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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Terra Brasilis se superando. Polícia dá voz de prisão a um cavalo.

Imagem G1
Cavalo passa 18 horas preso em delegacia do Sergipe. 

Advogada afirma que retenção do animal é ilegal.

Um cavalo recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia pela Policia Militar de Sergipe, durante uma cavalgada realizada em Nossa Senhora Aparecida no último domingo (12).

O comandante do policiamento do município, capitão Vagno Passos, declarou ao “G1“: “O cavalo deu um coice na porta de um veículo, sendo utilizado como meio para cometer o crime de dano. E foi conduzido à delegacia para que fosse realizado o procedimento.”

 Abuso de autoridade

Segundo a advogada abolicionista Leticia Filpi, “o Estado enxerga os animais não humanos como coisas semoventes”, ou seja, juridicamente são bens móveis que possuem movimento próprio. Portanto, “não são passíveis de cometerem crimes”.

 Apesar de o policial militar alegar que o cavalo foi usado como instrumento de crime, a advogada explica que isso não dá o direito da autoridade retê-lo, já que a Constituição Federal reconhece os animais como seres sencientes e proíbe a crueldade contra eles. Nesse caso, o cavalo foi mantido em condições inadequadas, caracterizando crime de maus-tratos, previsto na Lei de Crimes Ambientais.

Leticia ainda afirma que o agente público cometeu uma infração administrativa, pois não é previsto por lei que delegacias retenham animais não humanos.

Com relação ao dano, Leticia diz que “é um crime de menor potencial ofensivo, portanto, não é passível de cadeia”.
Além disso, ela afirma que “dano é crime que só acontece na forma dolosa” (com a intenção e a vontade de cometer o crime), “pois não existe crime de dano culposo” (quando o agente não tem a intenção de cometer o crime). Consequentemente, a advogada alega que “sem dolo não há crime” – o cavalo não teve a intenção de causar dano a outrem.

 “Os animais deveriam ser considerados sujeitos de direito, mas não podem ter obrigações, pois assim como as crianças, devem ser respeitados em seu direito à vida, dignidade e liberdade”, disse a advogada.

 Leticia finalizou afirmando que mesmo “como sujeitos de direito, os animais seriam inimputáveis criminalmente”, uma vez que “não há dolo em suas condutas”.


 Maus-tratos

 Ao “G1”, o tutor do cavalo, William Francisco dos Santos, disse no dia da prisão: “Quando eu cheguei à delegacia o cavalo estava em uma cela, como se fosse um marginal. Ele estava sem comida, sem água e em um espaço onde não podia ser mexer. À noite eu levei comida, mas hoje de manhã não me deixaram alimentá-lo."

Ele registrou um boletim de ocorrência pelo crime de maus-tratos a animais acompanhado de uma representante da ONG Elan – Educação e Legislação Animal, de Nazaré Morais. 

Liberdade 

Já o capitão da Polícia Militar, Vagner Passou, negou ao “G1” que o animal tivesse sofrido maus-tratos: “Ele ficou em uma área de serviço, recebeu água, alimento e não foi maltratado. Não ficou na área externa por questões de segurança, pois poderia ser roubado. Somente hoje o proprietário do animal assinou um termo de responsabilidade sobre o dano e o cavalo, e o animal foi solto.”

No entanto, o tutor do animal alertou: “Ele foi liberado, mas está mancando de tanto ficar sem se mexer”. William afirma que vai comparecer à delegacia de Ribeirópolis para acertar o pagamento dos danos causados pelo coice do cavalo no veículo.

 Denúncia 

 A presidente da Elan, Nazaré Moraes, declarou ao site “Infonet” que a retenção do cavalo será denunciada à Corregedoria da Polícia Militar do Estado de Sergipe como desvio de finalidade de prédio público, pois o animal ficou retido no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP).

 Além disso, haverá representação por crime ambiental, pois Nazaré alega que o cavalo ficou trancado na delegacia por 18 horas sem assistência e teria saído com uma das patas machucadas. Nazaré ainda informou que vai denunciar a ação policial ao Ministério Público do Estado de Sergipe.

 Afastamento 

O capitão da Polícia Militar, Vagno Passos, foi afastado na manhã de hoje (terça-feira) por uma decisão administrativa. Em nota, a Polícia Militar do Estado de Sergipe informou que o Comando da PMSE determinou que o oficial permanecesse trabalhando normalmente na sede do 3º BPM, em Itabaiana, até a apuração do ocorrido.

Texto de Vanessa Norcia Serrão para o Blog EsquadrãoPet

A notícia da prisão do cavalo também foi publicada no exterior https://goo.gl/hsnwz9

Nota:
A Adepol/SE  - Associação de Delegados da Polícia Civil de Sergipe publicou em seu site uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido.




quarta-feira, 3 de maio de 2017

SP - 5 anos sem ter cães ou gatos para quem for condenado por maus tratos.




Os casos de maus tratos a animais no Brasil tem ganhado muita repercussão graças as mídias sociais e ao aumento da consciência de parte da população de que os animais são seres que sentem dor, medo, fome, sede, angústia, solidão e que hoje na maioria dos lares fazem parte da família.

Não raros são os casos de maus tratos que acabam sendo divulgados também amplamente na grande mídia fazendo com que a sociedade se revolte e queira uma punição mais pesada aos que os cometem.
Um exemplo disso foi o caso recente de uma adolescente que colocou sua porquinha da índia no micro ondas e postou no youtube. A revolta que o fato gerou com certeza repercutirá na vida dessa jovem por muitos anos com certeza.

Evidentemente que a reação de quem espera uma punição maior para quem maltrata um animal é sempre de descrença, afinal o artigo 32 da lei 9605 de crimes ambientais é considerada leve e o ato de abusar, maltratar, ferir, mutilar ou mesmo matar uma animal é considerado um ato de menor potencial ofensivo.
Porém não podemos esquecer que poderíamos não ter nem mesmo este artigo para poder punir os algozes dos animais já que a lei de crimes ambientais data do ano de 1998, fase onde os animais domésticos ainda não haviam ganhado os lares e o coração de tantos brasileiros como atualmente.

Algumas iniciativas visando aumentar a punição aos que maltratam animais vem sendo tomadas e tramitam pelas casas legislativas brasileiras em  vários projetos de lei com o objetivo de aumentar as punições aos que cometem atos de crueldades contra os animais.

No estado de São Paulo uma lei aprovada em 2016 decreta que quem for pego praticando maus tratos seja impedido de ter de volta o animal vitimado, ou qualquer outro pelo período de 5 anos (vejam lei na íntegra no final do texto).
Não fica muito claro o que acontece com quem descumprir a lei mas isso pode ser corrigido com alguma proposta de emenda até onde temos conhecimento.

É nossa missão dar conhecimento dessa lei a mais pessoas para que quando alguém for denunciado por maus tratos dentro do estado de SP, haja a aplicação da mesma.
Na verdade o ideal seria que essa pessoa jamais voltasse a ter permissão de ter outro. Fica a nossa sugestão aí para próximos PLs.

Importante lembrar que em casos de acumuladores que são denunciados e na maioria dos casos voltam a pegar animais novamente  poderemos recorrer a essa lei para impedi-los de continuar a maltratar e matar animais e por isso seria muito bom que em outros estados também se aprovasse legislação semelhante.

(Projeto de lei nº 1.432/2015, do Deputado Orlando Morando - PSDB)
Dispõe sobre penalidades às pessoas que cometerem maus tratos a animais domésticos na forma que especifica

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica proibida de obter a guarda do animal agredido, bem como de outros animais, toda pessoa que comprovadamente cometer maus-tratos contra animais domésticos que estejam sob sua guarda ou de outrem.

Parágrafo único - O agressor poderá ter a guarda de um animal doméstico após o decurso de 5 (cinco) anos contados da agressão cometida, reiniciando-se a contagem do prazo se outra constatação de maus-tratos foi apurada.

Artigo 2º - Vetado.
Parágrafo único - Vetado.

Artigo 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 13 de setembro de 2016.
GERALDO ALCKMIN
Ricardo de Aquino Salles
Secretário do Meio Ambiente
Samuel Moreira da Silva Junior
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnica da Casa Civil, aos 13 de setembro de 2016.

Fonte:

Nota
No estado de SP temos também algumas outras iniciativas recentes visando melhorar a forma de como se proceder para se fazer denúncias, e também um decreto inter secretarias para atuar em casos de acumuladores. Vamos falar sobre isso em outra postagem, inclusive dizer se estão funcionando ou não. Aguardem. 



quarta-feira, 22 de março de 2017

ES - Criadoras de Spitz Alemão são denunciadas por exercício ilegal de medicina veterinária e maus tratos.


Reprodução Print de vídeo/ Facebook
Vários vídeos estarrecedores começaram a circular no facebook na semana passada onde cães da raça Spitz Alemão de uma criadora no Espírito Santo cujo canil se chama Blue Point estão em mesas de cirurgia sendo costurados e passando por procedimentos cirurgicos ao mesmo tempo em que se movimentam e chegam a ganir de dor.


Evidentemente que os vídeos causaram muita revolta e indignação por parte de quem acessou os e por chegar a ser até mesmo surreal poucos partilharam porque com certeza nem acreditavam no que estavam vendo.
Após muitos compartilhamentos a denúncia chegou ao CRMV/ES que se prontificou a fazer a averiguação e possível punição por prática de exercício ilegal da profissão de veterinária já que as proprietárias do Canil Blue Point além de não terem licença para realização de cirurgias nem quem as está realizando é veterinária.


A Deputada Estadual e presidente da CPI dos Maus Tratos aos Animais da Assembléia Legislativa do ES Janete de Sá também se mobilizou para realização de uma vistoria ao Canil Blue Point. A vistoria não encontrou nem licença de funcionamento do canil nem sequer um veterinário responsável.
O incrível é ver o descaso do poder público em relação a estes criadores já que segundo as proprietárias já estão no mercado há cerca de 30 anos.
Vejam sobre a vistoria na fanpage da deputada https://goo.gl/75k3ra

Em um das entrevistas a emissoras de TV uma das criadoras que aparece no vídeo fazendo cirurgia em um spitz alega que havia uma veterinária e que aquilo tudo foi momentâneo.



Até o momento em que fizemos este material a página do facebook do Canil Blue Point estava fechada.


Fontes:
https://goo.gl/b9bg4x
https://goo.gl/nAJP0k

Nota:
Enquanto não houver seriedade por parte das autoridades competentes para que haja fiscalização e punição a estes criadores inescrupulosos os animais continuarão a sofrer e a ser usados e descartados após uma vida sendo utilizados para gerar lucro.
Enquanto a sociedade não se conscientizar de que vidas não deveriam ser vendidas nem compradas como se objetos fossem jamais avançaremos na questão dos direitos dos animais em sua plenitude.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Filme Quatro Vidas de um Cachorro é denunciado por maus tratos a pastor alemão.


Durante muitos meses de publicidade intensa muitos puderam ler nas timelines de nossos amigos frases onde diziam já estar preparando os lencinhos para a choradeira que sem dúvida iria acontecer na estreia de mais um filme daqueles que os amantes de cães sabem que vão se acabar de emoção!
E realmente assistindo ao trailer do filme já se previa que choraríamos rios de lágrimas.

Quem não se emocionou com o terrível Marley e eu, ou então com a história de Hashiko, ou torceu muito para que Beethoven escapasse daqueles ladrões malvados?

Pois bem todos estavam aguardando ansiosamente a estreia do filme "arrasa coração de cachorreiro", Quatro Vidas de um Cachorro, título original A Dog Porpuse mas eis que o encanto acaba de ser quebrado!!

Um vídeo em que aparece um treinador forçando um pastor alemão terrivelmente apavorado sendo obrigado a entrar em uma piscina que simula um rio com forte correnteza, vazou na imprensa e toda aquela vontade de assistir o filme passou rapidinho.
Nota se que o animal faz de tudo para não entrar e é empurrado diversas vezes e que evidentemente não deveria jamais ter sido forçado a executar a cena em questão, configurando maus tratos e total falta de ética por parte deste treinador.

O site de notícias TMZ publicou o vídeo onde se pode observar os maus tratos a que o cão é submetido pelo treinador sendo obrigado a entrar na piscina onde 8 motores movimentam a água dando a impressão de uma forte correnteza. Após alguns instantes em que o cão finalmente entra nota se uma agitação porque ele havia submergido e todos se apavoram e param de filmar (vejam o vídeo até fim).


Segundo o site, a filmagem ocorreu em uma piscina na cidade de Winippeg no Canadá em 2015.
Consta que o diretor Lasse Hallström, estava presente durante toda a ocorrência. 
A Universal Pictures declarou ao site TMZ que haverá uma investigação sobre o abuso sofrido pelo animal. 

A Ong Peta People for the Ethical Treatment of Animals está tentando fazer com que o filme seja retirado do circuito de cinemas e vem fazendo uma campanha forte em sua página do facebook pedindo que haja um boicote. Mas se depender dos comentários na postagem da postagem da Ong nem será necessário muito esforço para que as pessoas repudiem o filme. 


 
Nota:

A grande verdade é que aos poucos o véu da ilusão vai descendo, e eis que bem em  frente aos nossos olhos e de nossa alma sensível se revelam as dores dos animais.
E ao percebermos que animais treinados para determinadas funções, ou para participarem de shows, filmagens e desfiles muitas vezes sofrem crueldades, humilhações e são desrespeitados em sua essência pode nos deixar tristes e em choque,  mas não podemos jamais  nos calar frente a isso.
Questionar e analisar tudo o que chega até nós é dever de todos os que amam e lutam pelos direitos dos animais.

 



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

EUA - Falsos protetores são acusados de abater cães retirados de abrigo a tiros

Brian Moore e a namorada Whitney Smither - Foto Daily Mail

O casal que está sendo denunciado por maus tratos, desaparecimento e mortes de animais retirados de um abrigo do Texas/EUA usava a desculpa de dar Lar Temporário a animais que estavam enquadrados no código vermelho, ou seja em vias de serem eutanasiados (a maioria dos abrigos no país ainda é eutanasico e não pode ultrapassar o número estabelecido de animais sob sua tutela) até que os mesmos conseguissem ser adotados.

A falsa protetora  Whitney Smither, uma estudante recém formada no ensino médio chegou a retirar mais de 100 animais do abrigo da cidade de Fort Whort.
Após a investigação e repercussão do caso seu namorado Brian Moore confessou que atirou em cerca de 8 animais causando suas mortes, porque segundo ele, estavam infectados com o verme do coração e outras doenças que poderiam afetar outros animais ou mesmo humanos!!!

Muitos animais estão sendo encontrados pela região em estado de abandono segundo o xerife da área.
Os veterinários que estão atendendo os, atestam muitas doenças e evidências de maus tratos. 

No total o casal retirou do abrigo cerca de 80% de animais resgatados por um grupo em 2016, conclusão a que chegou um investigador da própria equipe do abrigo.
Segundo ele essa falsa protetora enganou muito gente com suas postagens nas redes sociais.


O grupo de resgate Ark-La-Tex Animal Rescue responsável por tirar das ruas os animais e que atua junto ao abrigo de onde foram retirados todos os animais pelo casal criminoso, postou em sua página um post agradecendo a outro grupo de resgate chamado Dallas Dogrrr que atua na região, por ajudá-los com os animais que estão sendo encontrados e mesmo com os que ainda estavam vivos na casa do terror.


Foto jornal Daily News

Junto aos animais abatidos a tiros foram encontrados muitos doentes, com bicheiras, em péssimas condições de saúde e de maus tratos.
Várias partes de corpos também estavam espalhados pelo local.
Um pitbull paraplégico de apenas um ano chamado Charlie foi um dos que foram encontrados mortos na residência do casal.
Alguns animais que foram mortos estavam micro chipados o que facilitou a investigação da polícia.

O namorado cúmplice Brian Moore cometeu pelo menos 8 delitos ligados a maus tratos e responderá por eles.
Já Whitney não foi mais encontrada na cidade onde cometeu os crimes e está sendo procurada em Indiana.

Que isso sirva de alerta aos que acham que todos os que afirmam proteger animais são de fato honestos e éticos.

Nota:
Aqui mesmo no blog já fizemos uma postagem sobre o perigo dos hotéis e LTs. Todo cuidado é pouco quando se trata de  colocar vidas nas mãos de estranhos.
Jamais mandem os animais para estes locais sem fazer uma visita. Temos aqui também uma outra postagem com um contrato contendo os direitos e as obrigações de quem utilizar os serviços deste estabelecimentos.
Todos devem ser visitados constantemente porque quem vê cara não vê coração nem instalações ou as condições em que ficam alojados os animais indefesos.










terça-feira, 5 de julho de 2016

Ministério Público de SP acata denúncia contra proprietários do falso Santuário do Pitbull.


Em 2014 após anos e anos de existência finalmente mais uma farsa da proteção animal caía e mostrava a verdadeira face, deixando muitos fãs do lugar surpresos e revoltados.
Na época fizemos uma postagem que é uma das mais acessadas em nosso blog e que deixou muita gente chocada http://goo.gl/5OOIRY

Vários protetores haviam deixado cães sob os cuidados do casal Maria Fernanda Cunha Meccia e seu marido Paulo Sérgio de Melo, e infelizmente muitos dos que não tiveram mais notícias destes animais se omitiram e não denunciaram os sumiços.
Porém outros se negaram a aceitar o descaso e as crueldades que aconteceram por lá e tomaram providências para que os "responsáveis" por aquele estabelecimento comercial fossem punidos na forma da lei dos homens, já que na de Deus serão com certeza.
Uma das protetoras que tinha animal hospedado no local, Cláudia Lago Alvez Pequeno divulgou em sua página do facebook há alguns dias que o inquérito policial aberto contra o casal proprietário do hotel foi acatado pelo Ministério Público de São Paulo.
Neste link o processo -  http://goo.gl/4pTKyP

Em sua postagem um pequeno texto comemorativo de que finalmente a justiça será feita:
"Foi aberto inquérito policial em 2013, e após apresentação de farto material comprobatório de minha parte, e oitivas de 6 testemunhas, sendo 3 veterinários e 3 protetores além dos 2 acusados, o MP acatou a denúncia contra os ex-donos do Santuário e em Junho/2016 foram indiciados por maus tratos ao Lex, também por estelionato por receberem doação em dinheiro destinada ao Lex, e por apropriação indevida de outro animal.
(Lei 9605/98; Art. 171 do CP; Art. 168 do CP respectivamente)."



Nota:
Para quem não se lembra ou não acompanhou, essa denúncia feita pela protetora Cláudia Pequeno  foi gerada a partir do momento que o  pit bull Lex, que havia sido retirado do CCZ de Itapira por  ter sido considerado culpado pela morte de sua dona foi levado para o hotel para ser recuperado. Após alguns meses ele  foi retirado em situação de grave desnutrição, desidratação e com bernes mesmo tendo várias madrinhas bancando sua recuperação.
Dessa forma o MP acatou denúncia indiciando o casal que se dizia proteger animais e enquadrando-os em maus tratos, estelionato e apropriação indébita porque também existe neste mesmo inquérito um caso onde um outro animal foi doado sem a autorização dos protetores que haviam hospedado seu resgatado no hotel. 
Se outros que foram lesados ou tiveram animais que desapareceram neste local tivessem coragem de denunciar o casal, com certeza eles seriam punidos com muito mais rigor e a justiça de fato seria feita de acordo com os crimes que cometeram contra animais indefesos que infelizmente foram entregues em suas mãos. 
 


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Quando a decisão de invadir uma residência pode salvar um animal.


Recentemente acompanhamos uma denúncia em que um grupo de protetores decidiu por uma invasão a uma residência para salvar um animal em estado de maus tratos.
O caso causou muita comoção por se tratar de um animal dócil que além de tudo era usado para guarda e que mal conseguia se manter em pé de tão fraco e caquético. Observando a imagem abaixo não resta dúvida de que este animal tinha que ser resgatado. 
Um olhar como o deste dog alemão é difícil de se esquecer. Seres indefesos que dependem de atitude para poder sobreviver e conseguir se livrar de uma algoz cruel e sem coração. Vejam a foto abaixo e tirem suas conclusões.

Foto Facebook - Eu sou testemunha do Golias
Tudo começou quando o grupo recebeu a denúncia abaixo, e embora não fossem uma Ong constituída resolveram salvar o animal, que segundo testemunhas era alimentado apenas duas vezes por mês.


E eis que de repente estes protetores são ameaçados pelo dono do animal que cometeu os maus tratos de serem processados pela ação que executaram. Pode isso produção???
O grupo criou uma página visando conseguir apoio de quem desde o início acompanhou a denúncia de maus tratos, o resgate e também está fazendo apelo por ajuda para o tratamento do lindo Golias.
https://goo.gl/vI3W7n

Acompanhando este caso resolvemos publicar aqui um material para ajudar a esclarecer alguns pontos para que não se cometam erros ao invadir uma casa ou um estabelecimento comercial para se salvar um animal.
Antes de mais nada vamos esclarecer o que pode ser considerado maus tratos ok?

Entenda se por maus tratos a seguinte descrição retirada do site Jus Brasil - autor Emanuel Motta da Rosa
- Os maus-tratos se caracterizam pela ofensa à integridade física do animal, mediante a supressão ou sub oferecimento de recursos mínimos à subsistência do animal, ou à imposição de situação que lhe resulte ferimentos ou sofrimento, expondo-o à situação que não seria aceitável ou a qual ele não estaria exposto em condições normais.
Incluem nesta hipótese a supressão de água ou alimento, ou o oferecimento de água ou alimentação em quantidades inferiores às necessidades, o confinamento, a manutenção em condições insalubres ou de ausência de higiene, agressões e sevícias físicas de qualquer natureza, exposição à intempéries ou situações de risco ou sofrimento (por exemplo: indivíduo que deliberadamente lança fogos de artifício contra animal com o fim de assustá-lo)


Abaixo um texto muito bom do advogado carioca Dr. Daniel Lourenço com orientações sobre este tema. 

Orientações do Dr. Daniel Braga Lourenço, advogado (RJ)

Prezados,
Esta situação de abandono de animais dentro de casas/apartamentos é infelizmente muito comum e, ao mesmo tempo, lamentável.
O ideal, em termos de solução prática do problema, é tentar ir ao local e conversar com funcionários do condomínio e vizinhos com a finalidade de obtenção do telefone dos moradores para explicar a situação emergencial decorrente do abandono dos animais e, com isso, buscar uma solução consensual. O consentimento do morador, autorizando a entrada na residência é a melhor solução, pois rompe qualquer possibilidade de caracterização do crime de invasão de domicílio. Neste caso, o ideal seria registrar essa autorização para entrada em domicílio  por escrito e realizar a entrada na presença de funcionários do condomínio/vizinhos/testemunhas para evitar qualquer alegação futura de dano à propriedade.
No entanto, no mais das vezes, infelizmente isto não é viável seja pela não obtenção do contato, seja pelo descaso dos moradores.

O abandono de animais constitui evidentemente fato típico punível pelo art. 32 da Lei n. 9.605/98, pois constitui ato de abuso, privado que fica o animal (ou animais) do acesso à alimentação e demais cuidados. O abandono é considerado crime quando quem o pratica deixa sem auxílio ou proteção (desamparado), o animal a quem tem o dever, diante da lei, de amparar. Quando se abandona um animal que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, a situação o deixa incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono, o fato típico está plenamente configurado na modalidade abusiva. No caso específico do Estado do Rio de Janeiro, temos a Lei Estadual n. 4.808/06 que corrobora o fato de ser o abandono um ato ilícito em razão do descumprimento dos deveres de cuidado decorrentes da guarda de animal, nos termos do seu art. 16: “Na manutenção e alojamento de animais deverá o responsável:
I -Assegurar-lhes adequadas condições de bem-estar, saúde, higiene, circulação de ar e insolação, garantindo-lhes comodidade, proteção contra intempéries e ruídos excessivos e alojamento com dimensões apropriadas ao seu porte e número, de forma a permitir-lhes livre movimentação;
II – Assegurar-lhes alimentação e água na frequência, quantidade e qualidade adequadas à sua espécie, assim como o repouso necessário;
III – Manter limpo o local em que ficarem os animais, providenciando a remoção diária e destinação adequada de dejetos e resíduos deles oriundos;
IV – Providenciar assistência médico-veterinária;
V – Evitar que sejam encerrados junto com outros animais que os aterrorizem ou molestem;
VI – Evitar que as fêmeas procriem ininterruptamente e sem repouso entre as gestações, de forma a prevenir danos à saúde do animal.”

CARACTERIZAÇÃO DA SITUAÇÃO FLAGRANCIAL:
Neste sentido, enquanto perdurar a situação de abandono, o crime está em andamento (crime é tido como crime permanente – o abuso está sendo cometido com a situação do abandono e dela decorre), possibilitando a caracterização do flagrante delito. De acordo com o art. 302 do Código de Processo Penal, “considera-se em flagrante delito quem:
I – está cometendo a infração penal; II – acaba de cometê-la; III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.
O art. 303, também do Código de Processo Penal estabelece claramente que “nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência”, como é o caso do abandono de animais com privação de condições mínimas de subsistência, ou seja, os moradores que abandonam os animais incorrem na situação descrita no art. 302, inciso I do Código de Processo Penal, cumulado com o art. 303 do mesmo diploma legal.
Paralelamente, a Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, inciso XI, determina que “a  casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.
No mesmo sentido, o art. 150, § 3º, II, do Código Penal afirma que não constitui crime “a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: II – a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. Segundo os §§4º e 5º do mesmo dispositivo, “a expressão “casa” compreende: I – qualquer compartimento habitado; II – aposento ocupado de habitação coletiva; III – compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade. Não se compreendem na expressão “casa”: I – hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a restrição do n.º II do parágrafo anterior; II – taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero”.

SOLUÇÕES PRÁTICAS:
Com base na fundamentação acima exposta, teríamos 4 alternativas básicas para ajudar os animais e situação emergencial (expostas em ordem de preferência):
(a)    Solução consensual acima exposta;
(b)   Requerer à autoridade judicial a expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar dos animais abandonados com base no fato de constituir o abandono fato típico punível pelo art. 32 da Lei n . 9.605/98 (no pedido de expedição do mandado, explicitar quem ficará como fiel depositário dos animais – normalmente, o próprio requerente, pessoa física ou ONG); De acordo com o art. 243 do Código de Processo Penal, o mandado de busca deverá: I – indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador; II – mencionar o motivo e os fins da diligência;III – ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir.
(c)    Entrar em contato com o Ministério Público e/ou a autoridade policial com a finalidade de solicitar seja realizada diligência emergencial no sentido de interrupção do crime em andamento. Esta alternativa, como bem se sabe, dependerá da sensibilização do membro do Ministério Público e/ou da autoridade policial. A autoridade policial, com base no flagrante delito, poderá entrar na residência, cumprindo seu dever legal de interrupção do fato típico (art. 23, inciso III, do Código Penal). O ideal é que o arrombamento seja feito por chaveiro na presença da autoridade policial para que não seja caracterizado qualquer dano à propriedade alheia. No final da diligência, fazer constar do boletim de ocorrência ou do inquérito criminal porventura instaurado a narração do fato e quem ficou como depositário dos animais apreendidos. É sempre recomendável a presença de testemunhas.
(d)   A terceira alternativa, menos recomendável, mas viável, seria o próprio cidadão, com base na ocorrência do crime, e da caracterização da situação flagrancial, providenciar o arrombamento da porta (sempre ideal por meio de chaveiro) e entrar na residência para salvar os animais em situação de abandono. Esta situação, estará amparada pelo estado de necessidade, que é uma excludente de ilicitude, prevista pelo artigo 23 do Código Penal (“não há crime quando o agente pratica o fato: I – em estado de necessidade; II – em legítima defesa;  II – em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito). É claro que nesta situação quem entra fica mais “vulnerável”. Portanto, é sempre bom documentar a entrada o mais fartamente possível na presença de testemunhas.
Espero ter colaborado para elucidar as medidas possíveis nesta delicada e triste situação.
29 de julho de 2010
Atenciosamente,
Daniel Lourenço.
daniel@lourenco.adv.br
Rio de Janeiro – Brasil 

No link abaixo um exemplo da postura do Supremo Tribunal Federal em relação a invasão de domicílio desde que comprovada a necessidade e que esteja explicitada a necessidade de se tomar a atitude.

http://goo.gl/8m5Y7M

E como exemplo de que deve se tomar todo cuidado ao invadir um domicílio, resolvemos publicar um vídeo de um "resgate" cheio de amadorismo, onde os protetores estão sendo denunciados por roubo do animal e que poderá fazer com que a vítima acabe tendo que ser devolvida ao seu dono, já que quem se propôs  retirá-la do suposto maus tratos não se preocupou em agir da forma correta e não observou o que os especialistas em direitos dos animais já vem orientando há anos.


Nota:
Para que não restem dúvidas sobre a necessidade de se invadir um domicílio, todo cuidado em se resguardar de futuras denúncias e processos por parte do invadido devem ser observadas. 
Guardem tudo desde as denúncias iniciais, até imagens e vídeos do ato em si. Se possível peça ajuda de policiais e leve junto um veterinário que poderá atestar através de um laudo os maus tratos que o animal estava sofrendo
E em tempo, qualquer pessoa do povo, qualquer entidade (ONGs, OSCIPs etc.) ou autoridade ambiental (policiais, fiscais da vigilância de saúde, sanitária etc.) poderá ingressar, a qualquer hora do dia ou da noite, numa casa/lar/domicílio ou estabelecimento comercial caso seja constatado o crime de abandono por conseguinte atos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações a animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, objetivando resgatá-los e/ou salvá-los desde que resguardados estes cuidados já relatados no texto acima do Dr. Daniel Lourenço.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Realidade cruel e criminosa do comércio de pintinhos coloridos.



Uma matéria da Rede Record que foi veiculada nestes dias chama a atenção para a venda dos pintinhos coloridos e escancara a forma como eles são tingidos. Chocante porém necessário falar sobre isto de uma vez por todas e rezar para que as crianças sejam orientadas em suas escolas a não pedir para seus pais que comprem estes pintinhos, ou que em festinhas de aniversário os buffets infantis parem de distribuí-los como se fossem balas.

Aliás buffets e organizadores de festas, tanto para crianças como para adultos, precisam urgentemente passar por uma imersão em direitos dos animais, e entender de uma vez por todas que vidas não são brindes, brinquedos, mimos ou gracinhas, pois é imensa a ignorância sobre o tema, e o que se vê em aniversários e casamentos beira a insanidade de tanta crueldade que costumam rolar nestes eventos.

O vídeo onde se joga a tinta tóxica sobre os bichinhos e a manipulação dos pequenos seres é de embrulhar o estômago de qualquer pessoa, mesmo aqueles que não são necessariamente defensores ou apaixonados por animais como nós e parece ter sido feito em algum outro país.

Essa moda ao invés de perder adeptos infelizmente vem crescendo e é nosso dever falar novamente sobre este crime cometido contra estes animais indefesos e que só pelo fato de terem nascido machos já lhes pesa um destino cruel e muito triste.
Para quem não sabe os pintinhos machos ao nascerem nas granjas são separados dos demais e moídos vivos tornando se assim insumo para ração de outros animais, pois representam prejuízo já que não interessam para a indústria produtora de ovos.
E infelizmente  mesmo em países ditos "desenvolvidos" e onde existe legislação pesada para quem comete crimes contra animais, o comércio de pintinhos coloridos tem aumentado, porque afinal poucos sabem como eles ficam tão bonitinhos.
Aqui no Brasil a prática é considerada crime ambiental, se enquadra em maus tratos e esbarra na Lei 9605/98 artigo 32, devendo ser denunciada as autoridades competentes.
Inclusive existe circula uma  informação de que se conseguiria tingir os pintinhos ainda em fase embrionária injetando determinados produtos químicos nos ovos mas mesmo que isso fosse possível com certeza não deixaria de ser cruel.

Ao buscarmos o vídeo para publicação sobre a forma como acontece o tingimento encontramos um que nos chamou atenção. Assistam e veja a declaração a garotinha que resolveu adotar 2 pintinhos dizendo que o dono da escola em que estuda comprou vários para ensinar aos alunos o nome das cores (!!!!).
Como dizem os mais radicais: meteoro venha logo!!!
Assistam a essa matéria de 2014 feito pelo Jornal Regional da cidade mineira de Caratinga onde inclusive existem trechos do vídeo denúncia sobre a forma como os pintinhos são cruelmente tingidos.



Nota:
Para quem não sabe após alguns dias após serem tingidos os pintinhos morrem pela toxidade dos corantes, pelo fato de que são frágeis e precisariam de um ambiente controlado, porque nas granjas recebem toneladas de antibióticos até se tornarem adultos e serem abatidos, e também  pela forma estúpida como são manipulados e depois vendidos. 
Então papais e mamães pensem que além de vocês estarem adquirindo um ser vivo que sofreu maus tratos para ficar bonitinho e se tornar atraente para sua criança ainda restará a tarefa de ver sua criança desconsolada chorando ao ver o bichinho morrendo logo me seguida a compra. 




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Feira ilegal de filhotes na Jacu Pêssego - Depoimentos comprovam maus tratos, doenças e mortes!!!




Uma antiga postagem deste blog tem atraído depoimentos estarrecedores sobre o comércio ilegal de filhotes na avenida Jacu Pêssego que há anos é denunciado e que infelizmente mesmo com uma lei que proíbe essa prática em nossa cidade continua a acontecer acobertado pelas autoridades responsáveis pela fiscalização que já foram denunciadas até mesmo em uma matéria do R7 com declaração explícita de que basta dar um “agrado” para que eles façam vista grossa a este comércio escandaloso.
Infelizmente nesta última gestão apesar de ter havido até mesmo intervenção do Ministério Público através do Gecap para que a subprefeitura de Itaquera atue e impeça que este comércio ilegal ocorra continuamos a nos indignar pela falta de atuação e pela cara de paú das autoridades competentes que nem mesmo aos ofícios do autor da lei o ex vereador e agora deputado estadual Roberto Tripolí responde.
Abaixo uma série de depoimentos de pessoas que compraram filhotes neste local. O sofrimento dos animais comprados deste criadores de fundo de quintal não acontece apenas quando eles já foram para as mãos dos compradores. Eles são fruto de criadores que visam apenas o lucro e provém de locais infectados, são na sua maioria maltratados, mal alimentados, usados apenas para procriação sem um mínimo de assistência e compaixão. Matrizes doentes e que muitas vezes não passam de animais que lembram determinada raça.
A grande maioria dos filhotes adquiridos na Jacu Pêssego não passam de vira latas. Isso foi constatado em uma apreensão feita pelo CCZ/SP há alguns anos atrás. E para conhecimento os filhotes apreendidos na ocasião cerca de mais de 60 vieram a óbito. Não houve sobreviventes!!!











Vejam como denunciar comércio ilegal de filhotes e o que diz a lei 14483/09 sobre a criação e venda de filhotes na cidade de SP.
http://pt.calameo.com/read/00191317195dfac18f398

Nota:
O objetivo desta postagem é fazer com que mais e mais pessoas tenham acesso a informação e que parem de comprar filhotes neste local.
Porém se caso você caiu nessa fria e está se sentindo lesado nos escreva para que tenhamos mais depoimentos para quem sabe assim as autoridades desta cidade resolvam tomar uma providência.
E o mais importante....adote não compre, sempre haverá uma animalzinho carente precisando de amor em algum lugar deste mundo..... mas se quer muito uma raça específica pesquise, peça para conhecer o lugar onde estes animais são gerados, exija seus direitos de consumidor como nota fiscal e certifique se de que este filhote está bem de saúde, com as vacinas necessárias e no caso da cidade de São Paulo castrado e microchipado!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Notícias sobre os animais do Zoo de Brasília que a justiça quer devolver ao Le Cirque.

Foto divulgação/Vídeo R7
Ontem no Domingo Espetacular uma excelente matéria  mostrou ao público o absurdo da decisão da justiça em querer devolver os animais do Zoo de Brasília ao Le Cirque.
A matéria exibiu inclusive parte do processo onde fica claro que os animais viviam em profunda situação de maus tratos e crueldade. Sinceramente se aquilo não são provas o que mais poderia ser?
Obs: só um detalhe precisa ser observado. Ainda não existe lei que proíba a apresentação de animais em circos no Brasil, conforme a repórter fala na matéria. O que existe são legislações municipais e estaduais que proíbem a utilização de animais para este fim.

Para os que não estão ao par do assunto segue o link de nossa postagem feita há algumas semanas. Inclusive nesta postagem publicamos uma petição que pede para que a justiça reveja essa decisão.
Assinem amigos!!!

Como vivia o elefante no Le Cirque/Foto vídeo R7
 No início de abril o deputado Ricardo Tripoli também enviou uma solicitação para que se reveja este equívoco.

(Brasília, 09 de abril de 2015) – Coordenador do Grupo de Trabalho de Fauna da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional, o deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB/SP) se reuniu nesta quinta-feira com o Desembargador Ericson Maranho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
DECISÃO INSUSTENTÁVEL

Durante a audiência, Tripoli tratou da decisão da Justiça do Distrito Federal e Territórios para que a Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), fiel depositária dos animais pertencentes ao circo “Le Cirque” desde 2008, devolvesse-os aos seus proprietários. Os animais – um elefante, um rinoceronte, uma lhama e um hipopótamo – são frutos de uma apreensão em decorrência de Operação de Fiscalização empreendida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), juntamente com outros órgãos ambientais.
Tripoli solicitou ao Desembargador, relator do caso no STJ, que mantenha os animais sob os cuidados do ZOO de Brasília. Na avaliação de Tripoli, a decisão da justiça do Distrito Federal “não se suporta por si só”. “Liberar esses animais aos proprietários do circo é inadmissível, sobretudo em relação ao seu bem estar, estado de saúde e à destinação que eles poderão sofrer caso essa situação ocorra”, alertou.

VISITA AO ZOO
Ontem, Tripoli também esteve na Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB). Recebido pelo Diretor-Presidente da entidade, José Vieira, o deputado conheceu de perto a situação dos animais. “Desde o momento em que os animais chegaram ao Zoo Brasília, em 2008, os veterinários, biólogos e tratadores fazem acompanhamentos e avaliações diárias. As conquistas são positivas em todos os quesitos. É incontestável”, argumentou.
O processo está em análise pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte: #EquipeTripoli

Tanque onde vivia o hipopótomo/Foto vídeo R7
Nota:
Não somos a favor de zoológicos, seria maravilhoso que pudessem viver em um santuário, mas essa não é a possibilidade no momento. E basta assistir a essa matéria do R7 para perceber que os animais hoje estão sendo muito bem tratados no Zoo de Brasília. 
Devolve-los para os Le Cirque é uma das coisas mais absurdas e cruéis que poderia acontecer a eles. 










segunda-feira, 6 de abril de 2015

Justiça quer devolver animais para o Le Cirque. Assinem a petição para impedir este absurdo!!!


Fotos divulgação/durante apreensão dos animais do Le Cirque - 2008
Em 2008 após muita confusão uma operação chamada Arca de Noé foi organizada para a retirada de 26 animais do Le Cirque.
O que gerou esta operação foram denúncias feitas pelas entidades na época, o Ibama constatou através de laudos que os animais estariam sofrendo maus tratos e conseguiu na justiça a apreensão dos mesmos.

Entre as diversas Ongs envolvidas nesta ação uma das que se destacou na época foi a ProAnima de Brasília, que agora propõem novamente que façamos uma grande mobilização para impedir que os animais sejam devolvidos para o circo.

Hoje alguns deles vivem no zoológico de Brasília, estão adaptados e vivem uma vida muito diferente da que levavam na época em que eram explorados pelo circo.  Apesar de que nosso sonho sempre será a destinação destes animais para santuários, infelizmente ainda não é essa nossa realidade.
Porém o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) decidiu no último dia 05/04/2015 que os animais, inclusive os que estão fora de Brasília sejam devolvidos aos donos do Le Cirque, alegando que não as provas de maus tratos não foram suficientes.

Os proprietários do Le Cirque alegam que  querem os bichos de volta para encaminhá-los a um santuário no sul do país.
Mas não se esqueçam que elefantes, rinocerontes ainda são usados em circos, em estados onde não existe lei que impeça espetáculos com animais e mesmo em países vizinhos ao nosso.
Entender o lado dos donos destes animais explorados não é difícil, o que é duro de engolir é saber que a justiça é que está propiciando a devolução deles a uma vida de sofrimento e crueldade.

O zoológico de Brasília lamentou a decisão da justiça de devolver os animais ao Le Cirque.
Precisamos de toda a força de nossa causa para evitar que isso aconteça. Uma das formas de ativismo no momento é assinando a petição abaixo:

Assinem e ajudem a divulgar a petição que foi feita para tentar impedir essa devolução. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Maus tratos e mortes envolvendo animais no Rio de Janeiro causam indignação!!!


Fotos divulgação/internet
Nas últimas semanas denúncias muito graves deixaram a todos que participam da proteção animal e mesmo aqueles que amam os animais sem uma atuação direta na causa, estarrecidos com o grau de crueldade envolvendo dois casos no Rio de Janeiro.
O primeiro caso ganhou o nome de Sítio dos Horrores que fica localizado no bairro Capivari,  na Baixada Fluminense e pertence a Franklin que também é proprietário de uma clinica veterinária localizada em Ricardo de Albuquerque.
E por mais que protetores mais antigos teimem em dizer que este cara um dia foi bom, acho que as imagens divulgadas desmentem isso, infelizmente. 
Se um dia foi bem intencionado e fazia por merecer o título de protetor, acho que se perdeu pelo caminho. Há muitos anos tentavam desmascará-lo e finalmente isso ocorreu.
Inclusive existem denúncias bem graves envolvendo a clínica veterinária que devem estar sendo apuradas agora. 

A ação teve a participação do investigador do DPMA -  Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Bruno Peres Teixeira e de um grupo de protetores que retiraram os quase 200 animais que se encontravam do tal "abrigo".
Muitos resgatados estão em clínicas, outros foram para LTs e a grande maioria foi levada para a Fazenda Modelo para poderem ser tratados e doados.

Viaturas no dia da ação de invasão do Sitio dos Horrores
As imagens do crematório são realmente de nos deixar indignados e com vontade de que as leis de proteção animal deste país sejam modificadas para realmente punir exemplarmente quem maltrata e mata animais sem temer as consequências de seus atos.
Foi criada uma página no facebook para a divulgação do que está sendo feito pelos animais e dos apelos por ajuda  http://goo.gl/4YllRj

Em um outro caso desta vez em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro as imagens não são menos estarrecedoras e pavorosas.
Trata se de um caso de uma colecionadora cujo nome não foi divulgado moradora no bairro de Sebastiana.

Cerca de 50 animais viviam confinados em cercados feitos com grades plásticas e sem condições até mesmo de se mover. Viviam sem água, comida, se alimentavam das próprias fezes e não havia qualquer espaço para poder se movimentar ou chance para fugirem. Um verdadeiro holocausto animal.
Existem algumas informações não comprovadas de que muitos animais da tragédia da região serrana foram encaminhados para este local na época. 

Os animais retirados deste inferno também foram levados para uma Ong e muitos estão em LTs para poderem se recuperar.
O MP e a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ atuaram em conjunto com os protetores nesta denúncia.
Nesta página do facebook existe um evento para que doações possam ser encaminhadas para os animais resgatados da colecionadora de Teresópolis  http://goo.gl/ZsGjtq

Vejam o vídeo abaixo para terem ideia do nível de loucura que chegam alguns humanos que dizem "amar demais os animais".


NOTA:
Como sempre o hábito de entregar animais para quem afirma cuidar, ter espaço e condições de abrigar faz com que milhares de pessoas cometam o mesmo erro. Não confiem em ninguém, procurem ir conhecer o local, peça informações sobre o protetor, sobre o abrigo e sobretudo procurem saber se os animais serão vacinados, castrados e doados, e se sim, qual o canal para essas doações? internet? evento de adoção?
Não se esqueçam jamais de casos emblemáticos que tem sido denunciados como o da Dalva e o do Santuário do Pitbull.
Locais que muitos incautos apoiavam ou divulgavam como sendo indicados para encaminhamento de animais resgatados e que na verdade não passavam de matadouros disfarçados.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Nove cães resgatados em estado de miséria na Inglaterra estarrecem o mundo!!!


Uma matéria publicada pelo jornal Daily Eco  com o título Procura-se o dono estarreceu o mundo ao mostrar uma série de fotos feitas a partir de um resgate de nove cães que foram abandonados em Hampshire/Inglaterra.
As fotos do resgate realmente chocam e nos fazem questionar mais uma vez: como alguém teria coragem de deixar estes animais naquelas condições? e como alguém pode chegar a este ponto de crueldade e insensibilidade?

Os animais estavam em uma situação de maus tratos tão grande que não conseguiam mais se mover devido a enorme quantidade de imundícies aderidas a pele. Levou se pelo menos 3 horas para que cada animal pudesse ser tosado e limpo.
Segundo os Inspetores da RSPCA todos eles são poodles. 
O diretor de bem-estar animal da instituição, Dave Griffiths, afirmou que estão acostumados a resgatar 150 a 200 animais na cidade por ano mas este caso em particular foi excepcional.
Os animais estão sendo tratados por veterinários do Cedar Group em Alresford.
Vejam abaixo a série de fotos mostrando o resgate, a chegada na clínica e o que existia por baixo de toda aquela sujeira e o motivo porque essas fotos deixaram a todos indignados.









Créditos das fotos: Daily Echo
Nota: 
"Se os animais inspiram somente ternura, o que houve, então, com os homens?" Guimarães Rosa


 

 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

E aí?...cadê a fiscalização? Animais silvestres vendidos livremente em feira na Zona Leste.





Do G1 São Paulo

01/09/2014

Feira livre de SP tem filhotes de tartaruga e réplicas de armas

Comerciante  sugere que réptil, vendido por R$ 80, seja levado no bolso.
Ibama informou que fiscaliza o local e que trabalha em conjunto com a PM.

Do G1 São Paulo
Em uma feira de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, comerciantes vendem livremente filhotes de tartaruga por R$ 80, peças de veículos e réplicas de armas. O comércio ilegal acontece dentro de uma feira livre legalizada pela Prefeitura. Animais silvestres só podem ser vendidos com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“Pode levar no bolso que aqui não morre não. É tartaruga, meu querido. Aqui pode passar um caminhão em cima que não amassa”, destacou um comerciante. O Ibama informou que já realizou fiscalização no local e que trabalha em conjunto com a Polícia Militar Ambiental e com a Polícia Civil para combater o comércio.

Para assistir ao vídeo da matéria acessem o link abaixo:
https://vimeo.com/106931540

Além dos animais, são vendidos também réplicas de armas, o que é proibido. A venda e o porte de réplicas é crime, segundo informações do Bom Dia São Paulo. As armas são vendidas na feira de São Miguel por R$ 60.

Na feira, também há livre comércio de acessórios e peças de veículos, como pneus, volantes e aparelhos de som, além de computadores e celulares.

A PM disse que a fiscalização é de responsabilidade da prefeitura, mas que auxilia no combate ao comércio irregular. Já a secretaria de coordenação das subprefeituras informou que aproximadamente 2.500 comerciantes estão autorizados a vender mercadorias na cidade, e que vai programar uma ação de fiscalização na feira.
Fonte:
G1 São Paulo

Nota:
Nesta gestão da prefeitura de São Paulo tudo o que havia avançado na luta contra o comércio ilegal de cães e gatos também se perdeu. Já fizemos várias postagens aqui denunciando a falta de cumprimento da lei 14483/07 que regulamenta a criação e o comércio de animais domésticos na cidade. Vejam como denunciar e se tiverem muita disposição podem pressionar as autoridades responsáveis pela fiscalização assim como nós fazemos há anos.
http://goo.gl/KJTGNM





quinta-feira, 11 de setembro de 2014

E chega ao fim de forma melancólica a farsa do Santuário do Pitbull.



Nesta semana finalmente chegou ao fim mais uma triste história que muitos na proteção gostariam que não fosse verdadeira. A farsa de um lugar chamado Santuário do Pitbull teve seu desfecho de uma forma triste, lastimável e muito cruel. 
A locatária da casa onde ficava situado o hotel que muitos acreditavam ser um centro de recuperação de pitbulls,  procurou alguns protetores da cidade do Embuguaçú para pedir que a ajudassem a resgatar os dois pitbulls que pertenciam ao casal de proprietários do local, Fernanda Meccia e Paulo Mello.
O animais tinham sido abandonados em situação de extrema desnutrição e maus tratos.
Os cães de nome Bebê e Tatá, mal conseguiam se manter em pé quando foram resgatados. Após algumas horas o pit Tatá veio a falecer. Não resistiu!!!
O pit Bebê segue em tratamento para poder se recuperar. Vejam as fotos comprovando a situação deles.

Fotos da internet
Mas vamos voltar um pouco no tempo para que aqueles que não vinham acompanhando essa história possam entende-la.
Em 2013 as primeiras denúncias de que algo muito estranho acontecia no tal Santuário do Pitbull conhecido como o paraíso dos pits sofredores começava a se desenhar.
Um animal que havia sido "adotado" pelos donos do lugar, com ampla divulgação na mídia,  http://goo.gl/BeHUiN e que tinha participado de uma história terrível chamado Lex, foi retirado do Santuário  em situação de miséria.
Este pit que já havia sofrido tanto, estava só pele e osso no sentido literal destas duas palavras. Para muitos as imagens do Lex naquela situação foi um choque. E eis que de repente muita gente começou a entrar em contato com a denunciante para contar lhe sobre animais que haviam sido colocados no Santuário como hóspedes, mas que haviam desaparecido ou mesmo sido doados sem que jamais soubessem para quem, e que por mais que insistissem em obter informações não as conseguiam dos proprietários do hotel, Fernanda Meccia e Paulo Mello.
Abaixo um banner mostrando a sequencia de tudo o que aconteceu ao pit Lex.

Banner da página A Fraude do Santuário do Pitbull  
Como eram muitas denúncias, foi criada no facebook uma página chamada A fraude do Santuário do Pitbull  http://goo.gl/MZEtjz onde iam sendo colocadas as denúncias dos animais desaparecidos e também eram feitos questionamentos para se tentar até o paradeiro deles.
O R7 na época também chegou a fazer uma matéria  http://goo.gl/OpcdCX perguntando sobre o pit Prince que tinha madrinhas que bancavam sua hospedagem  e que segundo os proprietários havia sido doado, porém jamais se conseguiu chegar até a adotante.
Existe um processo correndo na justiça sobre este caso, mas isso jamais trará o Prince de volta.
A falta de conhecimento sobre o  que de fato acontecia aos animais neste local irá nos assombrar por muito tempo ainda, já que todos nós sabemos que essa raça pode se tornar alvo de muita crueldade por todo o estigma que carregam.

O que será que de fato acontecia neste local?
Por que nunca se conseguiu informações sobre os pits desaparecidos mesmo quando os donos eram questionados?
Para quais finalidades podem ter sido doados?
Para quem ou para que foram doados?
Estariam vivos?
E porque era utilizada a conta poupança da falecida mãe da Fernanda Meccia para fazer arrecadação de doações em dinheiro ou mesmo para depósitos dos hóspedes?

  
Nota:
Segundo informações em janeiro de 2014, Fernanda Meccia foi embora e deixou o local,  que ficou entregue nas mãos de seu marido Paulo Mello. Há cerca de um mês ele também fugiu abandonando os animais que só nesta semana foram retirados da casa.
A ativista Paula B. Blumer,  filha de Fernanda Meccia afirma que a mãe fugiu por ter sido ameaçada pelo marido, e por este motivo ela não tem culpa do abandono e dos maus tratos em que estavam os animais da família.
E por essas e por outras, é que existe a necessidade daqueles que amam, defendem ou mesmo fazem suas doações visando ajudar animais carentes fiquem muito alertas sobre o que é vendido na proteção animal, porque nem tudo que brilha é ouro, nem tudo o que é divulgado é verdadeiro, nem tudo o que dizem fazer pelos animais é verídico. 
Procurem ajudar apenas protetores e Ongs que fazem prestação de contas, que dão acesso aos animais e as instalações onde eles vivem, ou que você consiga obter informações de alguém de confiança. 
Não apoiem acumuladores ou aqueles que fingem proteger animais e não possuem uma profissão ou ocupação de fato.