários, decidiu que não irá mais capturar golfinhos selvagens para exposição em aquários é uma grande vitória.
Nossos agradecimentos eternos a Richard O'Barry do Dolphin Projetc e ao Capitão Paul Watson do Sea Shepherd, e a todos os ativistas que vem se dedicando a mostrar ao mundo o que acontece em Taiji nestes anos todos.
EsquadrãoPet


Abaixo a matéria do jornal Alternativa Online que traz a notícia que tanto nos enche de orgulho.

Japão diz que não vai mais capturar golfinhos para expor em aquários

 

Com a decisão, os aquários do país poderão apenas utilizar animais criados e domesticados para esse fim

 

MASAMICHI MAEDA/ALTERNATIVA


Tóquio - A Associação Japonesa de Zoológicos e Aquários decidiu nesta quarta-feira que não vai mais capturar golfinhos diretamente do mar para usar em apresentações ou para expor aos visitantes, informou a emissora NHK.

A decisão foi tomada após a Associação Mundial de Zoológicos e Aquários ameaçar excluir o Japão da entidade, caso o país não atendesse o pedido de parar com a captura de golfinhos em Taiji (Wakayama), de onde esse animais são enviados aos aquários.

Com isso, os aquários do Japão poderão apenas utilizar golfinhos criados e domesticados para esse fim, diminuindo o número de animais disponíveis em shows, que costumam ser uma das atrações principais.

Na semana passada, o governador de Wakayama, Yoshinobu Nisaka, criticou a decisão da Associação Mundial de Zoológicos e Aquários de querer excluir os membros do Japão, chamando o ato de "assédio moral de todo o mundo".

Numa conferência de imprensa, o governador disse que a maioria dos golfinhos exibidos em aquários tinha sido capturada no mar e o número cairia drasticamente se apenas os animais criados fossem utilizados.

Os aquários "nunca serão capazes de exibir espécies raras", disse o governador ao jornal Mainichi, expressando a esperança de que a associação analise a questão de forma "justa".

Taiji, uma pequena vila de pescadores, é conhecida pela caça às baleias e golfinhos. A matança foi documentada em "The Cove", uma produção norte-americana premiada com o Oscar.

A declaração da associação mundial, em 22 de abril, menciona que a adesão do Japão foi suspensa, alegando que o país violou o "Código de Ética e Bem-Estar Animal".

A associação japonesa, JAZA, decidiu que quer continuar a ser um membro através de uma votação de seus integrantes - 89 zoológicos e 63 aquários em todo o Japão.

Fonte: Alternativa Online



Nota:
A luta ainda não terminou porque os golfinhos continuarão a ser abatidos em Taiji para o consumo de carne apesar de que este vem decaindo ano após ano segundo nossos amigos ativistas brasileiros que moram naquele país.
Os golfinhos capturados para os aquários e zoológicos eram vendidos a peso de ouro e talvez a matança já não seja tão interessante porque era com a desculpa de que a fazem por tradição que insistiam em prosseguir apesar de todos os protestos que isso gerava. O que na verdade consiste em uma grande mentira já que começaram a capturá-los na década de 70, quando descobriram o grande negócio através da venda destes animais para entretenimento.
Que hoje há muito a ser comemorado não restam dúvidas mas já por experiência sabemos que quando se trata dos japoneses é necessário ficar atento porque eles dificilmente aceitam a derrota.




terça-feira, 28 de outubro de 2014

São Francisco reconhece o direito a liberdade de baleias e golfinhos.



São Francisco/EUA reconhece os direitos de golfinhos e baleias a liberdade. 
Informe 21 - 24 de Outubro de 2014
 
Em uma decisão histórica nesta quarta-feira (22/10/2014) o Conselho de Supervisores de San Francisco aprovou uma medida que garante o direito de viver em liberdade aos cetáceos. 
A resolução afirma claramente que estes animais merecem "ser livre do cativeiro, e permanecerem sem restrições em seu ambiente natural."

Entre as razões para esta decisão, o conselho citou as capacidades intelectuais e emocionais complexas de cetáceos, assim como o estresse psicológico e alta taxa de mortalidade causada pelo cativeiro nos parques marinhos como o SeaWorld.

Este fato inédito nos Estados Unidos conta como precedente que
o comissário Russel Tenofsky do Controle de Animais e do Bem-Estar São Francisco comissário Russel Tenofsky levantou esta questão ao comitê no início deste ano.
Este ato pode ser o primeiro de seu tipo, mas a resolução de San Francisco não é a primeira tentativa de proteger os cetáceos em cativeiro. Em março, uma comissão do Senado aprovou em New York a chamada "lei BlackFish " (como o documentário) que proíbe a instalação de parques marinhos com orcas em cativeiro no estado. 

Em junho, o Congresso dos EUA aprovou por unanimidade uma lei para proteger as orcas em cativeiro e outros mamíferos marinhos.

Sam Berg, um ex-treinador SeaWorld que apareceu no documentário "BlackFish" disse ao site O Dodo que o movimento poderá levar a "uma proibição total de baleias e golfinhos em cativeiro em os EUA"

Fonte: http://goo.gl/w0B16g

Nota:
Tudo o que pensamos e defendemos sobre golfinhos e baleias se resume ao banner abaixo.
#confinamentomata
 






domingo, 28 de setembro de 2014

Entendam porque os ativistas não impedem que os golfinhos sejam mortos em Taiji.



Muitos que começam a acompanhar a captura e o massacre dos golfinhos e baleias em Taiji-Japão mais cedo ou mais tarde fazem este questionamento: 
Por que os ativistas que estão lá não impedem os japoneses de fazer isso? ou por que não cortam as redes? ou por que não entram na água e usam barcos para impedir que os golfinhos sejam empurrados para a enseada da morte?
Então gostaríamos de sugerir que lessem o texto abaixo, que embora seja um pouco longo, responderá todas essas questões e fará com que todos se tornem mais qualificados para atuar contra essa e outras crueldades que acontecem mundo afora. 
EsquadrãoPet


Os Guardiões da Enseada e a política “gaiatsu” da Sea Shepherd

Os Guardiões da Enseada são homens e mulheres apaixonadamente compassivos, que vêm de todo o mundo, incluindo  o Japão. Eles vêm por conta própria. Estão na enseada antes do sol nascer, e lá continuam após o sol se por. Há Guardiões da Enseada em Taiji todos os dias, entre 1º de setembro e 1º de março de cada ano. Durante seis meses, a cada ano, testemunham um dos massacres mais implacáveis ​​e brutais de mamíferos marinhos do planeta.
Eles estão armados com a arma mais poderosa no mundo: a câmera.
No entanto, é um exercício emocionalmente desgastante a defesa diária de golfinhos.
Os Guardiões da Enseada agem de forma não violenta, dentro dos limites da praticidade e legislação japonesa .
Eles estão lá para lembrar o governo do Japão e os pescadores de Taiji que o mundo está assistindo todos os dias, e continuará a fazê-lo até que o abate obsceno termine.
A Sea Shepherd expôs pela primeira vez este massacre brutal dez anos atrás. Nossas fotos e vídeos deram a volta ao mundo, em outubro de 2003. Foi quando a campanha começou.
Estávamos envolvidos muitos anos antes neste trabalho, para colocar um fim, com êxito, na matança de golfinhos na ilha de Iki, no Japão. Defendemos os golfinhos no Japão desde 1979.
Ric O’Barry era um membro da tripulação da Sea Shepherd em 2003, e membro do Conselho Consultivo da Sea Shepherd. Esse foi o mesmo ano em que dois membros da tripulação da Sea Shepherd cortaram as redes e libertaram 15 golfinhos da Enseada. A libertação dos 15 golfinhos valeu a pena pelo mês de prisão passado por Alex Cornelissen, da Holanda, e Allison Lance, dos Estados Unidos.
Ric discordou do ato de cortar as redes e voltou por conta própria depois disso, porque ele estava preocupado em ser conectado à Sea Shepherd. Ele sentiu que isso tornaria mais difícil sua entrada em Taiji. Isso foi compreensível, e seus esforços foram recompensados ​​com o lançamento do documentário vencedor do Oscar  The Cove, dirigido por Louis Psihoyos.


A Sea Shepherd sempre aplaudiu Ric O’Barry e o Dolphin Project. Os golfinhos de Taiji precisam da ajuda de todos que possam contribuir para acabar com esse massacre impiedoso e sangrento.
A Sea Shepherd decidiu reorganizar, em 2010, os Guardiões da Enseada, para trazer pessoas de todo o mundo para Taiji.
Os Guardiões da Enseada da Sea Shepherd, os Save The Dolphin Japan, Surfers for Cetaceans e o Dolphin Project sempre estiveram unidos pelo objetivo comum de acabar com esta matança. Temos abordagens diferentes, mas temos o mesmo objetivo.
A Sea Shepherd fez um acordo com o Dolphin Project de não boicotar os produtos japoneses, de modo a não alienar o público japonês. A Sea Shepherd partilha com o Dolphin Project a idéia de que a nossa oposição deve ser legal e não violenta .

O que os Guardiões da Enseada estão fazendo em Taiji nunca foi feito antes. Nunca antes os voluntários viajaram por conta própria para participar de uma longa vigília de seis meses, ano após ano.
Admiro e respeito todos que estão envolvidos com a oposição ao massacre em Taiji. Mas a minha admiração pelos voluntários que participam do programa Guardião da Enseada é imensa. Estes homens e mulheres são pessoas comuns, motivadas por um profundo sentimento de compaixão e amor pela natureza e animais. Eles não ganham nada para si mesmos, e sofrem o trauma emocional de testemunhar as atrocidades contra estas criaturas delicadas .
Para os críticos, que dizem que devemos esperar o povo japonês agir, só posso dizer que nos congratulamos com a participação dos cidadãos japoneses, e muitos já participaram, mas o preço que pagam é ter suas famílias perseguidas pela polícia japonesa.
Como um canadense, eu sei que não foi o povo canadense que levou à queda econômica da caça de focas. Foi a pressão externa ao Canadá.
Os governos tendem a prestar mais atenção à pressão externa do que à pressão interna.
Isto é especialmente verdadeiro no Japão.
No Japão, isso é chamado de “gaiatsu”, que significa pressão externa, e que tem sido comprovada pelo trabalho.
Cada mudança na política ambiental iniciada no Japão surgiu por causa da pressão externa. Na organização do programa Guardião da Enseada estudei um artigo escrito por Isao Miyaoka, do Instituto Japonês de Ciências Sociais, intitulado “Pressões estrangeiras e o processo de decisão da política japonesa”*
Essa pressão pode vir de governos ou grupos não governamentais, e pode ser dirigida para o governo japonês, as empresas japonesas ou o público japonês.

” Na década de 1980 e início de 1990, o Japão foi alvo de severas críticas internacionais na área das questões ambientais globais. Em 1992 , em conseqüência disso, o Japão mudou suas políticas de esgotamento de ozônio, tipo de pesca, e as importações de marfim de elefante Africano”. Isao Miyaoka
A Sea Shepherd esteve muito envolvida na pressão ao Japão sobre a pesca de arrasto, de 1987 até 1992, quando as redes de espera foram finalmente proibidas.
O que funciona melhor é uma estratégia combinada de pressão externa e interna, mas de acordo com Miyaoka, o Japão é um Estado reativo quando se trata de questões ambientais. Não houve nenhum caso de uma mudança na política ambiental que iniciou com pressão interna sozinha.
Uma diferença entre a abordagem do Dolphin Project e dos Guardiões da Enseada da Sea Shepherd é que o Dolphin Project favorece a intervenção exclusivamente doméstica, apesar do fato de que o Dolphin Project é liderado por estrangeiros.
A Sea Shepherd favorece a abordagem “gaiatsu”, na medida em que é a pressão externa que vai acabar com a matança de golfinhos.
O Dolphin Project e a Sea Shepherd têm participado em manifestações diante das embaixadas e consulados japoneses.
O Dolphin Project quer mais envolvimento japonês na oposição à matança dos golfinhos. A Sea Shepherd quer isso também, e não se opõe ao envolvimento japonês, na verdade a Sea Shepherd encoraja isso, e cidadãos japoneses estão envolvidos em atividades da Sea Shepherd, tanto em oposição à matança de golfinhos quanto à caça comercial ilegal no Oceano Antártico.
O programa Guardião da Enseada pode trabalhar em cooperação com o Dolphin Project, e a Sea Shepherd gostaria muito de ver esta cooperação contínua. Nós não vemos isso como um conflito, vemos isso como uma oportunidade para unir tanto a pressão interna quanto a pressão externa, para acabar com a matança dos golfinhos.

Os golfinhos também não são de propriedade dos japoneses, e cada pessoa no planeta tem o direito e o dever de falar em seu nome. Compaixão não tem uma raça ou uma cultura. Bondade não tem uma nacionalidade.
Se os Guardiões da Enseada e a Sea Shepherd se retirarem, a matança vai continuar, longe dos olhos e da consciência mundiais. Isso seria um benefício para os pescadores e para o governo do Japão. Não iria beneficiar os golfinhos.
A oposição à matança de golfinhos deve ter a união tanto de influências estrangeiras quanto do envolvimento interno. Os Guardiões da Enseada estão em Taiji para ficar e, embora o Dolphin Project queira que nos retiremos, não podemos e não vamos fazer isso.
É nossa intenção trabalhar em conjunto e apoiar os esforços de todos os grupos que se opõem à matança de golfinhos, e é minha convicção de que, se quisermos ter sucesso, devemos ter uma confederação de compaixão, e devemos sempre pensar em primeiro lugar, e acima de tudo, no bem-estar e na sobrevivência dos golfinhos.
  
Capitão Paul Watson-Fundador da Sea Shepherd




Pressão externa e o processo de decisão política japonesa. Por Isao Miyaoka, do Instituto Japonês de Ciências Sociais (em inglês).







 




terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pelos golfinhos na Paulista - Manifestação Japan Dolphins Day - 2014



Como já acontece há cerca de 3 anos, São Paulo mais uma vez participou do evento mundial Japan Dolphins Day.
Cerca de 30 ativistas manifestaram repúdio a mais uma temporada de caça, captura e matança de golfinhos que se iniciou ontem dia 01 de setembro/2014 e se estenderá até março/2105 em Taiji/Japão.

Fotos Sandro de Castro/Ro Guimarães
Para os que ainda desconhecem o que ocorre anualmente nesta cidade e tem motivado o mundo inteiro a se manifestar é só entrar neste link http://goo.gl/nnyZcg
Como nos anos anteriores duas Ongs paulistas compareceram ao protesto Aila - Aliança Internacional do Animal e Veddas - Vegetarianismo ético, defesa dos direitos dos animais e sociedade.
Na ocasião foi entregue ao Consul Geral do Japão, sr. Noritemo Fukushima uma carta de repúdio ao massacre anual de golfinhos. Infelizmente houve recusa em protocolar ou mesmo rubricar o documento que se encontra publicado neste link http://goo.gl/i09go4

Foram distribuídos também alguns adesivos da campanha nacional Alerta Vermelho, que pede o fim da utilização do boto como isca para pesca da piracatinga encabeçado pela Ong Ampa Associação Amigos do Peixe Boi, contra a matança dos botos cor de rosa que está em andamento no Brasil e que hoje dia 02/09/2014 está realizando um ativismo em Brasília. A petição http://goo.gl/Ci16hm que será entregue para a Ministra de Meio Ambiente  Isabella Teixeira ainda essa semana.


Nota:
Agradecimentos a todos que de uma forma ou de outra contribuíram para a realização de mais este protesto pelos golfinhos. Mil vezes obrigada aos veículos de mídia que nos apoiaram também.
......e delicia saber que mais e mais ativistas vem se unindo por esta causa.
Para quem quiser ver a repercussão dos protestos pelo mundo basta clicar aqui http://goo.gl/IvaufN
E para encerrar um recado para aqueles que patrocinam Taiji.  Essa é a arte com a qual fizemos uma faixa para o protesto deste ano.





segunda-feira, 1 de setembro de 2014

São Paulo recebe manifestação oficial contra a caça de golfinhos‏ no Japão - Catraca Livre

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Protesto contra caça de golfinhos no Japão confirma manifestação em S.Paulo - Diario Regional

 

20/08/2014 20:18

No dia 1º de setembro, das 13h as 16h será realizada uma manifestação em frente ao Consulado Geral do Japão, em São Paulo,  a fim de chamar atenção para o extermínio diário e o comércio de golfinhos para cativeiros, que passam pelo Japão em sua rota de migração.
O “Japan Dolphins Day 2014” é um protesto oficial e acontece simultaneamente em várias cidades do mundo. São Paulo também está inclusa e este ano participará novamente.
 A temporada de caça acontece na pequena cidade de Taiji que se inicia em primeiro de setembro e vai até 31 de março. Pescadores em barcos encurralam dezenas de golfinhos em uma enseada e os massacram com golpes de arpões e facadas.
A água se torna vermelha com o sangue. Mais de 2000 deles são massacrados por ano. Os caçadores ainda capturam mais de 200 golfinhos para serem vendidos para parques aquáticos, aquários e outros são abatidos para o consumo de sua carne, que é altamente contaminada com mercúrio e pouco apreciada pelos próprios japoneses. Eles são separados de suas famílias depois de presenciarem o massacre das mesmas e são transportados em condições sub-humanas para o mundo todo.
O documentário “The Cove”, que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2010, relata em detalhes o que acontece em Taiji. O filme está aberto no youtube por ser informativo sem fins lucrativos. Esse trabalho mobilizou ativistas do mundo inteiro para protestar contra essa dura realidade.
Para mais informações acesse:
Blog do organizador oficial: http://goo.gl/tBpvoF.

Fonte:
Diário Regional

Nota:
Agradecimento especial a jornalista Tatiane da Cruz que tem feito a assessoria de imprensa do evento em São Paulo.



sábado, 16 de agosto de 2014

Taiji - Japão. Publicada a sentença de morte para os golfinhos em 2014/15.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ativismo contra confinamento de baleias e golfinhos faz cair lucro do SeaWorld.

A vida em uma caixa (tanque) de concreto não é vida. Foto: internet

Mobilização contra maus-tratos a animais afeta lucro do SeaWorld

Frequência em parques aquáticos caiu após debate sobre orcas em cativeiro

NOVA YORK - O lucro do SeaWorld foi afetado pela campanha contra o parque aquático realizada com apoio da ONG Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais (PETA, na sigla em inglês), revelou nesta quarta-feira o “Wall Street Journal”. Segundo o jornal de finanças americano, o SeaWorld registrou um resultado desapontador no segundo trimestre e reduziu sua previsão de lucro para este ano, afirmando que o recente debate na mídia sobre a forma como trata suas 23 orcas cativas afetou o fluxo de visitantes em seus parques.

Gráfico da queda das ações do SeaWorld - fonte Ric O'Barry's Dolphin Projects
“A companhia crê que a frequência no trimestre foi afetada por pressões relacionadas à atenção da mídia em relação à proposta de mudança da legislação no estado da Califórnia”, afirmou a companhia em uma nota, ao anunciar seus resultados nesta quarta-feira. As ações da SeaWorld chegaram a cair mais de 30% com a divulgação dos resultados trimestrais.
Segundo o balanço da empresa, o SeaWorld registrou um lucro no segundo trimestre de US$ 37,3 milhões, ou US$ 0,43 por ação, resultado que se compara a um prejuízo de US$ 15,9 milhões no mesmo período do ano passado. A receita do grupo caiu 1,5%, para US$ 405,2 milhões. Os analistas haviam projetado um lucro de US$ 0,59 por ação e receita de US$ 445 milhões, segundo a agência Thomson Reuters.

Ativistas em frente ao SeaWorld - Fonte da foto: internet
DEBATE SOBRE LEGISLAÇÃO
Dois deputados da Califórnia na Câmara dos Representantes propuseram um estudo federal sobre o impacto da manutenção em cativeiro grandes mamíferos marinhos. Eles citam “sérias preocupações com relação a danos psicológicos e físicos” às orcas em cativeiro. A iniciativa ocorre num momento em que a SeaWorld enfrenta pressões e protestos sobre a forma como trata suas orcas cativas, também chamadas de “baleias assassinas”.
A mobilização a favor do fim do uso desses animais como atração para os parques temáticos cresceu em 2013, após o lançamento do documentário “Blackfish”, que expõe as práticas do SeaWorld, após a morte de uma treinadora de animais, que inspiraram a controvérsia na mídia americana. O SeaWorld, por sua vez, mantém a defesa de suas práticas, afirmando que considera sua maior prioridade o bem-estar dos animais.
Apesar disso, o debate parece ter afetado os resultados financeiros do SeaWorld. A companhia anunciou que prevê uma queda de 6% a 7% de sua receita este ano. A companhia acrescentou que vai cortar custos para estimular o crescimento, à medida que vê a continuidade da tendência de uma receita menor. O grupo informou ainda que pretende reinvestir a poupança gerada pelos cortes em novas atrações em seus parques. A frequência total neste ano até 30 de junho caiu 4,3%. O SeaWorld também anunciou um novo programa de recompra de ações avaliado em US$ 250 milhões.
A companhia informou ainda que a frequência em seus parques cresceu 0,3% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2013. Em geral, a receita anual do grupo é puxada por seus resultados nos segundo e terceiro trimestres. O diretor executivo, Jim Atchison, afirmou que a baixa frequência nos parques aquáticos parcialmente apaga os benefícios de uma mudança na Páscoa e condições climáticas favoráveis.
— Estamos felizes em anunciar um crescimento na frequência no trimestre, apesar dos desavios do setor e um ambiente competitivo, além de uma dura comparação com o mesmo trimestre do ano passado — disse ele.
Fonte:
O Globo

Abaixo o trailer do documentário denúncia Blackfish:



Nota:
A frase estampada na camiseta do garotinho ativista que abre a matéria,  resume tudo o que pensamos sobre o terrível e cruel confinamento e consequente exploração das baleias e golfinhos nos parques aquáticos e aquários espalhados pelo mundo. Isso tem que deixar de existir e a nossa luta não pode parar até que este dia chegue.




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

MANIFESTAÇÃO PELOS GOLFINHOS DE TAIJI EM SÃO PAULO - JAPAN DOLPHIN DAYS 2014


São Paulo estará junto a dezenas de cidades pelo mundo para protestar contra a cruel captura e matança de golfinhos em Taiji/Japão.
Página do evento Japan Dolphin Days criada para divulgação do evento no facebook:  http://goo.gl/p5lt5g

Infelizmente mais uma vez estaremos protestando junto a outras cidades ao redor do mundo, na data de 01 de setembro de 2014 contra a matança de golfinhos e baleias piloto em Taiji/Japão. Dia em que se iniciará mais uma temporada de caça e captura destes cetáceos.
Desde que o mundo conheceu a dura realidade do que acontece naquela enseada através do documentário The Cove, os protestos vem acontecendo ano após ano, contra essa barbaridade a que os caçadores chamam de tradição.
Pedimos aos ativistas e defensores dos animais que compareçam nesta manifestação pacifica para que demonstremos nossa indignação.
Venha protestar e vamos nos unir ao resto do mundo nessa ação!!!
Como nos anos anteriores estaremos protestando em frente ao Consulado Geral do Japão aqui em São Paulo.
Nosso objetivo deve ser claro e objetivo. Mostrar ao mundo que não vamos nos calar jamais até que o governo japonês coloque um fim a essa matança desnecessária e pare de capturar golfinhos para venda a parques aquáticos e aquários.
Vejam mais detalhes no blog do organizador oficial desta ação neste link http://goo.gl/tBpvoF





Unfortunately once again we will be protesting, along with other cities around the world, against the killing of dolphins and pilot whales in Taiji / Japan, on the date of September 1, 2014, when it will begin another season of hunting and trapping these cetaceans.
Since the world met the harsh reality of what happens in that cove through the documentary The Cove, the protests has been happening year after year, against this barbarity that hunters call 'tradition'.
We are inviting activists and animal advocates to attend this peaceful demonstration to expose our indignation.
Come protest with us and let us join the rest of the world in this action!
As in previous years, we will be protesting in front of the Consulate General of Japan, located near the Avenida Paulista, São Paulo.
Our goal must be clear, that is to show the world that we will not ever shut up until the Japanese government put an end to this unnecessary killing and stop capturing dolphins for sale to marine parks and aquariums.
See more details in the link of the official organizer of this action http://goo.gl/tBpvoF



domingo, 27 de julho de 2014

Dinamarca defende abertamente a matança de baleias-piloto e golfinhos nas Ilhas Faroe - Sea Shepherd

sábado, 26 de julho de 2014

A Enseada (The Cove) - Documentário ganhador do Oscar - Legendado PT-BR





Para os que ainda não tiveram a oportunidade de assistir ou não tiveram coragem segue a versão legendada em português do documentário ganhador do Oscar que denunciou ao mundo o que acontece em Taiji/Japão durante a temporada que se estende de setembro a março todos os anos. Assistam, indiquem, peçam aos amigos que divulguem, contem para os que pretendem ir aos parques aquáticos que realizam shows com golfinhos como são capturados e o quanto isso é cruel.
Se você domina o inglês e quer adquirir uma cópia original e também ajudar aos ativistas que defendem os golfinhos do Japão entre nesta página. Tem outras coisas bem interessantes também como as músicas do filme, etc...
http://www.thecovemovie.com/
O site oficial  para poder conhecer todo o ativismo que tem sido feito e vem  sendo articulado pelo mundo.
http://savejapandolphins.org/blog/

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

The Cove (legendado) - documentário sobre a captura de golfinhos em Taiji/Japão





Para os que ainda não tiveram a oportunidade de assistir ou não tiveram coragem segue a versão legendada em português do documentário ganhador do Oscar que denunciou ao mundo o que acontece em Taiji/Japão durante a temporada que se estende de setembro a março todos os anos. Assistam, indiquem, peçam aos amigos que divulguem, contem para os que pretendem ir aos parques aquáticos que realizam shows com golfinhos como são capturados e o quanto isso é cruel.



Se você domina o inglês e quer adquirir uma cópia original e também ajudar aos ativistas que defendem os golfinhos do Japão entre nesta página. Tem outras coisas bem interessantes também como as músicas do filme, etc...

 http://www.thecovemovie.com/

No facebook voce poderá acompanhar o que está sendo feito pelo mundo na luta pelos golfinhos do Japão 
http://goo.gl/WSmB0t

O site oficial  para poder conhecer todo o ativismo que tem sido feito e vem  sendo articulado pelo mundo.
http://savejapandolphins.org/blog/

E para finalizar uma foto mostrando um golfinho capturado em Taiji a espera de sua transferencia para algum parque aquático onde viverá uma vida de crueldades e privações até que adoeça e morra precocemente e seja substituído por outro.