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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Postagem do Instituto Luisa Mell revolta gateiros!!!


Print de um comentário/Facebook
Como diz aquele ditado famoso: De boas intenções o inferno está cheio.

Luisa Mell mais uma vez vem causando um tremendo mal estar e prejuízo em uma postagem recente onde afirma que interessados em adotar gatos, devem faze-lo apenas daqueles quem doam animais testados para Fiv/Fel. Abaixo link para quem não conhece as doenças.

A tal postagem vem gerando muita indignação e revolta e apesar de ter muita gente implorando que seja feita uma retratação por parte da autora, até o momento em que estamos elaborando essa matéria nada foi feito para remediar o erro cometido. 


Muitos comentários tentam alertar para o fato de gatos contaminados com essas doenças jamais virão a desenvolve-las se tiverem cuidados que não deixem cair sua imunidade. Outros lembram que existem vacinas hoje para imunizar aqueles bichanos que não estão contaminados também.


Mas qual a razão para uma postagem como essa?
Seria de fato mais um grande equívoco como foi anteriormente a indicação do uso de bicarbonato de sódio na cura do câncer, falar mal da castração pediátrica ou dizer afirmar que veterinários devem trabalhar de graça para Ongs e Protetores?
A assessoria de marketing falhou novamente?
Qual a intenção realmente fica difícil da gente saber, mas que o post é de uma infelicidade e um tremendo desserviço para variar, não resta a menor dúvida.


Sugerir que as pessoas adotem apenas gatos de Ongs e Protetores que tenham realizado os teste de Fiv/Felv  é um tremendo tapa na cara de quem muitas vezes banca do seu próprio bolso as despesas para poder salvar, tratar, vacinar, vermifugar, castrar e colocar para doação milhares de gatos que são encontrados pelas ruas deste país continental. 


Protetores que muitas vezes deixam até de cuidar de sua própria saúde para poder conseguir um lar de amor e responsabilidade para seus protegidos e que merecem todo nosso respeito.
E será que neste país onde o poder público omisso não investe em controle populacional estariam essas Ongs e Protetores nadando em dinheiro?
E que feio fazer pouco deste trabalho tão sacrificado dos gateiros anônimos Luisa Mell!!!
E porque novamente você faz uma postagem para falar de algo que só deveria ser escrito e assinado por veterinários capacitados no assunto?
Teria a famosa loira ideia de quantos de seus seguidores leigos serão atingidos por mais essa pérola e vão propagar isso por aí, causando inclusive o aumento dos abandonos destes animais que já sofrem tanto preconceito?
E caso todos pudessem testar seus animais a serem doados o que seria maravilhoso. Quem garante que o gato que o adotante tem em casa já não está contaminado?


Aliás, a grande maioria dos que resgatam animais em situação de risco e miséria, não conseguiriam chorar frente as câmeras a cada resgate até mesmo por falta de tempo e de “talento”.
E para quem não sabe que nem tudo é festa e holofote nesta causa, nem todas as Ongs ou Protetores conseguem faturar em cima da venda de produtos comercializados em site fofinho, fazer eventos onde são distribuídos autógrafos ou ter acesso a mídia ou patrocinadores. Essa é a real da nossa causa!!!
Também não possuem maquiador, fotógrafo, produção, diretor de marketing, e nem sairiam por aí fazendo caras e bocas em certas revistas cafonas de celebridades.
Mesmo Ongs poderosas nem sempre tem condições de realizar os tais testes em gatos que doam, simplesmente porque existem abrigos que possuem milhares de gatos e que acabam priorizando a alimentação, medicamentos, espaço e bem estar a estes animais que estão sob sua tutela.
Enganam se quem acha que toda Ong neste país recebe repasse de verbas do governo neste país ok? 
Isso não existe quando se trata de Proteção Animal.

E finalmente fica aqui uma pergunta que gostaríamos muito que a assessoria de marketing da loira nos respondesse:
Se alguns dos gatos a serem doados pelo Instituto Luisa Mell forem diagnosticados positivos para as doenças Fiv/Felv e não conseguirem adotantes que os queiram, o que será feito deles? 
O Instituto Luisa Mell possuí um santuário de gatos contaminados para que eles sejam protegidos pelo resto da vida? 
Porque todos nós já sabemos que gatos contaminados podem viver tranquilamente durante anos sem apresentar nenhuma das doenças se forem bem cuidados.
Ficamos no aguardo dessa informação mesmo sabendo que não se pode fornecer endereço de abrigos para o público logicamente. Apenas gostaríamos que fosse confirmado que estes animais tidos como “indoáveis” terão suporte até virarem anjinhos. 
E só mais uma perguntinha  que não podemos deixar de fazer:
Aquela famosa dupla daqui de SP,  que foi parceira da famosa celebridade durante anos e que sempre doou e ainda doa animais em desacordo com a lei 14483/07, inclusive sem vacinar e sem castrar e tudo misturado nos cercadinhos, faz estes testes? 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Caso Dalva – Da investigação a condenação. A história completa com fotos e fatos inéditos.


Dalva com uma provável futura vitima que lhe entregaram
Estamos comemorando hoje uma das mais importantes conquistas na causa de defesa animal do Brasil. Um grupo de protetores e ativistas conseguiu levar a condenação uma criminosa que se passava por protetora que maltratou e matou milhares de animais durante anos e anos na cidade de São Paulo.
Abrindo um importante precedente para que outros casos onde venham ocorrer a morte ou maus tratos de animais no Brasil, finalmente o monstro da Aclimação como é chamada a serial killer de animais, Dalva Lina da Silva, foi condenada a 12 anos de prisão pela morte de 37 animais encontrados no lixo por um detetive particular em 2012.

Também estamos muito orgulhosos de saber que  parte da ação que levou a justiça paulista a condenar essa criminosa sádica partiu de um grupo de protetores independentes. Estamos igualmente felizes por saber que existem juízes sensíveis aos crimes cometidos contra os animais neste país. A pena inédita e exemplar foi determinada pela juíza Patrícia Álvares Cruz a nova vara criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.


Mas vamos contar um pouco de como tudo começou e porque o grupo que se uniu para levantar o dinheiro para pagar o detetive preferiu ser discreto e deixar apenas a Ong Adote um Gatinho a frente da ação.

A história da Dalva já vinha se arrastando por anos sem que ninguém da proteção se interessasse em desvendar o mistério que envolvia aquela casa. Muito pelo contrário, era muito comodo entregar centenas de gatos sem ter que se preocupar com o que seria feito deles essa é a triste verdade por trás de toda a crueldade praticada. 

Apesar de que há uns 3 anos antes do flagrante na casa da Dalva ser feito pelo detetive, a Ong Adote um Gatinho já haver divulgado em um e-mail que havia algo errado com a tal criatura, ninguém deu muita importância e continuou a entregar animais para ela.
Ninguém conseguia acesso ao tal abrigo que ela dizia possuir, ninguém jamais procurava saber o que era feito das centenas de gatos que eram entregues a ela diariamente. Enfim vestígios que iam sendo observados e que levantavam várias questões não tinham resposta. 


Vista de parte do cenário da casa da Dalva
Apenas de uma colônia de gatos que havia na Santa Casa  foram entregues mais de 150,  de um bairro da zona norte chamado Cachoeirinha centenas e mais centenas, do Conjunto dos Bancários segundo consta cerca de 80.  Animais indefesos que devem ter tido o mesmo destino dos 37 encontrados no lixo e infelizmente um local onde se aceite essa quantidade de bichos já deveria levantar sérias suspeitas. Quem os “encaminhou” não era inexperiente e jamais deveria tê-los entregue para a criminosa. Até mesmo Ongs famosas indicavam a Dalva para encaminhamento de animais...um fato lamentável este!!!
Taxidogs também entregavam dezenas ou até mesmo centenas de gatos para essa mulher sem que nenhum protetor procurasse investigar o destino dos pobres indefesos.

E aí fica a pergunta: Que proteção animal é essa gente?

Uma das cenas mais chocantes do caso Dalva
E por tudo isso foi que o grupo de protetores e ativistas resolveu que era chegada a hora de fazer algo e assim formaram um grupo que bancaria o valor cobrado pelo detetive indicado por uma policial.
Porém os protetores envolvidos não conseguiriam bancar todo o valor e foi então que se decidiu entrar em contato com a Ong Adote um Gatinho, que se comprometeu a pagar a outra metade do valor estipulado pelo detetive.

Além do que, era importante que uma entidade constituída fizesse parte da ação. Em contato com o dr Rodrigo, advogado da Ong firmou se a posição sobre o anonimato.

Havia também outro problema que era o fato de que alguns protetores morarem muito próximo ao bairro da criminosa e temiam por sua segurança e por este motivo foi decidido que não seriam citados.

Durante algumas semanas o detetive fez campana em frente a casa da Dalva e investigou e quando encontrou os cadáveres dos 37 animais acionou a polícia.

Embora para nós ele tenha sido um pouco prematuro enfim o flagrante havia sido feito e o restante da história a mídia divulgou exaustivamente.

Mas como nada é perfeito no dia seguinte ao flagrante eis que os cadáveres continuavam na calçada e poderia se perder todas as provas porque a policia não tinha disponibilidade no momento de executar a perícia.

O grupo foi orientado a pedir ajuda ao deputado Ricardo Tripoli, que através de sua assessoria jurídica entrou em contato com o dr. Paulo Maiorka  perito e especialista em Patologia Animal da USP para receber os cadáveres dos animais.  Sem essa providencia as provas teriam se perdido e hoje não poderíamos estar comemorando essa condenação inédita aqui no Brasil.

Este caso tem servido inclusive de exemplo, sendo citado pela dra Fernanda Salvigni/USP em um seminário ocorrido no ano passado na própria instituição sobre a importância da pericia em casos de crimes contra animais.  
Por ter características muito próprias fica a  certeza de que agora com a conclusão poderá ser citado como um fator de sucesso nessa condenação. 
Temos que agradecer a todos os peritos envolvidos, incluindo a dra Heidi Ponge que orientou o grupo sobre como proceder após o flagrante quando procurada. 

Apesar de alguns protetores terem tentado corrigir o erro de ter  entregue animais para a Dalva e terem inclusive  se oferecido para depor nem todos foram ouvidos no inquérito infelizmente porque poderíamos ter mais provas contra a criminosa.

Nenhum dos protetores e ativistas que fez parte deste grupo participou do protesto que depredou a casa da Dalva após ela ser desmascarada.


No restante ainda ficaram alguns questionamentos que continuarão a nos incomodar tal como:
-De quem a Dalva comprava os produtos utilizados para matar os animais? E com que CRMV eles eram comprados se alguns que foram encontrados na casa no dia do flagrante são de uso estritamente profissional?
-Quem foi o veterinário que a ensinou a usar estes produtos? Ou que cedia seu registro para as compras serem feitas?
-Porque o conselho tutelar não tomou nenhuma atitude se havia uma criança naquela residencia onde se matava tantos animais?

Uma dona de casa quase perfeita
-Porque a filha mais velha não foi ouvida no inquérito se pelas fotos feitas e apresentadas pelo detetive ela participava ativamente das atividades da mãe? (vejam fotos muitos suspeitas dela colocando sacos de lixo no carro).

Para onde eram levados tantos sacos de lixo? e porque?
 -E porque apesar de todos estes crimes ainda foi permitido a Dalva continuar a ter animais em seu poder? Será que os protetores do Paraná estão acompanhando o que está sendo feito na cidade onde ela está morando?

Enfim hoje temos a certeza de que o caminho escolhido para desmascarar talvez uma das maiores psicopatas que já se teve conhecimento foi o correto, e que a forma como o grupo conduziu este caso foi extremamente importante e assertivo.

Para consulta:


Ré: DALVA LINA DA SILVA
Processo
nº: 0017247-24.2012.8.26.0050
C-1554/13
Assunto Ação Penal
Procedimento Ordinário
Crimes contra a Fauna

consulte o processo na íntegra em https://goo.gl/3mStRx

Nota:
Gostaríamos de lembrar aos que resgatam animais que existem outros lobos em pele de cordeiro na proteção animal, e que ao entregar um bicho para eles você estará colaborando com algo que pode representar sofrimento, dor, crueldade e mesmo a morte rápida ou lenta dependendo da forma doentia que estes criminosos escolhem para torturar e matar em nome do “amor” que sentem.
Não passa um mês sem que tenhamos notícias de algum colecionador ou mesmo estelionatário que é descoberto e desmascarado nestes últimos tempos. 

Obs:

Todas as fotos desta postagem foram feitas pelo detetive Edson Criado.

 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Maus tratos e mortes envolvendo animais no Rio de Janeiro causam indignação!!!


Fotos divulgação/internet
Nas últimas semanas denúncias muito graves deixaram a todos que participam da proteção animal e mesmo aqueles que amam os animais sem uma atuação direta na causa, estarrecidos com o grau de crueldade envolvendo dois casos no Rio de Janeiro.
O primeiro caso ganhou o nome de Sítio dos Horrores que fica localizado no bairro Capivari,  na Baixada Fluminense e pertence a Franklin que também é proprietário de uma clinica veterinária localizada em Ricardo de Albuquerque.
E por mais que protetores mais antigos teimem em dizer que este cara um dia foi bom, acho que as imagens divulgadas desmentem isso, infelizmente. 
Se um dia foi bem intencionado e fazia por merecer o título de protetor, acho que se perdeu pelo caminho. Há muitos anos tentavam desmascará-lo e finalmente isso ocorreu.
Inclusive existem denúncias bem graves envolvendo a clínica veterinária que devem estar sendo apuradas agora. 

A ação teve a participação do investigador do DPMA -  Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Bruno Peres Teixeira e de um grupo de protetores que retiraram os quase 200 animais que se encontravam do tal "abrigo".
Muitos resgatados estão em clínicas, outros foram para LTs e a grande maioria foi levada para a Fazenda Modelo para poderem ser tratados e doados.

Viaturas no dia da ação de invasão do Sitio dos Horrores
As imagens do crematório são realmente de nos deixar indignados e com vontade de que as leis de proteção animal deste país sejam modificadas para realmente punir exemplarmente quem maltrata e mata animais sem temer as consequências de seus atos.
Foi criada uma página no facebook para a divulgação do que está sendo feito pelos animais e dos apelos por ajuda  http://goo.gl/4YllRj

Em um outro caso desta vez em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro as imagens não são menos estarrecedoras e pavorosas.
Trata se de um caso de uma colecionadora cujo nome não foi divulgado moradora no bairro de Sebastiana.

Cerca de 50 animais viviam confinados em cercados feitos com grades plásticas e sem condições até mesmo de se mover. Viviam sem água, comida, se alimentavam das próprias fezes e não havia qualquer espaço para poder se movimentar ou chance para fugirem. Um verdadeiro holocausto animal.
Existem algumas informações não comprovadas de que muitos animais da tragédia da região serrana foram encaminhados para este local na época. 

Os animais retirados deste inferno também foram levados para uma Ong e muitos estão em LTs para poderem se recuperar.
O MP e a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ atuaram em conjunto com os protetores nesta denúncia.
Nesta página do facebook existe um evento para que doações possam ser encaminhadas para os animais resgatados da colecionadora de Teresópolis  http://goo.gl/ZsGjtq

Vejam o vídeo abaixo para terem ideia do nível de loucura que chegam alguns humanos que dizem "amar demais os animais".


NOTA:
Como sempre o hábito de entregar animais para quem afirma cuidar, ter espaço e condições de abrigar faz com que milhares de pessoas cometam o mesmo erro. Não confiem em ninguém, procurem ir conhecer o local, peça informações sobre o protetor, sobre o abrigo e sobretudo procurem saber se os animais serão vacinados, castrados e doados, e se sim, qual o canal para essas doações? internet? evento de adoção?
Não se esqueçam jamais de casos emblemáticos que tem sido denunciados como o da Dalva e o do Santuário do Pitbull.
Locais que muitos incautos apoiavam ou divulgavam como sendo indicados para encaminhamento de animais resgatados e que na verdade não passavam de matadouros disfarçados.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Termo de Lar Temporário - documento visa assegurar direitos e deveres dos envolvidos.



Dar chance a um animal abandonado e retirado das ruas é no mínimo sublime e valoroso.
Os chamados Lares Temporários são opção mais do que bem vinda em um país onde o poder público é omisso na maioria dos nossos municípios, e onde o exército de pequenas formiguinhas é formado por protetores independentes que salvo algumas exceções, fazem um lindo trabalho.
Para quem não sabe Lar Temporário é a chamada "casa de passagem" onde o animal é tratado, alimentado, vacinado, castrado e preparado para adoção em um lar definitivo.

O Lar Temporário surgiu a princípio como forma de voluntariado, muitos ainda o fazem por amor aos animais,  porém acabou se tornando uma relação comercial porque muitos viram nele uma oportunidade de ganhar dinheiro.
Por se tratar hoje de um negócio para a grande maioria, acaba surgindo também uma necessidade de se estabelecer determinadas regras/normas para oficialização vínculo.

Chegou até nós via email um documento que achamos importante disponibilizar e que poderá ajudar a aumentar a segurança de quem oferece ou utiliza o recurso do Lar Temporário para seus protegidos (animais resgatados).
Não somos advogados ok? este documento serve como sugestão e poderá ser inclusive modificado se caso alguém se interesse em fazer isto.

O email que chegou até nós é assinado por este grupo PROJETO ANIMAL É TRI! - MURAL DOS BICHOS RS constando os nomes de suas integrantes Cláudia Cantagalo, Daniela Rios, Iara de Azeredo, Leandra Pinto, Manuela Raupp e Tathi Jaeger. Se quiserem alguma outra informação seguem os links de contato do pessoal.

Contato: animaletri@gmail.com

 
Clicando neste link terão acesso ao documento que tem a possibilidade de ser modificado para constar os dados de quem irá preenche-lo, bastando para isso baixá-lo e salvar em seu computador.
 
Nota:
Resolvemos publicar aqui uma nota da veterinária e também protetora de animais printada de seu facebook, dra. Juliana Ferreira, que exprime muito de nossa forma de pensar e serve de alerta para os que acreditam que todos que se dizem protetores são indicados para abrigar um animal carente.
Muita atenção a quem se escolhe para entregar um sofrido animal de rua. Tenham mais critério porque temos visto casos e mais casos onde eles realmente estariam melhor se continuassem nas ruas. 

 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Luisa Mell coloca classe veterinária contra protetores. CRMV/SP se pronuncia!!!





E novamente uma postagem da candidata Luisa Mell, causa indignação e vergonha aos protetores e defensores de animais e revolta toda a classe veterinária.

.....depois de ter receitado bicarbonato de sódio para tratamento de câncer, induzindo seus milhareshttp://goo.gl/xDTVQY.
de seguidores a abandonar tratamentos de seus animais e ter sido repreendida publicamente no site do CRMV/SP.  Aqui a  postagem que causou muita indignação provocada pelas suas atitudes recentes que evidenciam a busca por seguidores a qualquer custo 
.....depois de ter atacado o vereador Roberto Tripoli  (um dos políticos que até outro dia ela posava ao lado toda sorridente), afirmando que a lei municipal 14483/07 não permite Lar Temporário http://goo.gl/B3yFxp quando na verdade, o que de fato estava querendo era poder "desovar" filhotes ainda mamando em eventos de adoção.
Não satisfeita com tudo o que já tem aprontado, Luisa Mell resolveu atacar a classe veterinária, com um discurso de que deveria ter recebido desconto no Hospital Pompéia por ter levado um cachorro resgatado para atendimento de emergência. Muitos destes veterinários estão questionando o fato de que ela após ter casado com um rico empresário não se omite de aparecer em revistas de celebridades em viagens a Europa, ou mesmo afirmando que vai para a praia com seus animais de helicóptero.
Na página do facebook Luisa Mell não me representa, http://goo.gl/mVHfmg há muitas declarações de veterinários se pronunciando  fortemente contra mais essa atitude da loirinha, e que poderão trazer graves consequências para a nossa causa.
Já que ela como figura pública dita "moda", deveria se pautar por difundir ações e atitudes que realmente viessem a beneficiar os animais, os seus defensores e aqueles que apenas gostam de seus bichos de estimação.


CARTA PÚBLICA À SRA. LUISA MELL

Carta Pública à Sra. Luisa Mell.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária teve conhecimento de sua lamentável manifestação a respeito do hospital veterinário que prestou atendimento a um animal resgatado por sua equipe e que tomou grandes proporções nas redes sociais, gerando milhares de comentários desabonadores contra profissionais médicos veterinários.
Em razão disso, este CRMV-SP vem, em DEFESA de nossa nobre profissão e com grande indignação, ressaltar a Vossa Senhoria, à sua equipe de proteção animal e a todos os demais protetores, que o médico veterinário é um profissional como todos os demais, vivendo da remuneração de seu trabalho e que deve ser respeitado por isso.
Há, desde o princípio, um enorme investimento financeiro, físico, mental e psicológico durante toda a graduação em Medicina Veterinária, esforço que se propaga ao longo de toda a carreira, por ser uma profissão que exige muita dedicação, em razão de cuidar de vidas animais, proteger a sociedade e zelar pela preservação do meio ambiente.
O médico veterinário tem sido de forma constante cobrado por pessoas que se nomeiam “protetores animais” para que exerça sua profissão de forma gratuita ou mesmo por preços irrisórios, sendo literalmente atacado em caso de recusa.
É importante ressaltar que muitos desses protetores são de classes sociais elevadas, possuindo recursos financeiros investidos em conforto e ostentação, tendo claras condições de um maior investimento nos cuidados dos animais resgatados.
Infelizmente, tais pessoas encontram na causa animal uma forma de se promover, usando a proteção, inclusive, como cunho político, e não por realmente se importarem com a situação. Assim, fazer caridade com as mãos dos outros se torna a melhor opção.
Como nas áreas da saúde humana, onde não se costuma ver pessoas atacarem os profissionais por não atenderem pessoas carentes sem cobrança de honorários, há, no município de São Paulo, dois hospitais veterinários públicos, que atendem de forma gratuita, além das diversas Universidades em todo o Estado, prestando atendimento com preços populares.
Porém, alguns protetores procuram as clínicas e os hospitais mais conceituados de São Paulo para a realização do atendimento, talvez porque não desejam esperar por algumas horas nas filas do hospital público ou mesmo não se sintam à vontade em dividir a recepção com pessoas de baixa renda, dando preferência ao conforto das instalações dos estabelecimentos considerados de alto padrão.
Ressalte-se, ainda, que o Código de Ética Profissional do Médico Veterinário, aprovado pela Resolução CFMV 722/02, dispõe que não é permitida a prestação de serviços gratuitos ou por preços abaixo dos usualmente praticados, exceto em caso de pesquisa, ensino ou de utilidade pública.
Ou seja, o profissional que possui consultório, clínica ou hospital particular, somente pode prestar atendimentos gratuitos ou a preços baixos se possuir convênio ou parceria com um órgão público, sendo, desta forma, caracterizado como serviço de utilidade pública.
Por fim, este Conselho solicita a Vossa Senhoria o devido respeito que nossa profissão exige, deixando de divulgar os frequentes comentários desabonadores vistos atualmente, especialmente através de suas redes sociais.

Atenciosamente,
Francisco Cavalcanti de Almeida
Presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo


Nota:
A realidade da grande maioria é muito diferente do esquema montado pela futura candidata a politica, Luisa Mell. Muitos protetores vivem em bairros de periferia, fazem das tripas...coração. São humilhados, sofrem preconceito, são rejeitados pelos amigos, pela família, pela sociedade, porque escolheram resgatar e cuidar de animais carentes. A grande maioria depende da ajuda dos profissionais da classe veterinária, aos quais damos o nome de veterinários solidários. São eles que ajudam a tratar, vacinar, castrar os animais resgatados muitas vezes em péssimas condições para que possam ser doados. Fazer com que essa classe fique contra os protetores, é no mínimo um grande desfavor feito por essa pseudo protetora que só visa o seu próprio umbigo. Ela não nos representa, representa a si mesmo, aos seus parceiros e aos seus próprios interesses.